Mostrar mensagens com a etiqueta Lunático. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lunático. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, outubro 20, 2004

Concurso

Enquanto assistia ao programa conhecido por ser apresentado pelo “Gordo”, no Canal 1, comecei a imaginar se fosse eu o produtor daquele concurso. Para já, em vez de “gordo”, o apresentador seria chamado de… “Rodolfo”, por exemplo. Depois, o sistema seria o seguinte: seriam eleitas três pessoas do público para concorrer. As provas seriam inventadas conforme as características dos concorrentes. Ou seja, depois de feita a escolha, o pessoal ficava à espera que eu me despachasse e inventasse provas de modo a complicar-lhes a vida. Enquanto eu pensava no que fazer, punha-se música a passar, tal como fazem em certos telefonemas, para entreter quem espera. Mas só que aqui, em vez de “música de elevador”, seria passado o Black Album dos Metallica. Depois de inventadas as provas, os concorrentes teriam a sua oportunidade de ganhar umas coisitas. Supondo que os concorrentes fossem uma grávida, um jogador de futebol profissional e um puto com a mania que é mau, o concurso decorreria da seguinte maneira:
À grávida seria oferecido uma tesoura de plástico para cortar o cordão umbilical quando desse à luz, se ela conseguisse superar a sua prova. Esta consistia em resistir a setenta murros do Máique Tai Zan e três cabeçadas do Patas em cheio na barriga. Se ela aguentasse sem ter de ser socorrida, ganharia aquele fabuloso prémio.
Ao cromo do futebol seria imposta uma prova em que teria de fintar um leão faminto numa arena minada para ganhar um atacador.
Ao puto seria dada a opção de poder ganhar uma carta Yuhg e Ô falsa ou uma queijada de papel. A sua prova consistiria em ameaçar o Carlos Vitória. Aliás… Em ameaçar o Carlos Vitória com o Cristophe por perto, provavelmente a ver sites pornográficos… Digo, a ameaçar o Carlos Vitória, com o Cristophe ao pé a ver sites porno e com o Patas a levantar uma mesa para a stôra de Física, tendo a outra mão no bolso para se fazer de forte… Pensando bem, a ameaçar o Carlos Vitória, com o Cristophe ao pé a ver sites porno, com o Tiago dos óculos amaricados Neves a chamar White Castle ao Patas que, por sua vez, estava levantando uma mesa com a outra mão no bolso.

Vivos ou não, no final das primeiras provas todos poderiam rodar a grande roda para aceder à prova da montra final. Na grande roda o concorrente terá que acertar obrigatoriamente em 100 se quiser sobreviver. Se alguém tiver o azar de lhe calhar um número que seja maior ou menor que 100, cairá lhe um relâmpago em cima invocado pelo feiticeiro Godofredo Nomenclatura.
Na última parte, se alguém sobreviver, o que é pouco provável, o concorrente “vencedor” terá que adivinhar o preço exacto da montra final. Antes disso serão enrolados à volta da sua cintura vários paus de TNT com um detonador automático para os fazer explodir se a quantia dita pelo participante for maior à do preço exacto. Se a quantia for menor, ele terá de comer, obrigatoriamente, um caramelo de fruta envenenado. Porém, se acertar ganha a montra final, que não passará de um conjunto de pioneses com várias cores, uma caixa de cd vazia, um papel com o link do Imperialium e uma viagem ao descampado de Vale de Figueira, onde será executado pela Al Qaeda portuguesa.
O produtor, ou seja, eu, estará a assistir a tudo enquanto uma Rita faz desaparecer na voragem o líquido segregado pelo meu aparelho sexual (isto não será filmado).
Eu penso que assim, o canal em questão, venceria em audiências os outros naquela hora. O único problema era arranjar quem quisesse concorrer. Se souberem de alguém que não se importe de morrer macabramente em directo, escrevam nos comments.

Ass.: Stupid Son of Sam

Aviso do Autor: Tentem evitar a todos os custos o programa O Preço Incerto, porque as graçolas do Fernando Amêndoas conseguem ser piores que as dos Malucos do Siso!

segunda-feira, outubro 18, 2004

Tem medo de mim, caraças!

Estava eu em minha casa fazendo o que os filhos de Sam normalmente fazem nas noites de Sábado – jogar uma partida de solitária ouvindo Children of Bodom – quando fui interrompido pela campainha. Vendo que devia ser a Leufócita Hibernácula, uma jovem mulher interessada nuns terrenos que tenho em minha posse lá para Travancinha de São Tomé, chamei de imediato o meu mordomo.
– Stuart, vai abrir as portas, mas faz isso de modo a que ela pense que se abriram sozinhas.
– Sim, mestre.
Dos meus aposentos, pude ver o meu fiel mordomo a descer as escadas sem fazer barulho e a abrir as portas, pondo-se de imediato atrás de uma delas. A minha convidada ficou incrédula.
– Wow! Sistema de portas automático! Cool!
Enervado por ela não pensar que a casa estivesse assombrada, carreguei no botão que faz com que o órgão toque, mas algo chamou-a à atenção e ela não reparou.
– O que o senhor ‘tá aí a fazer atrás da porta? Não me diga que afinal foi você que as abriu?
– Não! Eu só estou a fazer… a limpar as teias de aranha… – responde Stuart, atrapalhado.
– Shh… Ouça… Música de fundo! Incrível! Como um castelo tão antigo pode ‘tar tão modernizado a nível electrónico?
– Não é música de fundo, menina. É o fantasma do órgão que ‘tá tocando a Sonata ao Luar.
– Ahah! Que belo sentido de humor, senhor…
– Stuart! – responde o mordomo com um sorriso nos lábios.

Perante tal fracasso, bati com a palma da mão na testa com toda a força. Em seguida, tive uma ideia. Decidi ir pela passagem secreta que ia dar ao sótão, depois à cave e, por último, à sala de estar, que seria por onde o Stuart a conduziria, de modo a assustá-la lá. O plano era bom, portanto entrei rapidamente dentro da porta secreta. Corri o mais rápido que podia o resto do percurso no sótão, mas a meio tropecei indo bater contra um velho armário cheio de louça. O armário caiu em cima de mim e maior parte dos objectos nele partiram-se no chão, fazendo um cagaçal daqueles! Enquanto estava tentando levantar o pesado móvel de cima de mim, ouvi no piso de baixo eles a comentarem:
– Que barulheira foi esta?
– Ah, não se preocupe. São os ratos.
– Ratos? Só se forem enormes…
– “Enormes” é uma palavra demasiado limitada para descrever o tamanho das criaturas que habitam no nosso sótão, menina.
– É o que dá não os matarem enquanto são pequenos.
“Eu não acredito!” pensei para mim. “Será que esta gaja não se assusta com nada?”
Depois de ter arrastado o armário para o lado, limpei o pó da minha roupa e continuei o meu caminho. Foi num instante em que cheguei ao alçapão que dava acesso à sala de estar. Imaginando que ela estaria sentada no sofá que está virado em sentido oposto ao daquela entrada, abri o alçapão. Agachado e sem fazer barulho voltei a fechá-lo. Depois dei um pulo gritando simultaneamente:
– Os orangotangos são muito inteligentes e já foram vistos usando objectos como ferramentas!!!!!!!!!!!!
Isto até teria dado resultado se ela estivesse ali. Mas o meu mordomo não tinha cumprido o que estava planeado. Fui então ter à cozinha e lá encontrei os dois a falarem relaxadamente.
– Bem, Stuart, foi pouco tempo, mas ‘tiveste muito bem! – dizia ela ao meu mordomo.
– Ah… Não digas isso… Tu também não ‘tiveste mal.
– Ahm… O que se passa aqui? – interrompi.
– Desculpe, mestre. Esta é a senhora Leufócita. Eu era para a ter levado para a sala de estar, mas primeiro dei-lhe a conhecer o meu quarto.
Depois de dizer isto, Stuart e Leufócita coraram e contiveram um riso maldoso.
– Eu nem quero saber o que andaram a fazer…
– Pois… Então, diga-me lá, você é que é o Conde? – perguntou ela.
– Err… Não me chames isso! Agora com a porcaria da QdC, quando se fala em conde vem sempre à memória aquela evolução reles de macaco com a mania que é andrógino. Prefiro que me chames pelo meu nome: Filipe.
– Não pode ser antes Fili?
– Uh?! Claro que não!
– E Filão?
– Eh pá, o meu nome é Filipe e é assim que me chamas. Acabou!
– E Filiacorvinagnisklogueto?
– …
– E Fil?
– Fogo! Se eu já te disse que o meu no…
– E Filovski?
– Ah, esse não me parece mal. Pode ser…
– E Filete?
– Que idiotice! Eu já disse que…
– E Filo?
– Porra, pára lá com…
– E Filé?
Neste momento, Stuart salva a situação dando-lhe um forte soco na nuca fazendo com que ela desmaiasse. Chegou-se perto de mim e, em segredo, disse:
– Há bocado também não a consegui comer porque ela começou a judiar com o meu nome. “Oh, Stewie, Oh Stuzinho, Oh Stuzão!” Dass! Tive de lhe aplicar um safanão pondo-a inconsciente. Depois arrastei-a para aqui e, quando acordou, disse-lhe que tinha sido espectacular.
Depois de ela voltar a recuperar os sentidos, Stuart, disfarçando, mudou de tema radicalmente.
– Não come nada, mestre?
– Nah. Não tenho fome. – disse eu, sentando-me à mesa.
– Ah, eu cá tenho. Acho que vou comer uma maçã. – afirma Leufócita, cumprindo o que dissera.
– Não me fales em maçã que me faz lembrar a outra que foi para o Alentejo!
– Uma maçã foi para o Alentejo?
– Sim, a outra que todos diziam que tinha hipóteses de a comer e não sei quê… Bah! Uma ova! Se tivesse alguma chance, ela não dava de fuga sem me dizer nada e sem perguntar por mim.
– Hmmm, pois…
– Mas sabes que mais? ‘Tou me a *oder para ela! E aposto que ela ainda se ‘tá mais a *oder para mim!
– Hmmm…
– Se bem que eu não me importava nada de *oder com ela, mas… bem… isso já é outra história.
– Então, mas porque foi ela para o Alentejo?
– Sabes – disse eu, aproveitando-me da situação – eu escondo algo horrível dentro de mim.
– Para além desse macaco no nariz, não estou a ver o que seja.
Ao ouvir isto, apressei-me logo a limpá-lo com um lenço. Mas a minha convidada começou-se a rir fazendo me aperceber que estava no gozo.
“Ah, ‘tás a gozar comigo?” – pensei. “’Pera aí que já te digo!”
Virei-me de costas, fingindo que ia-me assoar, e retirei de dentro do bolso do casaco uma dentadura de vampiro. Coloquei-a e virei me rapidamente fazendo caretas e mostrando os meus falsos caninos.
– Gniaaaaaahhhhrrrgghhhhhuuuaaaziiiattttt… – foi o grunho que acompanhou a minha sessão de caretas.
– ‘Tás com dores de dentes com certeza. Eu lembro-me de quando era nova acontecer o mesmo aos meus irmãos e eles terem de bochechar um pouco de bagaço para lhes passar.
– Pois, mas a mim não é das cáries… É dos caninos que crescem exageradamente fazendo com que eu tenho ânsias de morder algo…
– Ah, eu sei como resolver esse assunto!
Eu, nesse momento, bem tentei atirar-me ao pescoço dela mas, mesmo antes que conseguisse, ela põe me um trapo na boca, dizendo:
– Com os meus cães resulta sempre!

Desanimado, levantei-me e saí da cozinha. Nada do que eu tinha feito até então tinha a assustado. Fui para o meu quarto terminar a partida de solitária que tinha começado antes de ela ter chegado ao meu castelo. Enquanto arrastava o sete de copas para todos os cantos do ecrã, por não saber onde o havia de meter, tive uma boa ideia. Consistia em ir ao quarto da Leufócita durante a noite e fazer-lhe coisas más.
Eram 3:03 da manhã quando entrei sorrateiramente nos aposentos da minha convidada. Inclinei-me sobre ela, mas Leufócita parecia estar acordada.
– O que queres, Filito?
– Raios partam, já disse que é Filipe!! E eu só quero que te mantenhas quietinha e me deixes violar-te e chupar-te o sangue do pescoço.
– Ok, pode ser.
Fiquei completamente paralisado de admiração devido a esta resposta.
– Ah, ‘pera, Filanzão. Pode ser antes amanhã? É que agora ‘tou com uma dor de cabeça daquelas! – disse ela, pondo a mão sobre a testa.
“Raios! Não vou violá-la enquanto ‘tá com dores de cabeça que há de ser chato. Coitada.” – pensei para mim.
Rapidamente ofereci-lhe uma aspirina tendo, depois disso, dirigido me para a cozinha. Lá encontrei o Stuart a resolver uns pseudo-códigos para recuperar o sono. Surpreendentemente, a janela da cozinha quebra-se com o enorme salto da stôra de EOTD que vai parar mesmo em cima da mesa onde Stuart estava a fazer os exercícios.
– Isso agora é assim!! – dizia ela, apontando para uma folha com os exercícios resolvidos e pondo-a à frente do meu mordomo.
Depois do Stuart muito protestar dizendo que sabia, ela virou-se para mim e disse-me:
– Então e tu, Cristophe? Não fazes a ficha?
– Meta uma coisa na cabeça: eu não sou o Cristophe!! Devo ter cara de francês, não? Vá chatear o Glorioso, talvez o Cristophe também lá esteja.
E então a mulherzinha saiu por onde tinha entrado, quase tão desanimada como eu. O Stuart reparou na minha frustração e perguntou-me:
– O que tem, mestre?
– Acho que vou perder o estatuto de Son of Sam… Não consigo assustar a Leufócita…
– Talvez ela seja “inassustável”.
– Ou talvez eu esteja a fazer as coisas mal, que é o mais provável.
– Não se preocupe, mestre. Enquanto você planeia algo malévolo, eu vou ter com ela inventar histórias horríveis sobre si.
– És um grande amigo, Stuart! – admiti eu, comovido.
– Na realidade não vou lá por si, é mais por a gaja ser podre de boa…

Fui me deitar desconsolado, enquanto o meu mordomo se encaminhava para o quarto da convidada, esfregando as mãos. Não dormi muito bem e sonhei que um gajo tinha me plagiado e feito um blog sério. Tal pesadelo fez me acordar cheio de suores por volta das 6:37. Como o sono não pegava, decidi pensar em algo que poderia fazer para assustar a Leufócita.
Personalidade 1: Sempre podia praticar necrofilia. Toda a gente tem nojo e assusta-se com isso.
Personalidade 2: Pois, mas isso é realmente enojante! Jamais seria capaz de fazer uma coisa dessas!
Personalidade 1: Sempre se podia convidar uma gaja para fingir de morta.
Personalidade 2: Mas quem é que não se importaria de fazer sexo comigo? Não ‘tou a ver ninguém…
Personalidade 1: Ah, já sei! A MdF!
Personalidade 2: Nah! Essa já não aceitava, ganhou juízo.
Personalidade 1: Pois… Ou então comprou lentes de contacto.
Personalidade 2: É o mais provável.
Personalidade 1: Exacto…
Personalidade 2: ‘Peraí… ‘Tás a dizer que sou feio? Não quer dizer que eu não seja, mas porra…!
Personalidade 1: Calma, pá! Eu considero-te tão feio como eu.
Personalidade 2: Isso foi uma piada, não? Somos os dois a mesma pessoa!
Personalidade 1: Ok, acabemos com as discussões. É melhor pensar antes no que fazer para assustar a Leufócita.
Personalidade 2: Tens razão… Deixa pensar… Hmmm! Já sei quem aceitaria!
Personalidade 1: Quem?
Personalidade 2: A stôra de EOTD! Ela deve estar tão necessitada que até já deve aceitar canzanas com ursos! Portanto, basta eu… Argh! ‘Tou a começar a ficar enjoado só de ponderar esta hipótese.
Personalidade 1: Deves ‘tar doido!!! Eu jamais tocarei naquela mulher!!! Entre ela e necrofilia, nem sei o que preferia…
Personalidade 2: Ah, então basta dizer à outra que vou praticar necrofilia, mostrá-la a stôra deitada simulando que está morta e, nesse momento, penso que ela terá um baque.
Personalidade 1: Sim senhor! Boa ideia, pá! ‘Tás de parabéns! Eu até te dava umas pancadinhas nas costas mas, como somos a mesma pessoa, não parece bem.
E depois disto voltei a cerrar os olhos e a dormir, tendo acordado só às 12:17. Depois de me levantar encontrei no corredor o Stuart resmungando qualquer coisa entre dentes.
– Então, sempre a conseguiste comer? – perguntei eu, amigavelmente.
– Acha mesmo que sim? Aquela mulher é impossível! Fez me passar a noite toda a falar lhe das suas “esquisitices”, só porque eu disse que haviam histórias terríveis sobre si.
– Ah sim? E o que lhe disseste?
– Disse-lhe que o mestre engolia a pasta enquanto escovava os dentes, que bebia vomitado de gato siamês e que comia peúgas mal cheirosas ao pequeno-almoço.
– Porque foste dizer isso?
– Sei lá! Não me ocorreu nada melhor…
– Ok. Olha, vai chamar a stôra de EOTD. Diz-lhe que ela se faça de morta em cima da mesa da cozinha. Ela deve estar à porta da casa do Carlos.
– Sim, mestre. – disse Stuart obedientemente, saindo do castelo.
Como tinha de entreter a minha convidada com algo, enquanto o mordomo não chegava com a “defunta”, decidi perguntar ao pessoal no Éme Ésse Éne o que fazer:
Stupid Son of Sam says:
na vossa opiniao, como se pode entreter alguem enquanto se nao a mata de susto?
Neoclipse says:
piadas ribeirinhas?
***_Sara_*** says:
...
Stupid Son of Sam says:
boa ideia!

Saí então da minha conta e fui ter com a Leufócita com uma mão cheia de piadas em mente. O pior foi que quando lhe falei em piadas ela disse que quem tinha piada era o Zé White Castle e que era ele quem dava ânimo à casa. Ora, claro está que quando me falam da QdC fico cheio de dores no abdómen. Desta vez até caí desamparado com uma guinada incrível que me deu no flanco direito. Mas, esta mulher, como já deve ter dado para reparar, quando começa a falar é quase impossível calá-la. Logo, ela continuou com as suas teorias mirabolantes, dizendo que o jumento devia apresentar o programa sozinho e devia se casar com a Teresa Caserne, já que esta estava livre por o Manuel Luís Trouxa andar com um moçambicano. Quase ia morrendo de dores. Mais uma vez, foi o Stuart quem me salvou o dia. Ele entrou de repelão na sala, que era o sítio onde falávamos, e disse que estava tudo pronto na cozinha. Levantei-me custosamente e segui-os.
Enquanto caminhávamos, disse, como quem não quer a coisa, à Leufócita:
– Hmm, algo me diz que é a defunta que encomendei…
– Defunta?
– Já vês. É uma surpresa.
De lado pude ver a sua expressão de admiração. Desta vez tinha de dar certo! Finalmente, tínhamos chegado ao corredor que conduz à cozinha. Stuart abre a posta vagarosamente. Depois de estar toda aberta, Leufócita reagiu:
– Meu deus! A stôra de EOTD! Essa vaca chumbou-me porque não concordava com o facto de eu meter “Escrever” nos pseudo-códigos e não “Escreva”! Obrigado, Filado. Eu já queria ver essa cabra morta há muito!
– Err… Mas… Eu vou fazer sexo com ela agora!! – disse eu, desesperado.
– Óptimo! E, no fim, retalha o corpo. Quanto mais macabro o fores, melhor!
Aí entrei completamente em desespero. Não sabendo o que mais poderia fazer para assustar aquela gaja, ordenei ao Stuart para amarrá-la e para a levarmos para a sala de torturas. Porém, e para grande surpresa minha, ela pensou que tivéssemos a brincar e deixou-se amarrar descontraidamente. Decidi então metê-la no esmagador de crânios. Talvez ela assim aprendesse a temer-me.

Quando chegámos à sala de torturas, deparámo-nos com um grupo de meninas vestidas de escuteiras, que deviam ter vindo de uma mata dos arredores do meu castelo, a serem perseguidas pelo Abutre.
– Oh, sim! Adoro “mulheres” de farda! Excitam-me! – dizia ele enquanto perseguia uma loira.
Surpreendido, reparei na reacção esquisita de Leufócita ao ver o Abutre.
– Nãããããooo!!! Ele não!! Por favor, Filz, tira me daqui antes que ele me veja. Imploro-te… Buá!
Ela, vendo que os seus prantos tinham chamado a atenção do próprio Abutre, morre de aflição. Perante o meu olhar de espanto, ele esquece as pequenas escuteiras e chega-se perto de nós, dizendo:
– Olha a minha amiga Leufócita morreu… Coitada.
– Tu conhecia-la? – perguntei eu, não entendendo muito bem o que se passava ali.
– Sim, claro. Saí com ela uma vez. Mas ela nunca mais me disse nada.
– Porque será? – afirmou Stuart, ironicamente.
– Bem, não interessa. Tens aí alguma gaja boa que ainda esteja viva para se comer, Filipe?
– Olha, na cozinha está a minha stôra de EOTD… – disse eu, perfeitamente no gozo.
– É aquela das verrugas?
– Eheh! Iá! Se a quiseres comer, ‘tás à vontade!
– Ok, onde é que ela está mesmo?
– Na cozinha. – respondeu o Stuart enquanto eu estava vomitando.

Perto das 22:00 recebo um telegrama da Associação de Todos os Filhos de Sam (ATFS) a mandarem-me as congratulações pela maneira excelente como tinha morto de susto a Sra. Hibernácula. ”Será uma vitoria acertar inconscientemente ou, na realidade, um fracasso?” Esta frase muito me remoeu a cabeça. Cinco minutos depois de receber o telegrama, o Stuart aparece no meu quarto e perguntou-me:
– Sabe se o Porto ganhou, mestre?
– Nop. Foi o Benfica. 1-0.
– A sério?
– Yap.
– Arggghhh! E eu que tinha apostado todo o meu dinheiro no Po… – disse Stuart pressionando o peito e deixando-se cair para o lado.
– Eheh! ‘Tava no gozo, pah! O teu clube venceu.
Porém, ele não se levantava.
– Stuart…? Vá, pára lá de fingir, meu. O Porto ganhou 1-0. ‘Tava a reinar.
Como continuava sem obter resposta, levantei-me e averiguei que ele não tinha pulso.
– Eh pá, que merda! Só mato as pessoas de susto quando não quero!!

Ass.: Stupid Son of Sam

sábado, outubro 09, 2004

Desafio

Um post dedicado a todos as pessoas que me conhecem ou que lêem assiduamente o Imperialium.

Aqui poderão encontrar vários diálogos e excertos. No final de cada será vos feita uma questão. Peço vos que ponham as vossas respostas nos comments. Se alguém acertar correctamente a todas, será "postada" a continuação da história Tigerspheres Turbo Diesel. Se não, resta me inventar outra coisa qualquer para "postar" em seguida.

1ª Questão

“É incrível como sinto a falta da C! Neste momento apetecia-me estar num quarto e deitar me sobre ela. Estas aulas só me fazem pensar nela… Até as lágrimas me vêm aos olhos de tanto _____ar.”
Quem é a C?

2ª Questão

“O circo estava repleto de gente, indo um pouco contra a tendência dos últimos anos. A plateia esperava ansiosamente pela chegada da bruxa. Imponente e misteriosa chega uma senhora de meia-idade ao palco, vestida de ilusionista. Faz uma vénia aos seus assistentes e retira da sua cartola o seu instrumento mágico: um compasso! Em seguida chegam duas assistentes (daquelas que se esquecem constantemente de trazer roupa para o espectáculo e têm de vir semi-nuas… oh, que chatice!) e colocam em frente da ilusionista um cubo de esferovite. Surpreendentemente, do público salta um masoquista que tenta a todos os esforços libertar-se dos seguranças, que o apanharam rapidamente, para comer aquele pedaço de esferovite. Depois de eles terem no levado para fora da tenda para lhe darem “conselhos”, o show continuou. A “entertainer” seguiu com o seu número, calmamente, simulando que nada tinha ocorrido. Mostra a todos o compasso que tinha na mão. Mas, quando ia espetar a agulha no cubo de esferovite, alguém na plateia tosse demasiado alto e agita simultaneamente um dossier branco, desviando todas as atenções. A ilusionista espera que ele acaba, com cara de poucos amigos. Depois, quando tudo parecia calmo, um jovem mais baixo de óculos tira o dossier do outro e imita-o. A mágica de serviço, não achando piada à brincadeira, atira o compasso acertando em cheio no olho do indivíduo que a tinha interrompido desta vez.
Enquanto ela vai buscar o seu instrumento místico ao corpo da vítima da sua ira, alguém da plateia grita em voz alta:
- Bah! Esse truque foi fácil! Ele tinha, e tem sempre, os óculos encavalitados na ponta do nariz! Qualquer um acertava dali!!
Todas as pessoas que assistiam mostraram o seu descontentamento:
- Buhh!
- Quero o meu bilhete de volta!!
- Não, não queres! Tu queres é o dinheiro!
- ‘Tás m’a chamar de ladrão?!
- Err… Não…
- Acho bem, sr White Castle!!
- És o White Castle?
- ‘Tá calado, Patas White Castle!
- Enforquem o Patas!! – diz um homem atirando uma corda para o público.
A bruxa, com um gesto repentino com o braço, fez com que todos se calassem, cancelando assim o linchamento do tal de Patas. Dirige-se para o palco e espeta a agulha, ainda ensanguentada, no bloco de esferovite. Retira novamente o bico. Depois, antes de o espetar de novo, diz: “Está o bico…” espeta-o e “Já não está o bico!”. E assim sucessivamente, até que conseguiu arrancar um aplauso merecido do público. Muitos até se levantaram por o assento estar quente, pois depois do quase linchamento do Patas, várias pessoas trocaram de lugares com a confusão. Este levantamento de alguns originou a um levantamento de todos, e o aplauso tornou-se cada vez mais maior.
Com um movimento rápido de mãos, a ilusionista cessa o aplauso e diz para todos:
- Agora é a vossa vez. Experimentem no vosso amigo Patas…
E, dito isto, atirou o compasso para o público, de modo a estes se divertirem massacrando o outro.”
Quem é a ilusionista?

3ª Questão

“Num gabinete de inscrições de qualquer coisa que não me ocorre, o homem atrás do balcão, que já não me lembro como se chama, diz a um indivíduo, cujo nome também não decorei:
- Localidade?
- Clítoris.
- Vá gozar com outro!
- Desculpe, se eu lhe estou a dizer que moro em Clítoris é porque moro.
- Vá gozar com outro!
- Porra! Se eu dissesse que morava em Picha já acreditava, não?
- Ah, mas essa apareceu na televisão no outro dia…
- E depois?
Entretanto, outro homem aproxima-se e senta-se, esperando pela sua vez de ser atendido.
- Porra pá! – continua o habitante da estranha terra – Não me diga que não sabe onde fica Clítoris?
- Outra vez?! – salta o recém-chegado – Tu é que deves ser aquele *abrão que me anda a gozar!! Vá, quero te ver a dizeres isso na minha cara!!
- Ah?
- Vá, goza lá!
- Ok, gozo depois… Agora ‘tou ocupado…
- Ah… Sendo assim espero ali sentado. Quando tiveres livre avisa…
- Com certeza.
- Enquanto isso, aproveito e cuido do meu filho. – diz, tirando um tamagoshi de dentro do bolso da camisa.”
Quais foram as duas pessoas que me influenciaram para este excerto?

4ª Questão

Num questionário preenchido em 06/ 05/ 2004, um jovem responde da seguinte maneira:
Qual o teu homem/mulher ideal? A minha mulher ideal só tinha de me compreender, o que por si já é difícil…
Quais as tuas qualidades? Ainda estou a tentar descobri-las…
Quais os teus defeitos? Introvertido, “estrilhoso”, indiferente, tenho o mau hábito de esconder os meus sentimentos.
Deixa uma dedicatória à pessoa que amas…: Eu não amo ninguém, volto a repetir: talvez sinta um fraquinho por uma rapariga. A dedicatória para ela só podia ser: Olha, eu também gosto de fritos…
Um desejo…: Normalmente costuma-se dar três. Maldita crise económica! Até os génios afectou!
Destino? Não acredito no destino
Acreditas em fantasmas? Claro que acredito! Ainda ontem vi um na casota da minha cadela a lavar os pés num alguidar espiritual… Agora a sério, não acredito.
Frase que te caracterize: “Uma vez Parvo, sempre Parvo”
Smilie favorito? Aquele que tem os olhos semi-cerrados, o cabelo ligeiramente espetado, um smoking, uma gravata vermelha com corações verdes, uma camisa de flanela branca, uns sapatos de vela, as unhas das mãos e dos pés não cortadas, lábio superior ligeiramente menos espesso que o inferior, uma pelugem na cara que indica que não faz barba há 3/15 dias, um nariz pequeno e arrebitado, olhos azul-esverdeados, com “cap” da Fubu virado para trás e com uma pasta na mão direita a dizer “(Mind your own) business”
Maior alegria que poderias ter neste momento? O início do Apokalipse.
Maior desgosto que poderias ter neste momento? O PC ir abaixo e eu não conseguir guardar este ficheiro
Se tivesses a infeliz sorte de teres um cancro, o que fazias? Ia ao médico o mais rápido possível!
Deixa-me uma mensagem!!! Visitem o Imperialium (http://imperialium.blogspot.com/) e não se arrpenderão!”
Quem é que respondeu a este questionário?

5ª Questão

“Estava um jovem com um penteado esquisito e com barba por fazer a descer umas escadas na sua escola para ir para o pavilhão D quando, de repente, aparece um ser saído das folhagens e lhe grita com toda a força perto dos ouvidos:
“GOOOOTICÓÓÓÓÓÓLLLLÉÉÉÉÉÉ!!”
Assustado, o jovem recua dois passos. Era um urso que, depois do grito, se tinha escondido quase automaticamente dentro do arbusto donde saíra.
- Err… Não sei o que tem contra mim, sr. Urso, mas fique sabendo que eu de gótico nada tenho.
- Pois, pois! – diz o estranho ser, permanecendo escondido.
Enquanto isso quatro jovens descem as tais escadas, sendo perseguidos por uns quantos ursos, um flamingo com voz irritante que não se cansava de dizer: “Olha! Olha!” e uma personagem do Dragon Ball que emitia grunhos pseudo provocadores, mas que disfarçava olhando para cima e assobiando se algum deles olhava para trás.
Depois disto, o jovem do penteado estranho diz, observando o arbusto que abrigava o tal urso:
- Sr. Urso, caso não saiba, eu não tenho estilo definido porque não me visto de preto, não uso calças do meu pai e nem tenho penteado à beto Bernardo!
- Pois, pois! Isso foi o que o outro que lê a Bíblia também disse…
- E se calhar é porque é verdade, não?
- Eh pá, shiu! Cala-te pá!
- Mas…
- Comentaste no blog dos góticos, não foi? Então também és um deles!
- Err… Eles nem são góti…
- Schut! Não me contradigas!
- Eh pá! Eu só comentei lá porque o André me pediu! E também fiz parte daquilo durante pouco tempo, mas tomei juízo!
- Hmmm… Espera um momento. – diz a fera, interessada, saindo finalmente da folhagem – Tu por acaso não queres fazer trabalho de espião para nós?
- Eu não me alio com vocês pois, ao quererem que aquele blog desapareça, também ‘tão a querer censurá-los! Logo, são iguais ao Laika. Só o nick é que muda!!”
Quem é o jovem do penteado esquisito?

6ª Questão

“A maior perversidade de todos os tempos ocorreu nestas férias grandes, quando um jovem carrega uma cadelinha de raça prima de caniche e um puto de cinco anos (atenção… cinco anos) começa a puxar as pernas da cadela para si. O indivíduo que a tinha nos braços e todas as pessoas que estavam presentes observaram enojadas o petiz a fazer sexo oral ao animal. É de referir que este miúdo já tentou violar a irmã, que tem cerca de nove anos, vezes sem conta, apedreja carros, masturba-se, ou simula, em frente de toda a gente e tem o hábito nada bonito de dizer “Mama aqui, oh *uta!” à pessoa que o estiver a aborrecer.”
Quem é este forte candidato a Anticristo?

7ª Questão

"Chegaram a Jericó. Quando ia a sair de Jericó com os seus discípulos e uma grande multidão, o filho de Timeu, Bartimeu, um mendigo que estava sentado à beira da estrada, ouvindo dizer que era Jesus de Nazaré, começou a gritar "Jesus, filho de David, tem piedade de mim". Jesus ao escutar os seus prantos, respondeu então "Não terei piedade de ti, pois tu és um alien amaldiçoado, que quer nos pesquisar. Vai te embora, pois o que vocês querem é que vos limpe o pó e vos volte a encaixar as pecinhas que empatam o coiso-pintador, para fazerem bejecas e pausas prolongadas durante as vossas impressões. Ide-vos foder!". E então a multidão apedrejou justamente o alien, que na realidade veio-se a saber que era um ceguinho indefeso."
Em que livro, capítulo e versículo se localiza este excerto da Bíblia Segregada?

Conclusão

Peço, mais uma vez, a todos os leitores para participarem, mesmo que não saibam. Afinal os comments hão de servir para alguma coisa. As respostas correctas serão dadas daqui a uma semana.
Até lá, um bem-haja a todos!

Ass.: Stupid Son of Sam

segunda-feira, outubro 04, 2004

Desinspiração Total

Não que eu esteja feliz, inspirado ou com uma maior criatividade, mas acho que devo criar esta história neste momento, pois não tenho postado tão assiduamente como dantes e também para ver se esqueço certas coisas.

Galináceos no Blogger

Enquanto trabalhava devotadamente para o meu gang, matando chuis, aparece-me o Rumba à frente com uma folha A4 na mão, onde estava escrito algo como:
“SADDAM HUSSEIN:
A acção do frango imperialista constituiu a infame Mãe e Pai de todas as acções de espionagem! Mas o povo iraquiano ergueu-se em justa autodefesa e esmagou a força inimiga atingindo gloriosamente o frango com 50 toneladas de gás tóxico!”

Depois de me entregar o papel, Rumba aponta para cima e diz “Uazinhague!!”. Eu olho para a zona onde tinha apontado mas, quando me viro, ele tinha desaparecido.
Após isso tentei deduzir o que a mensagem quereria dizer. Talvez não seja do conhecimento geral, mas Saddam Hussein é um dos piores inimigos de Filemon, de todos os Mafiosos e dos Imperialistas. Inclusivamente a Cimeira dos Açores foi uma farsa. Não eram Azar, Furão, Bucho e o Blér, mas sim os dirigentes mais altos da Máfia Portuguesa Semi-Italiana disfarçados. No lugar do primeiro ministro espanhol estava o recém defunto FiAlho Governa, o Furão era Arthur Little-August, o Bucho o Ivano Gosta e o Blér o Colaí Powa(!). Estes senhores, sim, tinham motivos para invadir o Iraque e levar Saddam Hussein a pagar pelos seus crimes, pois todos os outros dirigentes não tinham razões de queixa dele. A treta das armas de destruição em massa foi, inteligentemente, inventada por Ivano Gosta, enquanto fazia a barba.
Agora que as explicações estão dadas, posso continuar com o meu raciocínio.
“A acção do frango imperialista constituiu a infame Mãe e Pai de todas as acções de espionagem!...” Não sei se isto é só de mim, mas penso que signifique que irá nascer dentre de muito em breve um futuro imperialista. E esse futuro imperialista é (quem diria?) um frango. Para mim é claro como água que a culpa disto tudo é da clonagem. As empresas que tratam disso devem estar a fazer experiências com animais engravidados de humanos e vice-versa.
Constatei que o Frango Imperialista ainda não tinha nascido, pois no Go*gle aparece algo como:

“A sua pesquisa - frango imperialista - não encontrou nenhum documento.
Sugestões:
- Verifique que nenhuma palavra contém erros ortográficos.

- Tente utilizar outras palavras-chave.
- Tente palavras-chave mais gerais.
- Tente com menos palavras-chave.
- Tente misturá-lo com “omoleta”
- Tente saber se ele já nasceu
- Pergunte à Madame Saraiva
- Vá chatear o Yahoo!”

Longe de mim duvidar do sistema de pesquisas do G*ogle! Portanto, segui a sugestão que me pareceu melhor: fui perguntar à Madame Saraiva. Ela, ao contrário do que eu esperava, não me disse grande coisa pois estava entretida a cozinhar. Tive então que tirar as minhas conclusões sem ajuda de alguém.
Para saber quando e onde ele iria nascer, tem de se saber primeiro quem são os progenitores da criatura. Como se fala em espionagem lá para o meio da frase, deduzi que os pais do Frango também tinham de ser espiões. Claro está que quando se fala em espionagem vem-nos logo à cabeça o Dabliú-oh-svenz e o Careca dos três “x’s” em pitês. Serão eles o pai e a mãe do futuro imperialista? Mas se são os dois homens como pode isso ser possível? Eu tenho a explicação para isso. O Bonda e o Careca vão se mudar para Espanha, onde já se podem casar gays e adoptarem filhos do mesmo sexo. Isto quer dizer que os pais biológicos vão ser eliminados depois da nascença do filho por helicópteros abatedores de clones. O Frango deverá sobreviver graças ao Jonas Rabo, pois ele aparece sempre nos momentos de guerra para salvar os “inocentes”. Também, como já é hábito, ele sofrerá de uma ferida quase mortal, como por exemplo um pneu de uma bicicleta preso no pescoço. Mas, depois de usar a faca multi-funções, salvar-se-á também. Entregará, então, ao casal gay de espiões o Frango Imperialista.
“Mas se ele é imperialista, alguém tem de o convidar para ser membro do blog?” É a pergunta que tem me remoído a mente nos últimos 3 minutos. Algo me diz que só será convidado esse frango na geração seguinte, ou seja, pelos filhos dos imperialistas actuais. Mas porque razão é que os futuros senhores do humor nonsense nacional iriam convidar um frango para membro? A resposta é tão simples como esta: Nós também queríamos convidar um abutre. Eu penso que as aves são o futuro dos blogs e isso começa-se a sentir agora. Qualquer dia veremos periquitos a gozarem com deputados importantes em blogs com a foto do Santo Padre…
Mas nem tudo vão ser rosas para o Frango, pois o povo iraquiano destruirá o galináceo com gás tóxico. Pensando bem, podia ser pior. Mais vale morrer a tossir e espirrar por se ser imperialista, que preso numa cruz por se ser filho de deus.

Conclusão

Se a história vos fez algum sentido, aconselho-vos a telefonarem o mais rápido possível a um psicólogo.

Ass.: Stupid Son of Sam

P.S.: Agradeço ao Ruben por me ter arranjado o tema.

sábado, outubro 02, 2004

Tigerspheres Turbo Diesel II – A sequela (nada) ansiada!

Depois dos nossos dois heróis terem encontrado as quatro esferas de quartzo entre os destroços da fortaleza da Legião Encarnada, partiram de novo para a aventura.

Dirigindo-se para nordeste, de modo a encontrarem mais uma das esferas mágicas, depararam-se com dois indivíduos vestidos de preto, mais especificamente um parvo vestido de preto e uma gótica. Era suposto que a esfera ali estivesse, mas só se encontravam esses dois a falarem. Não querendo interromper a conversa, Goto e Bruma detiveram-se e esperaram que eles parassem de conversar, para não serem rudes.
Gótica: Olha, eu neste fim-de-semana tive numa festa de música gótica e industrial.
Parvo: Ena, fixe.
Gótica: Sabes, ia muito sexy.
Parvo (não conseguindo esconder a expressão de depravado que lhe começara a encher o semblante): Ah sim?
Gótica: Yá. Ia com uma mini-saia por aqui…
Parvo (pensando para si): Bem!!!, se a mini-saia era por “ali” então era mais um cinto que uma saia… Jasus!
Gótica: … com uns colans pretos em rede e com umas botas destas. – diz, arregaçando ligeiramente a saia comprida que usava.
Parvo (passando-lhe uma imagem pouco inocente pela cabeça): Ahh, hmmm, interessante…
Bruma (vendo que havia uma hesitação): Desculpem interromper, mas sabem se por aqui está uma esfera de quartzo?
Parvo: Havia uma sim, mas um gajo baixo de óculos e de penteado amaricado levou-o com ele numa nave espacial. Eu ainda chamei de longe por “Abutre!”, mas vi que não podia ser ele por causa da maneira de andar…
Bruma: Hmm, estou a ver… Ok, obrigado por tudo!
Goto (aproximando-se do Parvo para lhe poder falar em segredo): ‘Tás à espera do quê para a comer?
E depois foram-se embora deixando os dois conversarem sobre irmãos e não sei quê.
Bruma (aparentemente desapontada): Bem, não sei mais o que havemos de fazer… Já estive a experimentar encontrar mais esferas mágicas, mas não podem estar dentro deste planeta, porque senão apareceria no meu radar…
Goto: Calma. Já sei o que havemos de fazer… Vamos ter com a Madame Saraiva e ela contar-nos-á o que fazer.
Bruma: Boa ideia!
Já dentro do consultório da Madame Saraiva fizerem várias perguntas:
Goto: Sabe qual é a melhor receita de omoletas?
MS: Eu não sou cozinheira, sou bruxa, logo isso não sei… Mas sei te dizer que esse tema vai ser abordado em breve neste blog.
Bruma: Mas sabe me dizer como se faz o bacalhau à Zé do Pipo?
MS: Irra! Outra vez?! Já disse que não percebo nada de culinária…
Goto: Então e quanto ao bolo floresta negra?
MS: Para isso são precisas 15 colheres (de sopa) de manteiga…
Goto: Sopa de manteiga?
MS: Não! As colheres é que são de sopa!
Goto: Ah. Mas as 15 colheres são de manteiga, não?
MS: Sim, de manteiga. E…
Goto: Nesse caso, se as colheres são de manteiga e de sopa é porque a sopa é de manteiga.
Bruma: Não, seu idiota! Não vês que ‘tás a atrofiar tudo?!
Goto: Ah, sim? Então explica-me lá!
Bruma: As colheres são de sopa, ou seja aquelas grandes! Digamos que simplesmente só tens de tirar 15 colheradas de manteiga.
MS: Exacto, e…
Bruma: Depois metes as 15 colheres em banho maria para fazeres a sopa…
MS: Ah?!
Goto: Mas ainda não percebi se a sopa é de manteiga ou só de colheres de sopa e de manteiga…
MS (visivelmente irritada): Calem-se e deixem-me falar!!!
Depois de haver silêncio, a conversa recomeçou:
MS: Afinal, onde é que nós estávamos mesmo?
Bruma: Acho que nos ia dizer como se faz o arroz à valenciana.
MS: Eu já disse que não percebo a ponta de um corno de culinária, por isso, se não têm mais nada a perguntar, adeus!!
Inconsolados, os nossos heróis abandonam o consultório da, tão ilustre como temperamental, Madame Saraiva.
Goto: Que chatice! Estamos de volta e nada sabemos…
Bruma: Meu deus! Esquecemo-nos de lhe perguntar onde é que estão as outras esferas do tigre!
Goto: Xii! Agora temos de ir perguntar ao Alexandrino, o Chefe dos Nameques, porque não temos adivinho mais próximo que ele… Aliás, até temos, mas aposto que a Madame Saraiva nunca mais nos quer ver à frente.
Bruma: Onde é que fica Nameque?
Goto: Fica perto da Vila Churupita.
Dito isto seguiram viagem até essa vila. Lá apanharam um autocarro estelar, daqueles que levam 45 pessoas de planeta a planeta. O destino era Nameque, um planeta que, segundo So Goto, se situava perto da Vila Churupita. E, por sorte, não se enganou. Lá encontraram um indivíduo cujo nome não interessa referir pois, o que realmente interessa, é que ele era a reincarnação de Carlos Vitória.
Carlos Vitória Reincarnado (aproximando-se dos nossos heróis): Tu aqui? Vê lá se não queres levar umas sapas!
Goto: Ah?
CVR: Eu dou-te o “Ah?”!
Goto: Dás o quê…?
CVR: ‘Tás nervoso, Goto?
Bruma: És tu, Carlos?
CVR: Sim, sou.
Goto (deixando os dois sozinhos): Bem, como vejo que se dão bem, vou continuar a procurar o Alexandrino.
CVR (assombrado por uns espíritos que o encorajavam a fazer-se a ela): Não dizes nada, docinho?
Bruma: O que queres que diga?
CVR: Sabes, as tuas maninhas são demais!
Bruma: Maninhas? Por acaso não querias dizer…
CVR: Mas é melhor eu ter cuidado, porque senão a borboleta ainda se zanga…
Bruma: WTF?! Que borboleta?
CVR (lembrando-se de uma vez ter lido a seguinte frase numa conversa): Will you come back when you're not?
Bruma: O quê?! Uareva, Carlos, apesar de tudo, tu deixas-me louca! Toca-me no clítoris!!
CVR (fingindo que sabe o que é um clítoris): Eu até que fazia isso agora, mas ‘tá na hora da Keryl a Colegial, e eu não vou perder um episódio daqueles por uma coisa tão insignificante como um clítoris…
Bruma (visivelmente chocada): Mas…
CVR (indo se embora a correr): Adeus, caracol!
Bruma, não percebendo a razão de ter sido rejeitada, chora desoladamente e regressa à Terra, onde se torna freira e lésbica.
So Goto, ao contrário da sua amiga, continuou a sua missão. Rapidamente encontrou a casa de Alexandrino, o chefe dos Nameques. Lá também estavam dois indivíduos. Um deles era o famigerado CC. O outro, porém, não era tão conhecido. Devia ter uns treze anos mas era alterado geneticamente, pois media mais de dois metros. Ao contrário do seu vigoroso físico, a sua voz era mais aguda e irritante que a da Eva Condessa. Os dois estavam convencendo Alexandrino para lhes dizer onde se encontravam as quatro esferas do tigre que lhes faltavam, mas, ao aperceberem-se da chegada de Goto, puseram-se em posição de combate.
Puto Alto (tirando do bolso um aparelho esquisito e metendo-o no olho): Bem, vamos medir a energia deste palhaço.
Alexandrino (preocupado): Deixem-no em paz! Se lhe fizerem mal, juro que faço vos avançar no tempo indeterminadamente, de modo a nunca mais voltarem!!
CC (não ligando ao que o chefe Nameque dizia): PA, não mates o “piqueno”. Prefiro-o manter como prisioneiro. Aposto que ele ainda me vai render muito dinheiro em fotos, muahahahahah!!
Alexandrino, ao aperceber-se que eles iam tentar agredir Goto, abre um portal espaço-temporal de modo aos dois vilões serem sugados. Mas o inesperado aconteceu! Durante a invocação mágica do portal, Goto atira-se ao PA e são os três sugados.
Para sorte deles, não deviam ter avançado muitos dias, pois permanecia tudo na mesma, mas encontravam-se noutra zona do planeta.
PA: Bem, agora podemos continuar com o nosso combate…
Goto: Estou pronto!
CC cruza os braços e espera que o seu soldado derrote facilmente o adversário.
PA: Primeiro vou medir a tua força de combate. Se valer a pena combatemos, se não aconselho-te a desistir.
O aparelho que estava no olho de PA é ligado e nele passam uns números indicando o poder de Goto.
PA: Bahahaha! Tens apenas 5000 humidades. Fica a saber que eu sou dotado de um poder de 10000 humidades!! Desiste, pobre imbecil.
Goto: Então olha para o teu aparelho agora.
Dito isto, o nosso herói reúne todas as suas forças, ficando com uma esfera de energia à volta. O puto alto volta a medir o poder de combate deste e fica impressionado com o resultado:
PA: Meu deus…! Ele alcançou 15000 humidades… Arggghhh!! E ainda não parou de subir…
E nisto PA explode, ficando o dispositivo intacto. CC apanha-o do chão e vê o resultado da soma de todas as forças de Goto.
CC: Nada mal! 20000 humidades! Devo confessar que nesta forma nunca conseguiria alcançar tal poder.
Goto: Nessa forma?
CC: Sim. Caso não saibas eu disponho de algumas transformações que me mudam o aspecto e aumentam-me a força.
Goto: E quantas transformações são ao todo?
CC: Hmmm… 37.
Goto: Porrrrra! Bem, e que tal não desperdiçares tempo e seguires logo para a última. É que duvido que o autor esteja com paciência para escrever uns quinze posts acerca da nossa luta.
CC: Ah, bem pensado.
CC transforma-se então, causando muitas explosões no ar, o que faz pensar a muitas crianças que se trata de fogo de artifício atraindo-as para o local.
O vilão malvado transforma-se então de assim para assim e perde a pouca masculinidade que possuía.
Goto (pensando para si próprio): O seu poder é incalculável. Jamais o vencerei num combate corpo a corpo. Só há uma hipótese… O disparo Kahm. Com ele serei capaz de o destruir tal como o fiz com a fortaleza da Legião Encarnada. Mas preciso de tempo para me concentrar… Preciso de algo que o distraia!
CC (mostrando uma voz ainda mais abixanada): Então, Goto? Ficaste sem reacção? Rende-te! Jamais me destruirás nesta forma!
Os apelos mentais de Goto parece terem sido ouvidos, pois uma horda de crianças aproximou-se do local, distraindo o tirano.
CC (excitado): Meu deus! Tantos meninos… E estão aqui todos para me verem… Ah, sim! Rói-te de inveja Micael ChequeSan!! Tu aí, moreninho com uma gaita na boca, como te chamas?
Goto aproveita a distracção fatal do malvado vilão, concentra-se e destrói-o com uma enorme rajada de energia. Toda a canalha aplaude o nosso herói, mostrando terem gostado do espectáculo. De entre os inúmeros infantes, aparece um senhor que admite ter sido molestado e violado pelo CC durante a sua infância:
CVR: Muito obrigado, So Goto! Nem sabes como te estou grato por teres eliminado aquele sacana!
Goto: Ah, não tens de quê. Era o meu dever matá-lo. Já agora, que é feito da Bruma?
CVR: Hmmm, não sei ao certo… Acho que ela deve ter morrido durante o acto.
Goto: Tu comeste-a?
CVR: Ah, pois! A mim não me escapa uma!
Depois da “sessão de autógrafos”, o nosso herói vai ver o que CC tinha dentro de uma mala que trazia às costas. Revirou o cadáver abriu a bolsa e, oh, maravilha!, a Rita desta vez esm… perdão… eram as três esferas de quartzo que faltavam. Goto junta-as com as outras quatro que tinha numa bolsa da Mont’aCarla e invoca o tigre sagrado.
Imponente, a enorme besta aparece de entre raios espectaculares que surgiam numa noite mágica que tinha envolvido a atmosfera.
Tigre Mágico: Pede o teu desejo, mas com cuidado, pois poderá ser o último da tua vida.
Estas palavras, ditas em voz cavernosa, puseram Goto pensativo. O que haveria ele de pedir. Porém, enquanto pensava, aparece o parvo que usualmente se veste de preto e diz ao tigre: “Eu quero que a mana apareça na escola quarta-feira”. Depois, quase automaticamente, este desaparece, o tigre mágico diz “Vamos lá a ver se consigo que isso aconteça” e também vai se embora, ripostando que já merecia umas boas férias há milénios. Goto, frustrado por ter desperdiçado uma oportunidade flagrante para pedir uma PS2, entra no mesmo convento onde Bruma estava e pratica monótonas, mas sempre agradáveis, ménages à trois três vezes por semana. A vida de frade não deve ser assim muito má…

Ass.: Stupid Son of Sam

P.S.: Não me julguem mal! Eu só pedi aquilo ao tigre devido à missão sagrada…

sábado, setembro 11, 2004

Tigerspheres Turbo Diesel

Ia Bruma no seu jipe por vales e montes, florestas e desertos, crateras e planaltos, icebergues e lava, aldeias e cidades, palácios e barracas, igrejas e casas de alterne, cemitérios e discotecas, salões de beleza e pocilgas, auto-estradas e caminhos portugueses, campo de Sporting Clube de Travancinha e Estádio da Luz, paraíso e inferno e constelações e ácaros, quando, despropositadamente, choca contra uma criança. Porém, o miúdo não demonstra qualquer ferimento e, enervado, levanta o jipe com os seus braços e atira-o ao chão. Bruma salta do jipe antes que este caia e tira a sua Kalashnikov de bolso, disparando, também sem querer, contra o miúdo que atropelara. As balas também não fazem efeito na estranha criatura que, em contraste com a sua baixa estatura, tinha uma força e resistência física descomunais. Ela, apavorada, deixa cair uma granada em cima dele, mais uma vez sem ser de propósito. Vendo que nada dava resultado para o parar, Bruma implora pela sua vida.
– Buá! Não me faças mal, peço-te! Eu faço-te um broche, se quiseres, mas por favor, não me mates!
– Porque me atacaste, seu monstro? – pergunta o rapaz não parecendo estar interessado na oferta de sexo oral.
– Eu não te ataquei, foi um acidente, juro! Buá, deixa-me em paz!
– E além disso estás no terreno da minha avó! Arrghh! Vou te desfazer em pedaços!
E aí, Bruma teve que fazer o que melhor sabia para acalmar feras, ursos, alienígenas e outras criaturas maldispostas: sacar uma imperial. Esta arte tinha passado da sua mãe, Rita Eugénia, para a sua filha. Contudo, como esta não se chamava de Rita não engolia, mas pelos vistos chupava tão bem ou melhor que a sua progenitora, pois até o rapazito ficou satisfeito.
– Wow! Desculpa lá ter sido rude contigo, seja lá o que fores…
– Hmm? Não me digas que não sabes o que sou!
– Eu não… Eu até diria que eras um homem mas, como me dás tusa, duvido que sejas.
– Eu sou uma mulher, jovem!
– Mulher?
– Então, não sabes o que é uma mulher?
– Não.
– Mas há pouco disseste que tinhas uma avó… Ela também é uma mulher.
– A avó uma mulher…? – diz o puto, pensativo – NÃO! NÃO PODE!!
Bruma diz então o motivo de ela estar naquela zona.
– Olha, peço desculpa ter entrado na propriedade da tua avó. É que não sabia mesmo que era privada. De qualquer maneira, só vim aqui por causa de uma esfera de quartzo.
– Esfera de quartzo?
– Sim! A lenda diz que, quando são reunidas 7 esferas de quartzo, um tigre mágico aparece e satisfaz o desejo da pessoa que as reuniu.
– Um tigre que satisfaz desejos… Onde é que eu já ouvi isso?
– É normal que já tenhas ouvido falar! Afinal é uma lenda bastante conhecida!
– Ah, já sei! No outro dia aquele homem que entrou num dos “posts” do Middnight chegou ali à minha casa e pediu-me a esfera, uma recordação da avó, para ele poder também chamar o Tigre Sagrado, de modo a este lhe dar uma criança eterna, tipo Peter Pano.
– Meu deus!! O CC também anda à cata das esferas de quartzo! – exclama Bruma, alarmada. – Rapazinho, tens de me ajudar a reunir as esferas antes dele! Aquele homem é um perigo para as crianças! É capaz de mudar de ideias e pensar em escravizá-las para satisfazerem os seus fetiches! Que horror! Temos de o parar!!
– Ok, eu ajudo-te, mas não pelas crianças. Vou colaborar contigo só pela tua boca sã!
– Como queiras! Já agora, o meu nome é Bruma. E tu, como te chamas?
– Eu sou o So Goto!
Depois de se conhecerem formalmente, foram à casa de Goto a fim de irem buscar a esfera do Tigre que este possuía. Pelos vistos, a avó do jovem guerreiro tinha morrido e deixado aquela esfera como herança.
Bruma, graças a um relógio da Tai Mex alterado cientificamente por ela, conseguia ver onde se situavam as outras esferas, tornando-se assim numa tarefa fácil encontrá-las.
Os nossos dois heróis começaram então a seguir um caminho que os guiavam a três esferas de quartzo que se encontravam reunidas. Quando estes passavam por um prédio em construção, três trabalhadores reparam em Bruma e “piropeiam”.
– Oh boa! BOA!! És toda boa!
– Oh grossa! Oh saudável! Oh avião! Comia-te toda, minha linda!!
– Oh chocolatinho! Anda cá que eu sou guloso!
So Goto e sua amiga não teriam ligado grande importância a estes senhores se eles não tivessem descido do andaime pondo-se depois à frente dos nossos heróis, barrando-lhes o caminho.
– Como é, meu? Não vais defender a tua garina?
– Garina? O que é isso? – pergunta Goto.
– A gaja com quem curtes, man!
– “Gaja” com quem “curto”? Vocês por acaso sabem falar?
– Ei! Já não estou a começar a gostar da brincadeira! Mas que bosta é essa? Caso não saibas eu sou Monteiro, o Punheteiro (link), e não terei piedade nenhuma de ti!!
– Não te convenças muito, meu caro. Eu sou um guerreiro de tal poder e força que só conheço a glória!
– Só conheces a Glória? Olha, depois do combate eu arranjo-te uns números doutras bacanas, tá descansado, man.
– Hmm, calma aí. ‘Tava agora aqui a ver o teu site. A Reef anda te a pagar? – diz o nosso herói vendo o fotoblog do Monteiro, no seu portátil.
– Nem por isso, mas diz lá que não merece patrocínio mesmo de graça!
– Ah pois! Essas fotos até me fazem crescer o “Zé” quase tanto como o meu bastão de combate. Eh! Eh! Eh!
Todos se riram da tirada de Goto. Bruma puxa-o à parte e pergunta-lhe:
– O teu bastão é mágico?
– Sim! Ele cresce se alguém o ordenar.
– Ah sim? E cresce muito?
– Infinitamente.
– Uau! Olha, emprestas-me o teu bastão, que eu vou só ali fazer uma coisa atrás da moita e já volto?
– Ok… – diz Goto estranhando – Não percebo é porque vocês, mulheres, se interessam muito pelo bastão. A avó também o usava muito, não sei para quê…
Depois de Bruma ter saído de trás do matagal, completamente despenteada e ainda a respirar fundo devido ao “esforço”, continuaram o seu caminho. Mais à frente encontram um velho com óculos de sol e aspecto rebarbado que lhes diz:
– Alto! Antes que sigam em frente devo-lhes avisar que enfrentarão um inimigo de elevado poder!
– Não vale a pena tentar me assustar, ancião. Eu nada temo! – afirma So Goto, convictamente.
– Nada?
– Pronto, o Zé Castelo Esbranquiçado, mas é o único, juro!
– Ah sim?
– Ok, ok, o Maical Geque San também me mete um bocado de medo…
– Bem, não enfrentarás adversários tão gays como esses, mas este tem uma vantagem em relação a eles: é extremamente poderoso!
– Não me diga que é um urso? – pergunta Bruma, mostrando-se amedrontada.
– Pior…
A frase do idoso é interrompido por uma súbita orquestra invisível que toca o “Tanananan!!”.
– Agora não idiotas! Vocês deviam tocar só quando eu dissesse o nome do vilão!! – ralha o velho olhando para cima.
– Err… Chefe, nós ‘tamos aqui. – diz uma voz vinda do lado esquerdo do estranho ancião.
– Eu quero lá saber onde estão! Quero é que façam as coisas como deve ser! Bem, vamos lá repetir…… Pior… É o… CARLOS VITÓRIA!!!
A orquestra desta vez actua a tempo mas, em vez do “Tanananan!!”, começa a tocar a Scherzo de Beethoven.
– Não, seus idiotas!! Não é nada disso!! Era a “Tanananan!!”!! Raios partam esta orquestra fantasma!!...
O velho continua a discutir com os seus músicos invisíveis e Bruma e Goto seguem o seu caminho, mas com cautela, pois toda a gente sabe que o Carlos Vitória não é para brincadeiras. Uns trinta metros mais à frente encontram no guardando uma fortaleza militar. Também ele estava com uma farda.
– A Legião Encarnada! Eu bem sabia que eles andavam metidos nisto! – murmura Bruma. – É melhor agirmos com cautela Goto. Vamos lá com calma ter com ele e ser simpáticos a ver se ele nos deixa entrar.
– Boa tarde. – dizem os dois, chegando-se perto de Carlos.
– Não, não digo!
– Desculpe? Não diz o quê?
– O que é que tu tens a ver com isso?!
– Bem, nada. Com licença, passe bem.
– O que é que foi?! O que é que ‘tás para aí a insinuar?!
– Olhe, por acaso você sabe sequer o que quer dizer “insinuar”. – diz So Goto, com ar superior.
– E se souber? Vais me bater?!
– Ah pois, ‘tá claro!
– Olha m’este…
– Olha me este o quê? – diz o nosso herói preparando-se para combater.
– O que é que foi? Queres andar à tareia é?
– É!!
– Deves ‘tar a pensar que não tenho mais nada para fazer, não?
– Oh, pá, vai pó…
– Vou para onde?
– Pó ***alho!!
– Acho bem que acabes as frases, porque senão…
– Senão o quê?
– O que é que tu tens a ver com isso, seu estúpido!?
– Com que então eu sou estúpido, não é? – diz Goto a um passo de saltar para a acção.
– Cala a boca, pah! Eu é que sou o estúpido, olha m’este…
– Não, não, eu é que sou estúpido, segundo o que tu dizes!
– Já me ‘tou a passar!! Eu é que sou o estúpido **dasse!!
– Ok, So Goto não ligues. Vamos embora daqui que este tipo só quer é desconversar. – afirma Bruma, puxando o seu amigo com ela para longe do guarda.
– Só quer é desconversar o quê, oh…?! – grita ainda Carlos, vendo-os afastarem-se.
Os dois amigos, depois de saírem do alcance do guarda malvado, discutem como hão-de passar por aquela barreira.
– Temos de pensar em alguma coisa e rápido antes que ele desconfie e venha cá averiguar o que se passa.
– Acho que já sei o que havemos de fazer.
– Já? Conta, conta, Goto! – diz Bruma, excitada.
– Eu tenho um ataque que é capaz de eliminá-lo mais à fortaleza de uma rajada só. Só há uma pequena falha: é preciso concentração. Portanto, vais ter que o distrair de longe.
– Ok, isso não é problema. Eu faço um “strip tease”, assim ele vai ficar entretido e darei tempo para o atacares.
– Óptimo, ‘bora lá então.
E assim foi. Bruma começou a despir-se ao mesmo tempo que dançava sensualmente, o que fez que Carlos reagisse da maneira que ela queria, pois ficou entretido ao máximo a olhar para ela. Goto recarregava energias silenciosamente, pondo-as mãos juntas em formato de concha viradas para trás. Subitamente aparecem mais dois indivíduos vindos do nada. Eram o Abutre e o Cristophe. Estes dois juntam-se ao Carlos e começam os três a masturbarem-se ao verem Bruma tirar o fio dental. Isto tudo deu tempo ao nosso herói para preparar o seu ataque. Uma bola de energia branca encheu-lhe as mãos Goto vira-se e gritando “Ahhhhhh!!!” dispara um raio de luz brilhante e enorme. Carlos e Cristophe vão com os ursos, o Abutre salva-se voando tão bem como o seu telemóvel. A fortaleza é feita em pó, feito este que demonstrou a deus que estava errado, pois não são os homens que se transformam em pó depois de morrerem, mas sim as fortalezas militares dos “posts” do Parvo.
Os nossos heróis apanham as três bolas que estavam debaixo de uns destroços, ficando então com quatro.

Esta história (infelizmente) tem continuação! Portanto, não percam o próximo “post” porque nós também não!!

Ass.: Stupid Son of Sam

sábado, agosto 21, 2004

Os Boxers

Ontem comprei uns boxers novos. São às riscas azuis e brancas.

O meu post poderia acabar aqui, mas como o sindicato EDIPP (Eternos Defensores da Idiotice dos Posts do Parvo) reivindica que eu não poderei mais fazer posts néscios e sem sentido, ameaçando-me de me eliminarem as músicas de Wasp, lá tive eu de relatar uma história verídica (?) sem grande importância, para preencher espaço inutilmente, pois o mais importante foi dito acima. Ah, já me esquecia! Também encontrei um site muito engraçado numa pesquisa. É muito bom o tal site (link)!
Enfim, quanto à história…

Brasucas & Bazucas
Estava eu na sede do meu gang, a Pizzaria Filemon, tentando me concentrar no meu trabalho, quando o Jaime Selénio (o nosso mecânico) diz me:
- O chefe mandou-me dizer-te para te pores a caminho de casa.
- Já me posso ir embora? – disse eu, esperançado.
- Claro que não! Vais a casa, levas já uma Colt, e depois esperas pelo nosso mensageiro especial, o Zeferino Idalécio. Ele dir-te-á o que hás de fazer a seguir.
- Ok! – dito isto peguei na Colt que o Jaime me deu e saí da pizzaria. Cá fora tive de apanhar um táxi, pois o motorista de serviço estava ocupado a violar idosos que apanham caracóis. Por sorte o taxista não me matou, não por ele ser o assassino do futuro livro “Pense duas vezes antes de entrar num táxi”, mas sim por eu não ter dinheiro para lhe pagar a viagem. Por sorte consegui desviar-me dos tiros de metralhadora graças ao relógio que me permite avançar e recuar no tempo, relógio esse inventado pelo Orlindo, jardineiro e cientista do nosso gang.
Enquanto ia o resto do caminho para casa a pé, deparei me com os Dimmu Borgir.
- Então, vocês não deviam ‘tar no Ozzfest? – perguntei eu, intrigado.
- Yá! Só que nos expulsaram da Rádio Comercial, enquanto fazíamos uma entrevista, só porque dissemos uma asneirita. – respondeu o Silenoz.
- Então mas fazem digressões nos “States” e dão ent… Vocês disseram uma quê?!?!?!
- Uma asneira vê lá! Que exagero expulsarem-nos, não achas?
- Seus parvalhões!! Uma coisa é ser satânico e influenciar mal os jovens, levando-os a venerarem as trevas, a odiarem a vida e a adorarem Satã, MAS DIZER ASNEIRAS NUMA RÁDIO?! Vocês enojam-me!!! – disse eu, extremamente revoltado e agarrando numas pedras para lhes atirar. A sorte deles foi o facto de estarem em cima de uma daquelas marcas em que as bandas de Black Metal desaparecem (uma dessas marcas fez desaparecer os Cradle of Filth no final do videoclip “From The Cradle to Enslave”).
“Se calhar é assim que se tele-transportam”, pensei para comigo.
Lá continuei o meu caminho, tendo chegado a casa pouco depois. Dentro de casa, entreti-me a jogar “Tigerspheres Turbo Diesel, The Legacy of Goto”. Depois de ter vencido o Celas, fui interrompido pela campainha. Ao abrir a porta deparei-me com um careca de cabelos compridos vestido de preto claro.
- Boa tarde! Você é o Filipe? – pergunta-me a estranha personagem.
- Sim, sou eu.
- Eu sou o Zeferino Idalício.
- Então, mas você não era Idalécio?
- Era sim senhor, mas o palhaço que está a escrever isto neste momento enganou-se.
- Ah ok. Então diga-me lá o que tenho eu de fazer.
- Agarras na Colt, disparas contra os brasucas que vivem lá em baixo e aproveitas e matas a velha rouca que te anda a chamar de “mal-educado”.
- Ena, que fixe! Mas porque é que eu hei de matar os brasileiros?
- Porque eles são uma banda de música pimba e por estarem a traficar bazucas aos rivais do Filemon.
- Certo! Olha, cuida-te, que eu vou ali matar uma velha e já volto.
- E os brasileiros! Não te esqueças!
- Ah, sim! Os brasileiros também!
E assim foi. Matei os brasucas, alvejei a dona Gracinha e aproveitei as balas de sobra e ainda furei os pneus do Paulo Pito e ainda lhe escarrei no carro (não és o único “bed” boy aqui, Nerzhul). Bem e eu, como todos os outros “rapazes-cama”, tenho de descansar para recarregar energias para as maldades de amanhã.

Um bem haja a todos!

P.S. Agora que leio o post, apercebi-me que apesar de ser totalmente verídico (?), ninguém acreditará nele e ficarei com certeza sem músicas de Wasp.

Ass.: Stupid Son of Sam

segunda-feira, agosto 16, 2004

Crítica a tudo e a mais alguma coisa

Um post pseudo-sério escrito por alguém pseudo-furioso com o Mundo.

Crítica aos Evanescence
Enquanto os Dimmu Borgir estão repletos de fãs do sexo masculino de 13 anos (putos) que têm a mania que são satânicos, enquanto os Him dedicam as suas músicas a um público de mulheres e jovens adolescentes do sexo feminino na sua maioria góticas, enquanto os Linkin Park preocupam-se em agradar fãs de Rock e de Hip-Hop, enquanto os Limp Bizkit se ocupam a desiludir antigos fãs, a audiência alvo dos Evanescence são indivíduos do sexo feminino cuja idade está entre a infância e a adolescência, vulgo: pitas.
Falando da música tocada por esta banda, pode se considerar um Goth Rock inclinado para o Nu-Metal. Segundo duas pessoas, ao vivo esta banda torna-se mais pesada e o Nu-Metal “ranhoso” dá lugar a Thrash Metal. Ora, se não estou em erro Thrash Metal tem como características ser pesado e rápido. Chamem-me de estúpido e inculto, mas a música dos Evanescence por mais pesada que fique, jamais se poderá afirmar que é “rápida”. Portanto, hão de me desculpar, mas Thrash Metal aquilo não é! Quanto ao facto de ser mais pesada ou não, admito não ser a melhor pessoa para comentar, portanto vou transcrever as palavras de alguém que percebe mais do assunto: “Mais pesados ao vivo? Só se for na tua terra!”
Este grupo perdeu toda a dignidade que tinha quando tocou uma música dos Korn, no Rock in Rio. Eh pá, desculpem-me lá, mas Korn?! Podia ter sido uma outra música dos Smashing Pumpkins, podia ter sido uma música de Rock antiga, podia até ter sido uma música de Death Metal convertida, mas Korn?! Que mau gosto! Jamais pensei que a Amy Lee tivesse coragem de cantar isto:
“I wanna kill and rape you the way you raped me And I'll pull the trigger And you're down, down, down”
Tipo, ela matar e violar alguém da maneira que essa pessoa a violou… Ridículo!

Crítica ao Despertai de 8 de Julho de 2004
“Como enfrentar os problemas da adolescência” é o título de uma das revistas cristãs mais idiotas que li. Segundo as Testemunhas de Jeová, uma pessoa só é bem sucedida na adolescência se:
Tirar tempo para ler a Palavra de Deus (Bíblia);
Participar activamente no ministério;
Evitar más companhias.

Que deus me perdoe, pois eu não sei o que faço ao criticar os seus seguidores “engravatados”.
Quanto ao primeiro conselho:
Folheando a Bíblia e lendo textos ao acaso, poderá se encontrar coisas como: “Apoderou-se então dele o espírito do Senhor e desceu a Ascalon. Matou ali trinta homens, tirando-lhes os vestidos, que depois deu aos que tinham decifrado o seu enigma” (Juízes, capítulo 14, versículo 19).
"Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém ao Senhor" (Colossenses, capítulo 3, versículo 18).
Portanto, jovens adolescentes, para serem felizes têm de ler e não questionar o Senhor, que nas suas Escrituras Sagradas demonstra injustiça, violência, assassínios desnecessários e puro machismo. Os desígnios de deus são indubitavelmente imperscrutáveis!
Quanto ao segundo conselho:
Participar num “ministério” de uma religião contribui para a felicidade e para o desenvolvimento de uma pessoa durante a adolescência? Em quê? Eu não queria ser muito conspirativo, mas acho que uma “cantilena” parecida era utilizada por um amigo de uma personagem usada recentemente num dos posts do Goth: “Olha, Zé, anda comigo ali a uma casa. Estão lá uns senhores importantes, sabes? Eles vão te ajudar a ultrapassares a fase da adolescência em troca de uns “favores”. Até te dão dinheiro no final, vê lá a sorte que tens?”
Quanto ao terceiro conselho:
Aqui, devo admitir que não contive a exclamação: “Más companhias?!”. Ainda não consegui entender o que as pessoas entendem por “más companhias”. Será que as más companhias são os vândalos? Ou serão os fumadores e/ ou drogados? Ou, como isto é uma revista cristã, será que se referem aos satânicos?
Enfim, podem me acusar de ser um idiota e de estar redondamente enganado, mas na minha opinião é assim: não existem más companhias! Existem pessoas que têm os seus defeitos e as suas virtudes, como todos. Porém, para a nossa sociedade se dentro dos defeitos de alguém está um instinto violento, ideias diferentes e perigosas e sofrer de toxicodependência já é considerada má companhia! O que o Mundo não vê é que até o pior dos assassinos é uma pessoa como as outras e também tem as suas virtudes e características e valores que até podem influenciar beneficamente os demais, tal como um pacifista cristão também terá os seus defeitos que poderão ser um mau exemplo aos que o rodeiam.
Sinceramente, o que o autor do artigo queria dizer era: Não te metas com pessoal que não acredita no nosso deus, pois podem te “desencaminhar” e nós estamos a perder cada vez mais fiéis adolescentes.

Crítica aos “Mansonites”
Já lá vai o tempo em que eu pensava que todos os que gostavam de MM eram pessoas de “mente aberta”. Para se gostar ou ter respeito por um artista deste género é preciso, no mínimo, ter uma mentalidade anti-dogmática. Mas, tal como existem fanáticos religiosos tarados ao ponto de se suicidarem pela entidade que veneram, tal como existem racistas extremistas que não suportam pessoas de outra etnia, também existem fãs extremistas do artista em questão, que são pessoas incapazes de admitir que o seu ídolo erra, incapazes de compreender que outras pessoas não o suportem ou que não gostem dele, e capazes de dizerem coisas tão tolas como: “Eu dava a minha vida por ti!”
De certo modo, estas pessoas abriram os olhos, ouviram MM, tornaram-se fãs dele e mais tarde “fecharam a mente” ao resto. É como se para elas nada, para além dele, valha a pena ouvir e apreciar, pois jamais ultrapassará o pior álbum dele.
Eh pá, se alguma dessas pessoas estiver a ler isto, fiquem a saber que o auto-considerado “Fucking work of art”, tal como toda a restante arte, é perfeitamente discutível e depende dos gostos de cada um, portanto ele, mesmo tendo grande criatividade ou opinião revolucionária, não passa de um comum artista que não vale mais que os outros.
Se algum fã desse senhor estiver com ideias de comentar, dizendo algo como “Tu deves gostar é de boys bands!” saiba que entre os meus artistas favoritos estão o próprio, os Metallica, os Dimmu Borgir, os Cradle of Filth e o Mortiis.
Eu podia acabar por aqui esta crítica, mas gostava de vos mostrar a opinião da rapariga mais irritantemente tarada pelo MM que existe no nosso país:
“mas ke merda fdx se n gostam de Marilyn Manson n venham para aki falar mal dele pk se teem mau gosto eskondam-se i n deem opiniao pk gente estupida ,lerda,burra,i completamente inculta n tem opiniao minimamente credivel..por ixo fodam.se todos os ke n gostam de marilyn manson .....pk eu amo-o i so sei uma koiza

Marilyn Manson = the best !”
Pelos vistos, a inteligência de uma pessoa depende dos gostos da mesma…

Crítica ao Anúncio das Passadeiras
O mais provável é eu ser a primeira pessoa neste país a criticar isto, mas eu sou assim, que é que se pode fazer…
A ideia deste projecto é realmente boa: apelar à sensibilidade das pessoas para estas terem mais atenção ao atravessar uma estrada, mesmo estando numa passadeira. Mas, aquela senhora, cujo filho morreu a caminho da escola de artes marciais, já me começa a irritar. Começa-me a irritar tanto que, quando tiver carro e a carta tirada, atropelarei o maior número de pessoas possíveis por dia para ver se esses gajos se aventurarão a fazer um anúncio para cada “vítima”! Palavra de Anti-escuteiros!! É este o extremo que acções humanitárias poderão provocar, portanto parem de tentar salvar o Mundo antes que alguém se enerve e o destrua de uma vez!

Crítica aos Éme Ésse Énicotários
Ok, eu admito ser um dos indivíduos que goza com o pessoal através do MSN, processem-me se quiserem, mas a verdade é que é genial a forma como certas pessoas deixam-se enganar. Por exemplo:
Ela: Quem és tu?
Eu: Oi! Eu sou o Zé Mosca.
Aqui podem reconhecer o nome, se isso acontecer respondem-me da seguinte maneira:
Ela: Ah! És tu! Porque é que não disseste logo?
Também poderá ocorrer a seguinte situação:
Ela: Quem? O Zé Manuel?
Eu (aproveitando-me claramente da situação): Yá, eu mesmo! Então tudo bem contigo?

Se uma destas situações ocorrer começam-me a falar como se me conhecessem há anos e até me pedem favores ou fazem confidências, ignorando que eu sou um estranho. Mas se por acaso não forem na cantiga do Zé Mosca perguntam-me:
Ela: Onde é que arranjaste o meu e-mail?
Eu não vou responder com certeza que o descobri num mail em corrente em que o pessoal se esquece de meter os contactos em “Cco”, portanto invento que alguém mo deu, de preferência a mesma pessoa que mandou o tal mail para ela, ou então, como costumo fazer na maior parte das vezes, digo que foi “ele” e convido o suposto “ele” que também é alguém com vontade de gozar. A partir desse momento a conversa começa a “descambar” e o Zé perde a credibilidade toda. Se a pessoa gozada for minimamente inteligente dirá o seguinte e em seguida bloquear-me-á:
Ela: Vão dar uma volta! Vocês ‘tão é a gozar comigo!
Mas, inacreditavelmente, muitas vezes as vítimas éme ésse énicas são parvas ao ponto de acreditarem no que nós dizemos, mesmo que digamos que andamos em rituais satânicos cujos utensílios variam entre o alicate e a serra, mesmo que digamos que somos hackers maus como as cobras, mesmo que digamos ser escritores ou futebolistas famosos e mesmo que admitamos uma paixão por “ela” sem sequer demonstrar provas que a conhecemos.
Podem não acreditar, mas estas conversas, que no momento em que ocorreram me puseram a chorar de rir, aconteceram mesmo. Talvez um dia, quando não tiver ideias ou inspiração para inventar histórias, “poste” aqui um Best Of dessas conversas.
Mas não fiquem a pensar que eu sou o único a fazer isto. Existem, pelo menos, mais duas pessoas a dar gozo a desconhecidos através do MSN. Pessoas essas que colaboraram em muitas conversas minhas.

Crítica ao Livro “Atlântida Civilização Desaparecida” de Philippe Aziz
Na realidade esta crítica não é feita ao escritor do livro em questão, mas sim aos pontos de vistas e supostas provas reunidas por bastantes pessoas, pois Philippe Aziz limitou-se a transcrevê-las.
1º Otário
“Escuta, Sócrates, esta história…”
, foi com estas palavras que a lenda da Atlântida iniciou, palavras essas proferidas por Platão, um dos maiores sábios da Antiguidade. Podemos encontrar este famoso discurso (entre Platão e Sócrates) no livro “Timeu”, escrito em 380 a.C. Provavelmente, se fosse eu, ou uma outra pessoa qualquer que não tivesse fama de sábio ou de filósofo, ninguém acreditaria na lenda da Atlântida. Na minha sincera opinião, Platão inventou esta história num dia de chuva enquanto não tinha nada para fazer e depois deve ter pensado: “Quantos cromos é que acreditarão em tamanho disparate?”. Se ele soubesse que bastantes séculos depois ainda existiriam idiotas à procura e a questionarem-se sobre a existência do continente supostamente desaparecido, ter-se-ia rido às gargalhadas.
No “Timeu”, e mais tarde no “Crítias”, foi escrito que Sólon, um parente e amigo do bisavô de Platão visitou o Egipto e lá descobriu que Atenas tinha vencido o exército Atlante, que pertencia a um continente (ou país) situado no meio do Oceano Atlântico. Esse continente, mais tarde, terá sucumbido perante uma enorme catástrofe, deixando então de existir. Sim senhor, história bonita! Pena que não haja documentos escritos credíveis, ou relatos históricos que provem a existência de Atlântida e o relato da tal batalha contra os atenienses.
2º Otário
Doutor Cabrera, uma das personalidades mais marcantes da elite científica do Peru, diz ter uma colecção de pedras que provam a existência de uma civilização superior à nossa há milénios atrás. Nessas pedras, também conhecidas por “pedras de Ica”, estão desenhos gravados que têm por objectivo divulgar a ciência incalculavelmente adiantada dos Atlantes. Segundo este senhor, em muitas pedras estão gravuras em que se vê cesarianas, transplantações de diversos órgãos, incluindo a do coração e a do cérebro. O mais engraçado é que a transplantação do coração e a cesariana estão descritas pormenorizadamente por Cabrera, enquanto a do Cérebro é uma descrição mais simples e abreviada. Será que ele inventou a história das transplantações e como não sabia como é que a do cérebro é feita inventou? Será que as pedras de Ica são uma invenção idiota e descabida de um homem com uma elevada imaginação?
3º Otário
Edgar Cayce, um fotógrafo de talento razoável, um milagreiro barato, um homem que durante a hipnose tornava-se vidente, um idiota que tem a mania que é “pai dele”!
Eu ri-me bastante ao ler esta parte do livro. É que dá quase para acreditar que o homenzinho tinha poderes sobrenaturais, pois a maneira como está descrita a história dele e as suas previsões faz nos pensar que é irrefutável esta história pois coincide sempre com a verdade. No entanto não foi preciso eu meditar sobre o assunto para descobrir o “calcanhar de Aquiles” deste falso bruxo, pois chega a uma certa parte do livro onde vemos escrito o seguinte:
“ – 1976: uma actividade vulcânica intensa provocará abalos telúricos, desaparecimentos de terras e reaparecimentos de ilhas que pertenceram ao continente atlante, em pleno Atlântico.
(…)
– 1978/ 79: Poseida (capital atlante) ressurgirá das águas, trazendo uma prova gritante da existência da Atlântida.
(…)
A partir de 1990, os cataclismos vão suceder-se, alterando totalmente a geografia terrestre. (…) “
Cayce pode ter enganado muitas boas pessoas no tempo dele, mas dificilmente enganará alguém que tenha nascido depois de 76.
4º Otário
Spanuth, um pastor (da pequena cidade de Bordelum) alemão, contra todas as teses defendidas até então, vai situar a Atlântida no norte da Europa. Ele defende, também, que o continente submerso terá sido o berço do arianismo. Para iniciar a sua investigação ele ignora literalmente todas as datas referidas por Platão e diz que as teses defendidas no Timeu e no Crítias não passam de pura ficção. Através de pesquisas e de estudos efectuados, Spanuth deduziu que os atlantes nórdicos eram uma civilização evoluidíssima para a sua época e que a sua terra foi destruída através de cataclismos naturais. Também, em certas expressões os chama de Urvolk (povo original) e afirma que “cada membro deste povo de eleição é uma parcela divina e não aceita o cruzamento com outros elementos mortais”.
Ora bem, se a Atlântida não se situasse no meio do Oceano Atlântico, nunca teria tal nome. E além do mais, o próprio escritor, Philippe Aziz, critica Spanuth, dizendo que as teorias dele “não passam de uma tentativa desajeitada de dar uma base pseudo-histórica ou pseudo-científica aos delírios irracionais de Rosenberg, o autor de “O Mito do Século XX”, a bíblia “histórica” e ideologia nazi.” Ámen!
O que não posso criticar acerca do livro
Não posso criticar a teoria de ter existido algo que permitisse o contacto entre a civilização Egípcia e os Maias, pois a semelhança entre as pirâmides e os zigurates das zonas ocupadas por estes povos é impressionante. Portanto, admito que poderá ter existido alguma maneira de África contactar com a América do Sul. Também não posso criticar a teoria que defende que poderá ter havido uma confusão entre a Atlântida e a Creta Minóica.

Crítica a Mim
Sou uma pessoa que não luta pelo que quer, sou distante, antipático, orgulhoso, maldoso e um vândalo idiota! Sou uma pessoa com alguma criatividade, mas irei com certeza morrer sem ter criado metade das coisas que imagino, sem ter demonstrado ao Mundo o que vai dentro da minha mente. Os meus sonhos nunca são concretizados quando eles dependem de mim. Sou alguém sem força de vontade, sem prazer de viver, de amar, sem esperança. Sou insuportável, parvo, não dou valor a nada, nem sequer à vida humana! Para mim não existem coisas sagradas, nem valores, odeio o quotidiano, odeio o caos, odeio a passividade e a calma! Em momentos de crise sou a última pessoa com quem vocês gostariam de estar, sou alguém que não consegue ser sério, sou um misantropo que anseia por companhia, sou paradoxal e contraditório, sou um ponto infimo no Universo, eu sou nada!!

segunda-feira, agosto 02, 2004

“Preferia fazer um ponto de matemática todos os dias…”

Aqui está, tal como prometi, o relatório (pouco) exacto das férias passadas em Travancinha de São Tomé. Uma palavra basta para descrever estas duas longas semanas: tédio!

Diário
O diário que se segue foi feito secretamente no meu quarto, todas as noites antes de me deitar. Alguns excertos, tal como constatarão, são produtos da minha elevada imaginação, mas as partes verídicas em cada dia são facilmente distinguidas.

Dia 1
A viagem de ida, parte mais divertida e emocionante de todas as férias, foi, ao contrário das minhas especulações, calma e segura. Para quem está habituado a ver o meu pai conduzir deveria esperar umas derrapagens, umas hesitações a meio da auto-estrada, um pneu furado, umas ultrapassagens desnecessárias e perigosas na IP: 3.255.255.255. Mas até essa estrada tinha de ter as faixas separadas. Não se faz! E eu que queria ver um pouco de acção…
Dentro da viagem, o mais importante a destacar foi a minúcia do meu progenitor a abrir/ fechar o vidro. Dava um ligeiro toque no botão para fechar, mas, como ficava 3 mm mais aberta que a sua vontade, carregava mais uma vez, ficando 4 mm mais fechada. Depois tinha de dar mais um toque para baixo, ficando 1 mm mais aberta do que ele queria. Aposto que teve mais tempo a “ajeitar” a janela do que com atenção à estrada!
Quando chegámos, deduzimos que, dois anos depois, o interior de uma casa fechada pode ser confundido com uma lixeira. Neste dia aborrecido de limpezas e trabalho, destaca-se o corte de uma videira com… um berbequim. Chegou a uma altura em que a serra giratória (disco) prendeu no tronco forte e resistente da videira. A partir daí tivemos que puxar. Eu e o meu pai estávamos a puxar para as nossas costas, ou seja, se a árvore caísse de repente, poderíamos cair e levar com o enorme tronco em cima. E foi exactamente o que aconteceu! Depois de um esforço maior, e já com a ajuda da minha mãe, que empurrava enquanto nós puxávamos, a árvore cedeu surpreendentemente fazendo tombar a mim e ao meu progenitor, caindo a videira em cima deste. Felizmente, ninguém se aleijou.
Pouco depois, averiguei que se tivesse de fugir do espírito maligno do antigo dono da casa pelo portão lateral, o qual está sempre trancado à chave, podia não conseguir escapar e ser capturado por este, que me obrigaria a fazer um jogo de damas com ele, o que é aborrecido. Ah, claro… E assustador também. “Mas porque é que ele não conseguiria fugir por esse tal portão?”, perguntam vocês. A resposta é a seguinte, meus caros: a fechadura está “janada”. Resumindo e concluindo, abrindo o portão com a chave, mesmo que se dê as voltas necessárias o trinco pode não abrir por completo. Só tentando mais vezes, e com alguma sorte, é que se consegue abrir aquela fechadura com sucesso. Portanto, fugas por aquele portão são difíceis de se concretizar, a menos que não esteja trancado ou se se saltar o muro. Se o “Porritas” me aparece naquela zona já sei que vou ter uma “jogatana” de damas.
Quanto à aldeia, modificou ligeiramente. Finalmente vê-se sexo feminino de idade entre os 15/ 18 anos, o que é bom. Também se vê carros equipados e motas maiores e mais barulhentas. Porém, os merdosos bailes com música popular da rasca (existe música popular sem ser rasca?) onde a melodia e a “batida” são sempre iguais, distinguindo-se as músicas quando eles param ou porque a letra do refrão muda, continua em voga nas festas aos “Santos”. Eu, sinceramente, tenho horror a este tipo de festas e nem me aventurei a entrar nela, pois, além disso, estava exausto.

Dia 2
Fomos a Ceia pela manhã, a cidade mais próxima de Travancinha de São Tomé. Passámos por uma loja dos 300 que cheirava distintamente a remédio para desinfectar cães. Também passámos pela Gota Azeda, aquele super-mercado conhecido pelas promoções. Pois bem, tirando a Joana da Caixa, aquilo está uma bosta. E só de pensar que já lá vi venderem cd’s do MM. Outros tempos… Agora nem cd’s vendem! Algo me diz que se está alguém a ler isto neste momento, deve-se estar a questionar sobre quem será a Joana da Caixa. Acho que uma palavra basta: hormonas.
Durante a noite, destaca-se uma história que a minha mãe me contou sobre um tal de Lisinho que não lavava os pés. E então, o seguinte diálogo sucedia-se vulgarmente:
Pessoa qualquer: “Oh, sr. Lisinho, então os seus pés estão sujos?
Lisinho: “É do calçado…”
A visita de um primo direito da minha progenitora teve a sua importância. Iniciámos uma discussão política sobre o estado de coisas actual. O tal homem admitiu ser do TS, depois de ter sido do TSD. A minha mãe, sabendo que a sua terra era governada pelo TSD tendo mudado há pouco para o TS, apercebeu-se a que devia a sua mudança de partido e disse ironicamente: “És um vira-casacas. É conforme te convém, não é? És como o feijão-frade, tens duas caras!”
Às vezes de ter esta frieza e dizer o que penso.

Dia 3
Um dia onde se fez limpezas pela manhã. Na hora da “siesta”, como de costume, mantive-me acordado mas, só que desta vez, fiz algum proveito a essas poucas horas de descanso: comecei a ler um livro realmente interessante de nome “Atlântida, Civilização Sumida”. Em breve, publicarei uma crítica a algumas teses defendidas nesta obra sobre “o continente desaparecido”.
À noite, depois de jantar, fomos visitar os tios da minha mãe (que a mim são considerados tios avós). Tios esses que têm uma alcunha caricata: Corujas. Contudo, ainda não descobri o motivo desta alcunha, pois os seus nomes são Tonio e Valiosa Figueiras. Talvez descubra, antes de me ir embora, a origem deste estranho nome atribuído a pessoas que nada têm a ver com a famosa ave nocturna.

Dia 4
Um dia tirado a papel químico do anterior: limpezas, ler, ouvir música, depois do jantar sair mas, só que desta vez, foi à casa dos Lãs Brancas, outra alcunha cuja origem me transcende. Cá para mim, estes nomes são provas que a Civilização Atlante desembarcou em Travancinha, em 1230 a.C. Tenho cá um pressentimento… Qualquer dia, dou por aí uma volta a ver se encontro um zigurate ou uma pirâmide (construções que, segundo o tal livro, são de origem Atlante).

Dia 5
De volta a Ceia, pelas nove/ dez horas da manhã, o meu pai mostrou que estava de novo “em boa forma” ao volante: deu três voltas seguidas na mesma rotunda, tudo devido a uma indecisão se havíamos de ir primeiro à Gota Azeda ou ao centro da cidade. As três voltas foram seguidas pelo olhar atento e desconfiado de dois oficiais da Pê Jota que tinham estacionado a sua viatura para comerem uns bolos redondos que têm um furo no meio, cujo nome não me recordo.
Na Gota Azeda, estava a Joana da Caixa mais uma vez. Não que eu considere o facto de ela lá estar nesse dia também perseguição. Longe disso! Mas aquela pele branca, aqueles cabelos castanhos compridos cujas franjas tapam parte da face, dando um aspecto misterioso à mesma, aquele corpo magro mas de contornos perfeitos, todas estas características não enganam ninguém! Ela tem qualquer coisa de Atlante! Eu ainda lhe perguntei se ela tinha nascida num berço de oricalco num zigurate perto de Travancinha de São Tomé, mas ela deve ter percebido alguma coisa mal, pois chamou de imediato dois seguranças e os ordenou para me porem fora do super-mercado. Enfim, acho que ela como Atlante, ainda não deve entender bem algumas palavras em Português.

Dia 6
Acabei de ler o livro sobre a Atlântida. Depois da “siesta” (que nunca é aproveitada por mim para dormir) o meu progenitor lembrou-se de pôr óleo nas dobradiças e fechaduras das portas mesmo estas não precisando. Plano inteligente, pois, se alguém tentar assaltar a nossa casa com uma chave duplicada (ou algo do género), depois de abrir a fechadura irá, porventura, pensar que a porta está perra e dar-lhe-á um encontrão. A porta, que, devido à aplicação de óleo fino, se encontra mais fácil de se mover, abre repentinamente devido à força efectuada pelo safanão do assaltante, o que fará um efeito de ricochete, indo ela novamente se fechar, dando, com certeza, uma cacetada no ladrão pondo-o K.O. (ou não…). Tal plano, tão superiormente imaginado e tão criativo, faz me pensar que o meu próprio pai seja Atlante. E é bem possível, pois ele tem cabelo castanho claro, quase louro, e olhos verdes, características arianas. Para quem não sabe, segundo Espanuff, os atlantes foram a primeira “raça ariana” na história. Espanuff afirmava também que a Atlântida se situava a norte da Europa, que os escaravelhos egípcios comiam saladas de fruta no Algarve, que o pardal migrava para a Ásia depois de ter passado pelo Brasil para beber uns Guarananás, que a civilização Maia tinha por hábito comprar tecnologia em Tóquio e que (mais descabido de tudo) o Ex-Durão Baboso não é gay.

Dia 7
Por volta do meio-dia começa-se a ouvir um barulho invulgar no frigorífico. Segundos depois, vê-se um clarão e ouve-se um mini estrondo. A minha mãe, que assistiu a isto tudo, só teve tempo de tirar a ficha da tomada. Depois de nos relatar o que se sucedeu, eu disse em voz alta:
– Eu bem me parecia que o doce de framboesa nunca se ia dar bem no mesmo sítio que o queijo da serra!
Os meus progenitores ficaram atónitos com esta observação.
– Bem, deve ter sido o motor… – disse o meu pai, tentando ignorar o que eu anteriormente dissera.
– Lá estão vocês a ignorar as minhas especulações – disse eu, enervado – Pai, eu sei que é atlante, superior, mais inteligente, de uma raça ariana que irá constituir o 3º Reich e que tens direito a uma chávena de café a mais que a gente, mas… (pausa pseudo-intelectual) Mas… É do conhecimento geral que as embalagens de doce de framboesa explodem os frigoríficos quando neles se encontram, também, queijos produzidos na Serra da Estrela.
O meu pai elevou o tom de voz e mudou de assunto.
– Andas a tomar anfetaminas de novo?
Porém, respondi calmamente:
– Três anteontem. Mas porque ‘tá a desconversar, hein? Sabe que eu tenho razão, né?
– Elena, telefona já ao hospital. Diz lhes que temos aqui um jovem que precisa de uma lavagem ao estômago.
– Pronto, calma! ‘Tava só a brincar. Não temei droga nenhuma! E sim, o frigorífico janou por culpa do motor… Claro!
Nesta parte senti-me como um Galileu da actualidade ao ter de refutar a verdade para salvar a pele.

Dia 8
Uma semana depois, apercebi-me que atraio crianças, pois quando os meus primos de 3º ou 4º grau vêem aqui, a casa, parece que só me vêm a mim. Dass! Porque é que raio eu não causo uma empatia semelhante nas mulheres?!
Mudando vertiginosamente de assunto, o meu pai é realmente um gajo de outro continente! Durante uns 40 minutos teve a pedir a um primo da minha mãe (mas só que este é adulto) para posicionar melhor a antena. 40 minutos a ouvir ““Dá mais um jeitinho para lá…” “Mais um cheirinho” “Oi!” “É muito” “Já teve melhor. Ora puxa mais para cá” “Um nadinha para lá” “Então, ontem no jogo do Bem Fica sempre houve pancadaria?”“ há de ser chato!
Mas, realmente, mais chato é não termos ainda frigorífico. Vamos ver se amanhã, segunda-feira, vem cá um técnico ver disto. Só quero é ver a cara dos meus progenitores quando ele confirmar que compota não se dá com lacticínios! Eh!

Dia 9
Depois do almoço fomos a S. Fogão, uma vila, algo desenvolvida, próxima da aldeia onde nos situamos. Tivemos à procura de uma boa loja de electrodomésticos, pois não havia a certeza de o técnico que passou por casa de manhã concertar o frigorífico antes de “darmos à soleta”. Fui eu até que dei a ideia aos meus pais, pois não confiei nele assim que o vi! Bem, para dizer a verdade só o achei “digno de desconfiança” depois de ele ter se rido perante a minha teoria sobre a explosão do electrodoméstico. Ora, técnico que desconhece a “incompatibilidade destrutiva” entre compotas e lacticínios, ou é amador, ou não é técnico coisíssima nenhuma!
Em S. Fogão, depois de o meu pai ter estacionado o carro para esperarmos por um primo (nestas terrinhas tropeça-se em primos) chegasse do trabalho para nos indicar uma boa loja por ali. Enquanto estava a “ouvir fones” (oops!, expressão do Abutre) olhei pela janela do carro, a meu lado, e reparei num individuo dentro de um carro de bombeiros a sorrir para mim. Devido à expressão do dito cujo, pensei em fazer-lhe o Gesto Universal, que consiste em levantar um determinado dedo, deixando os outros fechados. O dedo que se levanta, neste gesto tão conhecido, não é o polegar, nem o indicador, nem o mindinho e muito menos o que está entre o “dedo do meio” e o mindinho… Mas, penso que fiz o mais correcto, ou seja, ignorei-o.
Depois de um bom pedaço, regressámos a casa de mãos a abanar, mas não por muito tempo, pois, o técnico trouxe de volta o frigorífico já arranjado. O meu progenitor, inteligentemente, aproveitou o facto de ter um homem que percebesse de novas tecnologias e essas tralhas todas e mandou-o ao telhado para ver se podia fazer alguma coisa à antena. O homenzinho, mal chegou lá acima, reparou de imediato que uns fios estavam trocados. Isto para grande desgosto do meu pai, pois quereria, com certeza, que o homem tivesse lá quase uma hora a “puxar um nadinha para cá”, “empurrar um pouco para lá” etc.

Dia 10
Fomos à Serra da Estrela pela manhã. O mais incrível na Serra é a Torre, pois é um dos sítios com mais fama, isto por ser o ponto mais alto em todo o País (Portugal Continental). Depois de paisagens belas de deixar qualquer um de boca aberta, chegámos à dita cuja, que na realidade é uma decepção, pois não passa de uma zona plana onde nem sequer dá para ver bem a paisagem.
De qualquer maneira, tirámos tantas fotos que um senhor já com uma certa idade se aproximou de nós e disse: “Chop sui, tsu, suchi, saber onde ser casa de banho?”

Dia 11
De manhã fomos procurar uma planta que, segundo alguém, faz bem a uma certa doença. Pelo caminho, encontrámos uma outra prima da minha mãe. A senhora, que aparentava ter uma elevada idade, era bastante simpática e amável. Deu-nos um saco de feijão verde, ofereceu-nos almoço, deu-nos bastantes bolos feitos por ela, deu as chaves do carro do filho ao meu pai, ofereceu à minha mãe o seu cartão multi-banco, contou-lhe o código e deu-me a mão da filha mais nova dela, a qual foi cortada com aquelas lâminas de cortar fiambre nos super-mercados. É que, segundo ela, deus dava-lhe mais coisas quando ela oferecia o que tinha aos outros. Espero que não lhe aconteça o mesmo que aconteceu ao Vale Azedo. Este, pelo que conta, fez e deu tudo ao Bem Fica, mas o “pobre coitado” anda só metido em sarilhos agora, devido à sua “dedicação” pelo clube!

Dia 12
Um dia onde nada de novo e de realmente relevante aconteceu. Puro quotidiano travassense: acordar, tomar banho, vestir, escovar os dentes, caçar ratos voadores, almoçar, matar ursos invasores e bebedores de lixívia com café e duas bolas de naftalina, lanchar, telefonar ao meu gang para saber se já mataram o chefe dos brasileiros que exportam e importam carabinas, ouvir Eicidici Live e ao mesmo tempo alimentar a minha pantera negra de estimação cujo nome é “Fosquinhas”, amordaçar ucranianas e fazer-lhes coisas más, jantar, dar uma volta para fazer a digestão, passar pelo canto escuro junto da “Casa do Professor” (que mais parece uma casa assombrada) e bater no chão com o pé três vezes para aparecer a Rita lá da terra, pedir à Rita o “serviço do costume”, pagar à Rita, voltar a casa, matar a aranha gigante que se encontra no quarto a comer o lençol, deitar e dormir.

Dia 13
Ligeiramente diferente do dia anterior: em vez de ser uma aranha gigante a comer o lençol era uma centopeia enorme a escarafunchar o tecto, que é de madeira.

Dia 14
Dia das despedidas. Um dia caracterizado por muitos sentimentos fortes envolvidos: saudades antecipadas de umas férias decepcionantes e chatas, tristeza imensa e incontrolável, dor ao nos separarmos por mais um ano dos nossos familiares distantes que não nos fazem falta nenhuma, depressão ao não ter podido “pagar todos os favores” que “devemos” por nos abrirem as janelas da casa de mês a mês e nem se limitarem a limpar uma teia de aranha, alegria por podermos ficar mais um dia em terra tão pouco acolhedora. Um dia triste, sem dúvida, onde a única coisa que nos alegrou foi o sentido de humor daquela gente:
– Desculpe, minha senhora, o seu marido está?
– Não. Foi ‘o prado aos tomates…
– Ah, peço desculpa, não sabia. As melhoras.
Quanta depressão me invade o espírito, quanta dor e sofrimento sinto, quão triste estou por deixar aldeia tão recheada de inúmeras coisas boas, como por exemplo… por exemplo… aquela coisa de aspecto cúbico, verde com tons de azul amarelado nos vértices, cor-de-rosa nas arestas, castanho-escuro nas faces, trinta e três patas, setenta e seis olhos, seis ferrões, quatro asas, cinco bocas e vinte e nove pestanas em cada perna, que ao todo tinha dezasseis. Sim, vou até ter saudades dessa… cena… (/me chora desenfreadamente).
Ok, quem é que eu estou a tentar enganar? Fdx! Estou livre desta bosta de aldeia! Livre!! Mais um dia e adeus ar puro, adeus paisagens geniais, adeus noites amenas passadas na varanda a encher o papo de amendoins, adeus céu nocturno limpo onde são visíveis todas as constelações existentes melhor que em qualquer outro sítio onde estive, adeus cultura adquirida perante uma civilização desenvolvida a partir dos Atlantes! Adeus Travancinha de São Tomé! E não, não vou sentir saudades! Jamais!

Dia 15
Dia da viagem de volta, dia da chegada, dia do reencontro com tecnologia prejudicial à vista e à audição. Enfim, um óptimo dia!

Ass.: Stupid Son of Sam