sábado, março 06, 2010

Comunicado

Imperialium, Sociedade Pública de Humor e Maçãs© informa que, por despacho nº 5462/DP do Ministério Público e a pedido dos representantes legais do Exmo Senhor Eng.º Célio HardToSue, vem por este meio fazer um pedido de desculpas público a todos os lesados desta "piada de mau gosto que se limita a revelar a falta de carácter e excesso de bovinice dos seus criadores".

O Imperialium dirige as suas mais sinceras desculpas ao Sr. Célio e respetivos advogados. Não voltará a acontecer.

Prometemos.




Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico para não prejudicar a nossa situação num outro processo que temos em tribunal.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

EqF 3 - Culto dos copos com sal.


Estava Eu, num dos sítios normais onde a população de hoje em dia gosta de fazer o tal “curtir” (outra palavra que odeio, pelo menos usada nesta situação) ou seja, em cima de uma sofá, com Ela em cima de mim e as bocas fundidas por uma camada de saliva. O habitual… corpos quentes, com as mãos por todo o lado, roupas a quererem começar a saltar… o habitual. Quando tivemos a ideia de correr para o quarto e continuar as coisas lá. Assim o fizemos, metemo-nos no quarto e com um violento estrondo lançamo-nos para a cama. Estava quase a acontecer, já conseguia imaginar o grupo coral, que tenho escondido no meu armário para tal ocasião, a saltar de lá e com vozes afinadas e angélicas entoar o tão conhecido “Aleluia!”. Naquela altura em que por entre toques beijos e uma respiração ofegante, nós não conseguimos pensar em rigorosamente nada. No entanto houve algo que nos parou.

Um grande estrondo na porta ouviu-se no quarto.

Saltei de cima dela, assustado e ela retribuiu-me o olhar.


Eu: O que é que foi isto?

Ela: Não sei…


O estrondo foi ouvido outra vez. Ela levantou-se e puxou os cabelos para trás. Gesto que normalmente me deixaria com vontades mas nesta situação não me fazia sentir nada devido aos estrondos consecutivos que me distraiam. Algo não cheirava bem. O estrondo foi soando menos audível e mais ritmado até que tornou-se apenas um simples bater à porta. Confuso por tal não disse nada mas Ela tomou a iniciativa:


Ela: Quem é?

Voz: É o papá e a mamã!

Ela (sussurrando): O facto de estarmos em tua casa torna isto estranho.

Eu: (sussurrando): Acho que já sei o que se passa.

Voz: Podemos entrar?

Eu: sim.


A porta abriu-se e duas criaturas moveram-se como se os seus pés não tocassem no chão. Estavam todas cobertas num robe negro que apenas revelava as mãos ossudas e grotescas assim com as suas bocas cinzentas repletas de dentes finos e aguçados. Nas suas cabeças possuíam uma coroa estranha que era ornamentada com um copo de plástico no topo. Uma das criaturas era mais baixa que a outra e também mais corpulenta, foi essa que falou:


Criatura: Obrigado por nos deixares entrar, és um querido.

Ela: O que são estas coisas.

Eu: Eqfs.

Ela: Quê?

Criatura: Oh, devia apresentar-nos não devia? Eu sou a Rosaliterigalaminugaturakina e o meu companheiro é o Bob.

Bob: Prazer.

Kina: O meu querido Bob fala pouco, vem de uma família também muito pouco faladora, por isso é que tem esse nome.

Eu: O que é que vocês querem?

Ela: E não podiam quere-lo daqui a 40 minutos?

Eu: Hei! Não penses pouco de mim sim? Eles têm de vir agora ou então só podem vir cá amanhã.

Ela: Então o que é que eles estão aqui a fazer AGORA?

Kina: Nós somos os magníficos e terríveis EqF’s dos Copos de Sal no Canto dos Quartos!


Com essas palavras ditas, Bob deslocou-se para um dos quatro cantos e retirou o copo do topo da sua coroa onde imediatamente outro copo tomou o seu lugar. Em seguida colocou-o no canto e da sua boca cuspiu um liquido translúcido muito espesso. Depois estendeu o braço à sua companheira e pediu:


Bob: Sal.


A Kina tirou um saleiro debaixo do manto e lançou-o contra Bob que apanhou-o com a sua mão horripilante e passou de seguida ao próximo canto.


Eu: Mas que vem a ser isto?

Kina: Não te preocupes, é só metermos os copos nos cantos do quarto e deixamo-vos aos vossos… desígnios.

Ela: Hei, os nossos desígnios não são para ser… designados… na presença de nenhuns copos!

Kina: Oh vá lá, não fazem mal nenhum.

Eu: Não ouviu a senhora? Não, é não.


Com isso dito, peguei no copo que Bob já tinha colocado e lancei-o pela janela fora. Da rua consegui ouvir alguém a dizer “ahahah está a chover! A chover!! ahahah”. No entanto, Bob apenas voltou a cabeça para o canto onde tinha posto o copo que tinha acabado de voar pela janela e disse.


Bob: Não, não…

Bob deslocou-se para perto de mim e afastou-me com a sua mão, como se a única coisa que lhe fizesse era estorvar o caminho. E lentamente recomeçou o processo de colocar o copo no canto.

No entanto Kina manteve-se quieta a olhar para Ela e com um sorriso na cara perguntou:

Kina: Gosto muito do teu cabelo, é pintado?

Ela: É sim, mas hoje nem está grande coisa.

Kina: Oh minha menina, não digas isso. Qualquer dia ainda pinto o cabelo assim. E que tinta usas?

Bob: Sal.

Kina: Eu já te dei o sal!

Bob: Ah.

Kina: Eu costumo pintar no cabeleireiro, mas as tintas deles são cheias de químicos e daqui a pouco estrago o cabelo todo.

Eu (mandando outro copo pela janela): Tu não devias estar a ajudar o teu Bob? É que a este ritmo vocês nunca saem daqui

Alguém: HIHIHI. Está a chover outra vez! WEEEEEE!!

Kina: O quê? Achas alguma vez que alguém do meu calibre se rebaixaria a tal trabalho? Para além do mais estou cansada, tive o dia todo a planear esta invasão.

Ela: Coitado do Bob, de facto.

Kina: Coitado? Filha! Devias estar do meu lado, nós mulheres temo-nos de manter unidas contra estas bestas que só se preocupam com moldavas.

Eu/Bob: Russas.

Ela: Claro que eles vão se preocupar com as moldavas…

Eu/Bob: Russas.

Ela: … isso. Mas nós temos de mostrar que somos melhor que as moldavas, russas, asiáticas, o que for que eles querem. Temos de lhes mostrar que para além de conseguirmos ser mais bonitas, somos também inteligentes, divertidas que lhes sabemos dar valor. Do outro lado, eles também têm de fazer o mesmo, de se mostrar inteligentes, de se manterem bonitos para nós, de saberem lavar pratos e é melhor que saibam cozinhar ou então passam fome!!

Kina: Tu estás a viver no passado! Eles deviam ser nossos escravos! Lamber-nos as botas dos pés e nós devíamos engordar e ficar feias e eles só deviam era de gostar!

Ela: certo…

Kina: Certo sim! Nós merecemos ser deles independentemente de…


Farto da conversa não pensei duas vezes e em vez de pegar no copo que o Bob acabara de pousar peguei na Kina e lancei-a janela fora. Consegui outra vez o “AHAHAHAHA está a chov…” mas não passou disso quando coincidiu com o estrondo da Kina a estatelar-se no chão. O Bob parou o seu ritual e olhou para nós. Com um sorriso nos sua boca disforme e disse simplesmente:


- Obrigado.


Entreolhamo-nos enquanto o Bob se deslocou para a mesa-de-cabeceira. Do seu manto negro tirou uma nota de 50€, colocou-a em cima da mesa e disse antes de abandonar o quarto.


Bob: Protecção.


Ficamos a olhar um para o outro com um olhar confuso com o que se tinha passado. Será que estes EqF’s não conseguiam subsistir um sem o outro? Ou será que eram um casal como muitos outros descontentes com a relação que tinham, ou será que Bob tinha sido vítima de um EqF e odiava o trabalho que fazia e sem a Kina a comanda-lo ele tornou-se livre.

Mas problemas desses teriam de se pensar noutra altura que agora a única coisa que me passava pela cabeça era a combinação de vermelho rosa e de pele branca e sedosa que e encontrava por entre cobertores azuis. Ai como as coisas deste mundo desvaneciam não presença de uma mulher com pouca roupa… é por isto que o mundo no futuro ou será dominado por mulheres, por gays ou por robôs… e agora já estou a divagar. Mais tarde conto-vos o resto.

Fim.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

L2 - As Tortas Caoticas

Acima dos céus, longe dos comuns mortais, no arranha-céus da sua multinacional, os Deuses viviam as suas vidas atarefadas. Mas algo na terra se movia para um evento de celestial importância, algo que não podia ocorrer sem passar pelas suas mãos.
Na sala de conferências, acompanhado por Huginn e Muninn, Odin pensava em como derrotar os jacarés que lhe atormentavam o seu escritório, ocupando-lhe os sofás e tomando controlo da televisão, não o deixando ver os seus programas favoritos. Odin já tinha prometido a si mesmo que fosse obrigado a ver “aquela mariquice dos vampiros-da-moda” outra vez, faria da população de jacarés ser uma em vias de extinção. Mas agora não era altura para fúria, agora Odin relaxava e pensava como o fazia muitas vezes, de olhos fechados e com o seu Típico Roncar Meditador™.

Seth: Tu estás a dormir?
Odin: O quê? … Eu? … Não! Estava a … meditar. Isso! Meditar! Não ouviste o meu Típico Roncar Meditador ™.
Seth: Certo… Por acaso não viste por ai a minha faca de trinchar pois não?
Odin: Não. Também porque que irias deixar a tua faca na sala de conferências?
Seth: Porque a ultima coisa que me lembro de fazer com ela foi o papercraft durante a última reunião.
Odin: Não. Não está aqui.

Abalado mas não rendido, Seth suspirou e abandonou a sala de conferências em busca do seu valioso artefacto. No entanto Odin decidiu voltar à sua meditação. Não conseguiu entrar imediatamente no seu estado meditativo pois estava sempre preocupado em ver se a Huginn e Muninn faziam algo mais do que dormiam agarradas uma à outra, mas sem sucesso nessa área começou a render-se ao seu estado de meditação. Apesar de que quando começou com o Típico Roncar Meditador™ foi imediatamente interrompido por outro a chama-lo:

Osiris: Odin, vem rápido! O Seth está quase a matar os jacarés.
Seth (gritando): Agora vão ver o se Rei do Deserto faz de vocês grelhados ou não!
Odin: Não vez que estou a tentar meditar? A lata desta gente!
Osiris: O Ares já está a segura-lo, a Ísis está a tentar ralhar com ele até à submissão, mas sabes como o meu irmão é, não vai chegar.
Seth (gritando): Ai é? Então espera até eu enfiar-te o #$%*# pelo teu *$#&#%$ de *$%#%$ a dentro e fazer &%$##” em $%R#”% da tua família toda!
Odin: Ok, vamos lá ver disso.

Quando Odin saiu para o corredor viu que Ares agarrava nos braços de Seth enquanto Ísis apontava um dedo no seu focinho e tenta chamar-lhe a atenção. Num dos braços Seth tinha a sua faca de trinchar no outro levava uma lança e apontava-a para os jacarés que espreitavam do interior do gabinete de Odin.

Ísis: Seth, Seth, olha para mim! Seth!

Ela viu que Odin estava presente e então decidiu apelar a ele.

Ísis: ainda bem que estás aqui! O meu cunhado está louco, diz que vai fazer carteiras dos descendentes destes jacarés! Chama-o à razão. Já temos um Deus da guerra a segura-lo, precisamos de outro para ajuda-lo a raciocinar.
Odin: tudo bem vou fazer o que conseguir.

Odin aproximou-se do seu semelhante que bramia de fúria e lutava para soltar-se das mãos do Deus grego.

Odin: Seth, acalma-te! O que te deu para fazer isto?
Seth: eles já deviam estar fora daqui à muito! Insolentes jacarés. Se fossem como os crocodilos! Esses sim sabem mostrar respeito.
Odin: Mas não são razões para estares assim, são nossos convidados Seth.
Seth: Oh sim! Convidados exemplares. Arrotam à mesa, só vêem porcaria na televisão sem deixar mais alguém ver e para além disso comeram duas sacerdotisas minhas. As outras estão aterrorizadas e não me prestam culto desde que esses %$%#& meteram as bocas onde não era devido.
Odin: Sem esquecer que destruíram o jardim da Freya e da Afrodite.
Ares: Verdade. E andaram a roer todas as armas que tínhamos guardadas.
Odin: Eliminaram-me os saves de Warcrap.
Ares: Deitam as cascas de amendoins para chão.
Odin: E acabaram com o café.
Seth: Já chega! Larguem-me que eles nunca mais vêm a luz do dia!
Odin: Acho que o devias largar Ares.
Ares: Bem me parecia que a Ísis estava a dizer algo de errado eu só não estava a entender bem o quê.

Com isso dito, Ares soltou o tempestuoso Seth que passou rapidamente à chacina dos jacarés, sob o olhar horrorizado do seu irmão e cunhada.
Entretanto Ares puxou Odin por um braço para ambos falarem em privado.

Ares: tenho algo para te perguntar.
Odin: força, agora já vi que não vou meditar nada.
Ares: há um mortal que fez uma promessa que iria postar um fabuloso épico bélico num blog igualmente épico, mas que falhou cumprir essa promessa. Eu já falei com o Seth enquanto estava a segura-lo e ele concordou que uma maldição seria bem-feita.
Odin: o que tens em mente?
Ares: o Baco deu-me uma ideia interessante se quiseres, posso partilha-la contigo.


Agora a continuação de L2 – As tortas caóticas.

No ultimo episódio de L2 – As tortas caóticas, os BAU após massacrarem exércitos intermináveis de ursos encontraram duas jovens guerreiras que diziam tê-los procurado para evitar uma grande catástrofe. Com os esforços unidos o grupo chegou a uma aldeia a tempo de vislumbrar um grupo de alces que planeavam algo perigoso envolvendo queijos.
Então, não esperança de encontrar respostas mais rapidamente o grupo dividiu-se. O Abutre e o Rumba foram os primeiros a chegar ao fundo da colina, rapidamente seguidos por o Varg, que com igual velocidade se embrenhou na população da aldeia.
Entretanto Neo acompanhado pelas L’s foi investigar quem era o sósia do Lunático e que edifício era aquele que ela começava a ser construído.
Quando chegaram aquele local viram que o sósia do Stuart levava pedras, uma a uma, para aquele local e o sósia do Lunático apressou-se a falar com os recém chegados.

Sósia-Lunático: Então pessoal. O que estão aqui a fazer?
Neo: Quem és tu? E o que fizeste ao Lunático?
Sósia-Lunático: O que queres dizer? Sou mesmo eu!
L2: O Lunático que eu conhecia não tinha um bigode tão farto e másculo.
Sósia-Lunático: Ah! Isto? Pois, é que estou numa missão secreta. Shhhh. Estou a mudar o meu castelo para aterrorizar esta aldeia.
L: Tudo bem. Imaginando que acreditamos nisso tudo. Porquê… melhor… Como é que desapareceste de perto de nós quando estávamos no bosque?
Sósia-Lunático que há a possibilidade de ser o próprio Lunático: Andei.
L: Andaste? Impossível! Não passaram mais de cinco segundos em que não olhamos para ti.
Sósia-Lunático que há a possibilidade de ser o próprio Lunático: Ah, mas eu já tinha a ideia, portanto não precisei de pensar em andar.
L: isso tem uma estranha lógica.
Rumba: não, tem não!

Em seguida o Rumba começou a lançar-se contra todos violentamente gritando como uma sirene.

Abutre: não é assim!

Com isso dito o Abutre juntou-se ao Rumba empurrando todos violentamente mas gritando “não tem lógica”.
Quando estavam todos cansados da actividade, sentaram-se e analisaram a situação.

Neo: O que descobriram?
Abutre: É uma aldeia que faz queijos.
L2: Queijos?! Ainda bem, que eu estou com alguma fome.
Abutre: Não, eles não vendem. Eles fazem.
Neo: então o que fazem com os queijos?
Abutre: Comem-nos, fazem arte. também tinham um serviço de construção civil com queijos, mas isso deu para o torto. Dinheiro desviado e construções que nunca eram feitas. E depois sempre tínhamos as bagas, oh as bagas, que tão amargas que eram, mas eu não conseguia parar de comer. Naquela noite de verão em que tinha chovido e a terra ainda tinha o cheiro da…
Rumba: Basicamente isso. Fazem queijo. Não o vendem. Eeeeeeee mais nada. E vocês o que sabem?
Neo: encontramos o Lunático, que não temos a certeza que é o lunático, mas se calhar até é.
Sósia-Lunático que há a possibilidade de ser o próprio Lunático: Hey! Eu estou aqui.
Neo: E?
Sósia-Lunático que há a possibilidade de ser o próprio Lunático: Podias não falar como se eu não estivesse aqui?
Rumba: Mas tens um belo bigode.
Sósia-Lunático que há a possibilidade de ser o próprio Lunático: Obrigado.
Abutre: … com enormes forquilhas que usavam para separar o gelo do petróleo…
L: Mas rapazes, independentemente dos queijos e do valente bigode do Lunático este é o sitio onde tudo vai desenrolar-se. E temos de estar…
Neo: Onde está o Varg?
Rumba: A comer bolos.
Neo: Bolos de queijo?
Rumba: Parece que sim. Ele disse que ia comer algo húmido e delicioso.

Após essas palavras terem sido pronunciadas o Lunático com o seu denso e másculo bigode olhou arreliado para o Stuart que tinha deixado cair a pedra que carregava, depois olhou com um esgar preocupado para o grupo e em seguida com um olhar de triunfo olhou para um bando de gaivotas que passava por ali e erguendo o punho aos céus gritou.

Sósia-Lunático que há a possibilidade de ser o próprio Lunático: Não é desta vez que me levam seus malditos ratos voadores do mar! Agora temos de ir para a aldeia rápido, o Varg pode estragar tudo!
Rumba: O que pode ele fazer?
Sósia-Stuart que há a possibilidade de ser o próprio Stuart: O senhor prometeu-me que a recompensa de mudar o seu castelo seria a primeira escolha.
Sósia-Lunático que há a possibilidade de ser o próprio Lunático: E com o Varg na aldeia… isso pode estar comprometido!

Sem mais questões ou demoras o grupo largou o ainda muito incompleto esqueleto do futuro Castelo do Lunático do Másculo Bigode!™ e deslocou-se até à aldeia.
Chegaram a um café chamado “O Queijo da Martinha” o local onde o Varg tinha dito ir buscar o seu pitéu delicioso e húmido. Todos temeram o pior quando viram uma rapariga algo formosa de cabelos negros a beijar a face de Varg e em seguida entregar-lhe um tupperwear.

L: Começou…
L2: Preparem-se!
Abutre: O que as senhoras estão ai a dizer? É claro que não aconteceu nada, até foi só um bolinho.
L2: Mas não é de bolos que temos de nos preocupar.

Antes de sequer poderem reagir, ursos e alces apareceram nas varias ruas que levavam até ao café, com os dentes, cascos, garras e cornos a brilhar à luz do sol… como a lua a reflectir perigosamente as laminas ensanguentadas dos adolescenteeeeeeeeeeeeeeeeeees.

Varg: Mas eu só salvei um gato do topo de uma árvore.
L: Miau…
Neo: E foste recompensado com queijo?
Varg: Não, mas deram-me um bolo delicioso.
L2: Não é só um gato, e não é só um bolo. Há vezes que um gato é tudo o que chega.
L: Miau, miau, miau, rnhau.
L2: Hei! isto é uma situação seria, comporta-te!
L: é só matar ursos e alces. Não te passes. Miaaaau!!
Rumba: Eu tenho de concordar com o miau.

Houve gritos de ameaças de ambos os lados, mas os ursos que os rodeava. Pareciam não querer avançar. Mas algo passou sem ser visto por entre os ursos e alces que fungavam ódio e espumavam de fúria. Algo pequeno, verde e que caminhava aos saltos. Um pequeno sapo verde afastou-se do grupo de ursos e chegou até ao B.A.U. e gritou com uma voz radiofónica.

Sapo: Geribaldo Matias! O fim dos teus dias.

E sem que ninguém prevê-se o sapo deu um enorme salto e atacou a canela de um urso que imediatamente caiu prostrado de dor. Com essa provocação o resto dos ursos caíram em cima dos heróis com uma fúria aterrorizadora.

…Assim batalha começou.

sábado, janeiro 30, 2010

Dream Black

Prologo - Ultima Parte


O carro parou num beco de uma rua com pouca luminosidade, o único foco de luz era um candeeiro que iluminava uma loja de antiguidades mesmo ao virar da esquina. Enquanto o resto da rua também tinha dos mesmo candeeiros, curiosamente esses pareciam não ter tanta luz como aquele especifico. Ao acabar de estacionar ambas saíram imediatamente do carro, a Mariana confirmou se tinha ficado bem fechado e ao erguer-se ela reparou que a rapariga que tinha salvado não tirava o seu olhar dela. Já não chorava nem parecia assustada, poderia ser o lýkos a fortalecer-se seu corpo, mas era pouco provável, não sentia agressividade vinda dela e o seu olhar era mais curioso do que predatório e esse era um tipo de olhar que não agradava à Mariana vindo de quem fosse, especialmente de um humano. Elas entreolharam-se por escassos segundos antes da rapariga, atrapalhadamente, acabar por desviar o olhar. Isso não demoveu Mariana, a rapariga estava curiosa em relação a algo e era melhor expor já a dúvida antes que algo acontecesse.

- O que foi? – Perguntou a Mariana

- Nada… Nada.

- Eu consigo ver que tens uma questão, mas não tenho premonição ou clarividência para saber o que é, portanto agradecia que dissesses o que te vai pela cabeça. – Inquiriu Mariana deslocando-se para a saída do beco.

A rapariga seguiu-a rapidamente, com a cabeça baixa, como se tivesse dificuldade em encara-la outra vez.

- Estou à espera. – Continuou Mariana.

- É que… – Disse a rapariga com dificuldade.

- Que?... – Questionou Mariana já ficando impaciente.

- Eu não sei o que está a acontecer – Lamentou-se, lutando para conter as lágrimas. - Eu não sei quem és tu… e já vi a minha dose de coisas estranhas hoje… abandonei o Tiago e agora levas-me para não sei onde e…

Houve um grave silêncio entre as duas, a Mariana parou e ficou a olhar para ela com um ar severo fazendo a rapariga parar a respiração por uns instantes e engolir a seco.

- É que tu. – Ela parou outra vez respirando fundo. – Os teus braços...

A Mariana conteve uma gargalhada levando a mão à cara. Sempre que trazia alguém para dentro da Ilusão a questão era sempre a mesma e a reacção também vagamente mudava à resposta. Este acto já se tinha tornado uma rotina no “recrutamento” para a Ilusão e a Mariana já exigia pouco esforço de si própria para lidar com a situação.

- Não irias entender. Talvez depois desta noite o faças.

- O que se passa? Para onde me levas? – Perguntou a rapariga agora num tom mais sério e algo perdido.

- Para aquele antiquário que passamos. – Respondeu a Mariana.

- E o que há lá?

- Espera e vês. Não sejas impaciente e não sejas chata.

Ao dizer isso a Mariana continuou a caminhada pela rua, obrigando a rapariga a correr um pouco para alcança-la e continuar a questionar:

- O que é que se passa comigo? O que é que vocês querem comigo?

- A sério, eu não sou a melhor pessoa para falar disto. Portanto podes te calar.

- Então quem é? – Questionou a rapariga quase num lamurio.

- O Xavier. É quem tu vais conhecer agora.

A rapariga parou por um bocado deixando Mariana ganhar algum avanço, havia uma miríade de questões na sua cabeça e a pessoa que ela pensava poder responder afastava-se delas, ela estava a ficar frustrada e irritada. Cada vez mais o medo começava a afastar-se dela, não é que não o sentisse, apenas, o seu corpo recusava-se a aceita-lo.

Eventualmente chegaram à casa de antiguidades. O candeeiro à sua entrada dava-lhe um brilho pouco natural. Debaixo do candeeiro todos os outros edifícios pareciam cinzentos e mortos, no entanto a pequena casa sob o seu brilho tinha um efeito hipnoticamente convidativo.

A Mariana empurrou a porta com um braço deixando-a aberta para a rapariga passar. Em seguida fechou a porta atrás de si. Entraram para um local bastante iluminado, para alem dos vários candeeiros espalhados pela sala, uma lareira crepitava numa das paredes e uma vela iluminava uma figura num balcão. O espaço da pequena loja estava cheio de estantes que formavam um pequeno corredor por onde as duas raparigas passaram até chegar ao seu destino, nessas estantes estavam vários objectos alguns comuns, outros um pouco mais invulgares e ainda uns selectos que eram ocultados pela Ilusão devido ao seu carácter não natural. No balcão, estava um velho que silenciosamente concertava um relógio de bolso. Tinha óculos grossos, uma longa barba grisalha e uma estatura bastante reduzida.

Quando a Mariana aproximou-se do balcão, a atenção do homem focou-se nela com um largo sorriso e uma calorosa saudação:

- Bem-vinda de volta ao meu santuário Mariana.

- Venho em trabalho Xavier, não há tempo para confraternização.

- Disparates rapariga, conta-me tudo. Já agora, como está a Cecile? – Questionou olhando para a rapariga que tinha entrado com Mariana.

- Da última vez que a vi andava entretida com as suas poções, mas também, já não à vejo há meses.

- Típico de ti. Pegas numa pessoa e depois larga-la num mundo desconhecido sem qualquer preocupação.

- Tu sabes que os humanos aborrecem-me Xavier, envoltos nas suas loucuras e no seu ego, fazem tudo menos olhar para o que fazem aos outros. – Mariana desviou o olhar e fixou o tecto. – Não têm qualquer consideração pelos outros, sejam da sua raça ou não, quanto mais vontade de ajudar… porque teria eu essa consideração por elas?

- Ai Mariana, Mariana. – Desaprovou o Xavier abanando a cabeça - Diz-me, quem é essa que trazes contigo? Também a vais deixar abandonada neste mundo.

A rapariga foi ficando cada vez mais nervosa com a conversa, mas não se demoveu, continuava estática no seu lugar com os olhos balançando tremulamente entre os outros dois seres e a lareira.

- Ela não está assim tão mal, apenas foi infectada pelo lýkos achas que pode ser curada?

- Foi infectada? Como foi infectada? O Ghar não devia estar a tomar conta dos seus pupilos?

- Devia mas não tomou conta deste. Estava solto e louco. Tive de o abater.

- Isso é interessante. – Disse para si próprio acariciando a sua barba farfalhuda. – Temos de falar com o licantropo. Ele tem de ser feito responsável. No entanto, esta menina terá de ser introduzida na Ilusão. Coitadinha, aposto que nem sabes o nome dela.

O Xavier levantou-se e caminhou lentamente para perto da rapariga. Ele era baixo, tinha bastantes rugas, uma corcunda acentuada e coxeava ligeiramente. Fez-lhe uma vénia e pediu-lhe pela mão com um gesto educado. Temerosa a rapariga entregou-lhe a mão que ele gentilmente beijou como um cavalheiro. Em seguida colocou a outra mão sobre a sua.

- Diz-me, como te chamas?

- Raquel. – Respondeu a rapariga imediatamente, mostrando-se extremamente desconfortável.

- Ora bem Raquel, acho que precisamos de falar. Mariana, podias esperar lá fora enquanto eu falo aqui com a nossa amiga.

A Mariana deslocou-se para a rua sem responder. Fechou a porta atrás de si acabando por ver Xavier a puxar uma cadeira para a Raquel se sentar. Encostou-se ao lado da porta e tirou um cigarro. Ao acender o isqueiro ficou a olhar para a chama. O brilho no meio da noite punha-a a ter pensamentos de outros tempos, em que nada disto era real para ela, em que não passava de outra criatura amada pelos pais e ignorante às maquinações do mundo. Ela riu-se para si própria e tirou os pensamentos da sua cabeça. Era parvo tê-los, especialmente porque lhe percorriam pela cabeça sempre que levava alguém a ser iniciado.

O tempo passou lentamente e o cigarro acabou rapidamente. A noite estava fria e pouco acolhedora. O casaco que ela tinha vestido não lhe favorecia muito a estadia na rua, mas era melhor que estar lá dentro. Quando um humano era iniciado na Ilusão as coisas podiam ser complicadas. Já tinha assistido a bastantes iniciações para entender que nem sempre as coisas corriam bem, apenas duas tinham sido aceites sem problemas mas de resto tinham sido, algo complicadas.

Durante a espera a Mariana conseguiu ouvir os gritos exasperados da rapariga que, certamente, não acreditando no que lhe era contado reagia à situação de forma pouco controlada. Felizmente o Xavier tinha prática e uma maneira muito peculiar de falar com as pessoas, convence-las e faze-las entender a sua situação. Era um facto bem conhecido que apesar da sua aparência, Xavier não era humano, era um dos antigos e há séculos que fazia o mesmo discurso de iniciação a todos aqueles que faziam parte da Ilusão. Nascidos nela ou aqueles mais tarde inseridos nela, acabavam todos por ser levados à presença de Xavier ou um dos outros anciões.

Ao completar os seus dezasseis anos, Mariana, como muitos outros antes dela, foi levada à presença de Xavier. Foi-lhe explicado o mundo em que ela existia, as politicas e as facções ocultadas toda a sua vida pelos seus pais. A partir desse dia a sua inocência quebrou e ela viu-se envolta numa teia de acontecimentos que parecia ter-se enrolado completamente em torno da sua vida muito antes de ela ter nascido.

Após a sessão de introdução, a Mariana foi chamada de volta para dentro da casa. Quando passou o limiar da porta, reparou que a rapariga olhava para ela com uma expressão assustada. Certamente já teria sido marcada e o véu da Ilusão levantado dos seus olhos, podendo ver o verdadeiro aspecto de Mariana. Ela avançou até Xavier e sorriu para a rapariga dizendo:

- Isto não é a coisa mais estranha que vais ver, eu asseguro-te.

A rapariga manteve-se imóvel no seu lugar, com o olhar brilhante e assustado a seguir a Mariana.

- Isto já está tratado, o resto estará nas mãos de Ghar. – Anunciou Xavier pegando no relógio em que estava a trabalhar. – Estamos em tempos negros Mariana.

- Não precisas me o dizer Xavier. As purgas dos vampiros têm aumentado.

- Sempre houve desdém das gerações antigas em relação ao sangue novo, mas nunca com esta envergadura. – Explicou Xavier levando uma mão à testa. – Os loucos dos Corvos estão a ganhar mais influencia e…

Xavier fechou os olhos e colocou o relógio no balcão directamente em frente de Mariana. O relógio tinha o seu ponteiro das horas nas sete e o ponteiro dos segundos ao invés de avançar, retrocedia a uma velocidade irregular.

- Quando for doze horas nesse relógio volta aqui, temos uma missão para ti.

A Mariana soltou uma grande gargalhada, pegou no relógio e animada perguntou ao ancião:

- Tu já sabias que eu vinha, não sabias?

- Precisamos que tragas mais uma criatura humana para a Ilusão, mas esta desta vais ser sua protectora.

- Xavier! Tu sabes que eu nunca me ofereci, nem nunca quis ser protectora, tu sabes disso. – Protestou.

- Não há discussões aqui Mariana. Não foi uma ordem qualquer vinda dos superiores. A tua mãe é que teve a visão e pediu-me pessoalmente para te informar.

Suspirando de resignação, a rapariga meteu o relógio no bolso e olhou para a outra figura que tinha entrado com ela naquele lugar. Muito possivelmente, na noite anterior, teria tido uma existência normal e agora estava ali sentada, aterrada, com uma miríade de dúvidas a correr-lhe pela mente, confusa sobre o que era real e o que não era. E agora iria passar pela provação de Ghar, assim como iria aprender a viver como uma licantropa. Talvez mais tarde ela se habituasse a esta vida. O surreal se tornasse normal e o desconhecido tornasse-se amigável. Mas agora o medo, a descrença e as dúvidas toldavam-lhe a mente, pois assim era a entrada de um humano para a existência conhecida como o Outro Lado.

quinta-feira, novembro 12, 2009

L2 - As Tortas Caoticas

O post que se segue gostaria de deixar isto bem claro: Link


O seu post começará dentro de momentos…

...
...
...
...


Um urso tentou arrastar o seu corpo desfeito para longe da sua agressora e do monte de corpos dos seus irmãos, mas a sua tentativa foi parada quando um salto alto embateu no seu crânio com tanta violência que rachou o osso e alojou-se na massa cinzenta do urso.

Todos: Ewwwww

A dona desse salto alto era uma mulher bastante diferente de L, tinha uma pose altiva, um estranho vestido justo e revelador, longos cabelos negros, lisos e um olhar de alguém que se achava importante. Depois de retirar o seu salto da cabeça do urso dirigiu-se aos três valorosos B.A.U.

Mulher: É um prazer estar na vossa presença, grandes Imperialistas. Eu sou a L.
L: Não, desculpa mas desta vez quem é a L sou eu.
Mulher: O quê?! Era suposto ser eu a L!
L: O que posso dizer? Primeira que chega é a primeira que se serve.
Mulher: Maldita sejas sua vil e néscia...
Neo: Não podes ficar a L2?

As mulheres entre-olharam-se por um pouco e concordaram. E assim foi o nascimento da L2.

Fim.

Cenas do próximo episódio:

Varg: Mas o que é que vocês estão aqui a fazer?
Lunatico: Sim!
Neo: E como é que vocês têm tantos conhecimentos de nós?
Lunático: Ahm... Sim!
L: nós chegamos de um sítio distante, onde as façanhas dos B.A.U. são-nos contadas desde muito novos.
Lunático: Si…….m?
L2: E trazemos notícias graves! A nossa vidente, a Madame Raivasa, avisou-nos de um grande cataclismo nestas terras e o culpado será...

Antes que a senhora pudesse acabar a sua história, um riso obsceno surgiu da escuridão e um braço envolveu a cintura da L2. Depois, a figura que agarrava nela, avançou para perto da L e usou o seu outro braço para também envolver a sua cintura, quando viu que ninguém reagia devido ao choque da situação decidiu falar para acalmar a situação.

Rumba: Para que são essas caras? Vocês é que fugiram e deixaram-me ali sozinho sem a presença destas belas senhoras.
Lunático: Ele está a faze-lo outra vez! Levem-no para a caixa das tormentas!
Neo: Com gosto!

Rápida e violentamente, Neo e Varg aplicaram uma placagem em Rumba e depois começaram a arrasta-lo para a caixa das tormentas, mas L interrompeu com um tom assustado.

L: o Lunático! Ele acabou de desaparecer.
Varg: como é que isso é possível?
Neo: mas desapareceu num pilar de fumo?
L: Não. Desapareceu simplesmente.
Neo: Que tal num flash brilhante!
L: Não! Já disse que desapareceu!
Varg: e se fosse um flash, nós tínhamos visto.
Neo: Pois é.
Varg: que tal se ele teleportou-se?
L: Ele não fez nada disso! Simplesmente sumiu em pleno ar!
Abutre: A trama adensa-se.

Todos saltaram em surpresa com a chegada do novo indivíduo que com uma pose altiva e um sorriso de orelha observava os aventureiros.

Abutre: nem todos os comandos estão sintonizados na mesma frequência, mas quando é para uma galinha, ai meus amigos quando é para uma galinha.
L2: quem é ele?
L: pergunta mais importante: ele costuma falar assim?
Varg: tem dias que sim, tem dias que não.

O Abutre aproximou-se do resto do grupo e ficou e todos se entreolharam por um bom bocado.

Abutre: então amigos, não nos vamos lançar em outra fervorosa demanda?
Neo: nem vais perguntar o que estão a fazer estas duas raparigas aqui?
Rumba: ou porque eu ainda estou no chão?
Abutre: eu cheguei à conclusão que é melhor não saber.

As Ls afastaram-se um pouco dos BAU e conversaram em privado durante uns breves instantes. Depois voltaram, a L apanhou o seu machado e colocou-o no ombro e a L2 dirigiu a palavra aos caçadores.

L2: como íamos a dizer o culpado da grande catástrofe vai ser…
Varg: deixem-se de culpados e não culpados, vamos lá evitar isto e recuperar-me uma Cassandra.
L2: ok… então vamos.

Os heróis seguiram as duas raparigas durante varias luas, durante a sua caminhada fizeram aliados assim como inimigos. Ajudaram uma aldeia de pinguins contra a ameaça crescente de esquilos vermelhos, comeram compota de avelã com groselha e entraram num circo como acrobatas com o objectivo de roubar a langerie da domadora de leões para ser usada num encantamento contra as forças malignas que lhes toldavam o rumo, ou para satisfazer o libido de um mago idoso.
Finalmente do topo de uma colina vislumbraram a uma grande clareira. Lá estava uma pequena aldeia que parecia ser habitada apenas por camponeses e no extremo norte, uma estrutura feita em pedra parecia começara a ser erguida.

Rumba: eu quero deixar bem claro, que eu tenho direitos de primeira escolha nas jovens e belas camponesas que encontrarmos nesta aldeia.
Abutre: Raios! Foste mais rápido, mas não percas pela demora.

Enquanto esses dois discutiam Neo tentava observar o que se passava na construção de pedra com os seus binóculos imaginários.

Varg: então o que consegues ver?
Neo: um exército de alces está a construir o que me parece ser um poço de lama.
L2: Alces? A vidente não disse nada de alces pois não?
L: Claro que não, para isso eu tinha vindo armada com o meu Alce-Slayer.
Neo: então não sei o que é aquela mancha acastanhada.
Varg: deixa cá ver isso.

Neo entregou os binóculos ao Varg e este relatou o que via.

Varg: Portanto há dois homens na construção. Um está a supervisionar, que parece ser um sozia do Flahur e outro está a carregar blocos de pedras, que parece ser um sósia do Stuart.
Neo: E os alces?
Varg: Os alces fugiram, suponho e devem ter escondido a mancha castanha metendo a aldeia por cima.
L2: alguma coisa interessante na aldeia?
Varg: ……… Não mas se calhar é melhor eu ir ver mais de perto.
L: eu vou contigo, podes precisar de ajuda.
Varg: Não! … ahm, quer dizer, não deve ser nada, eu fico bem sozinho, vocês vão ao castelo, porque podem ser os gémeos malignos dos nossos camaradas e isso é bem mais perigoso.
Neo: se tu o dizes, no entanto vamos ter de separar aqueles dois.

Rumba e o Abutre já estavam a tentar esmurrar-se, rebolando de um lado para o outro no meio do chão. Felizmente o rápido pensamento, assim como a avançada técnica de negociação de L2, fez com que ela conseguisse dar a volta à situação rapidamente. Ela pôs-se de trás dos dois BAU que se agrediam e com um posicionamento preciso do seu pé fê-los rebolar monte abaixo.

L2: Vamos? Eles já estão com vantagem.
Varg: tu usas os pés para muita coisa, não usas?
L: é a especialidade dela.

segunda-feira, novembro 09, 2009

A trilogia das aventuras dos Todomés (Parte II)


Varg e Flahur temeram o pior quando entraram naquele covil bolorento, obscuro e malcheiroso mais conhecido por Bunker do neo. No ar pairava um cheiro nauseabundo a iogurte estragado, peúgas por lavar e posts inacabados.

- Ew, acho que pisei qualquer coisa nojenta! – queixou-se Flahur enquanto andava às cegas.
- Abre os olhos! Não sabemos se não há coisas tóxicas espalhadas aqui... Não queres ficar sem uma perna, pois não?
- Ajudava mais se eu conseguisse ver alguma coisa! Bem, mas não é grave. O que quer que fosse que eu pisei, já fugiu.
- Ok, acho que encontrei o interruptor! – exclamou Varg.

Varg rodou o interruptor várias vezes, mas não obteve sucesso. Os olhos de ambos começaram eventualmente a habituar-se à escuridão e Flahur conseguiu com dificuldade enxergar um puxador junto a si. Usando a camisola como luva, colocou a mão sobre ele. Uma porta começou a deslocar-se lentamente com um gemer e, passado uns segundos, a luz do frigorífico de neo colidiu com as paredes sujas do bunker, transformando as caras de pavor de Flahur e Varg em puro horror.

- Zoh... My... – começou Varg enquanto recuava aterrorizado por conseguir colocar uma imagem nos vários cheiros que sentia há já uns minutos.
- Olha, ele está ali.
- Onde?
- No meio dos cogumelos todos. E do musgo. E daquela coisa com pêlos que não imagino o que seja.
- Ah, são vocês. – disse neo sem olhar para os seus visitantes – Chegaram em boa hora, estou quase a acabar.

Neo fitava um monitor desligado, enquanto se agitava ciclicamente para a frente e para trás na cadeira, batendo ferozmente num inocente teclado.

- A acabar de destruir esse teclado?
- Claro que não. Estou a programar uma máquina de estados capaz de produzir posts, bastando para isso introduzir o grau de nonsenseness desejado, de 1 a 5, e um camarão tigre grelhado. Este programa salvará o Imperialium e completará a profecia que o outro cabeludo nos impôs!
- Há quanto tempo estás a trabalhar nisso?
- Desde o nosso encontro com o Jesus Misto.
- E estás sem electricidade desde quando?
- Não estou sem electricidade. Acho eu. A minha empregada é que trata disso.
- Está doente?
- Não, está aí perdida no meio do cotão. Ela aparece quando for dia de receber.

Flahur e Varg entreolharam-se após examinarem o chão por uns segundos.

- Bem, acabei o programa. Vamos testar. Alguém tem aí um camarão? – perguntou neo.
- Nope. – responderam, apalpando os bolsos das calças.
- Pois, eu no frigorífico também só tenho gafanhotos com chocolate. Bem, ‘bora ao lidl!

A caminho do lidl, Flahur e Varg aproveitaram para repor os níveis de oxigénio dos seus corpos e para raptar neo, cujos olhos estavam cegos por não verem luz há já uns meses. Varg deu-lhe uma paulada na nuca com a cenoura de borracha e Flahur meteu-o num saco. Arrastaram-no cerca de 500 Km até às montanhas no norte, onde os três iriam defrontar o malvado tirano que atormentava aquela terra. King Cohen Trve II.

- Quem é que o proclamou rei, anyway? – perguntou Varg a Flahur pelo caminho.
- Deve ser auto-proclamado. Ele não seria um verdadeiro tirano se tivesse sido eleito.
- Aposto que é um Urso! – disse Varg.
- Por falar em Ursos, olha...

Tão feio e idiota como um Urso, mas não tão castanho, um ogre amarelado, gordo e odioso guardava uma barraca de vigilância que tinha acoplada uma cancela levadiça. À frente da cancela estava um sinal onde se lia “Trve Palaçe: Where close for the olidaisies”. Foi então que eles se aperceberam que estavam em frente a um majestoso palácio, esculpido para se confundir com uma das montanhas que o rodeavam.
-Não admira que a gente nunca tenha visto este palácio aqui! Parece-se tal e qual com uma das montanhas que o rodeia!
- Isso é porque não fizemos aquele post em conjunto a cartografar o mundo Imperialium... – queixou-se neo de dentro do saco.
- Cale-se! – disse Varg dando com a cenoura no saco – que você é o mais preguiçoso de nós todos!
-Como entramos? – perguntou Flahur.
- Deixa-me tratar disto. – respondeu Varg – Esconde-te.

Varg aproximou-se da barraca e apercebeu-se que o ogre feio era afinal uma ogra muito feia. Tinha totós no cabelo em cada lado, óculos de massa e estava a jogar um jogo de anime qualquer com personagens hediondamente fofas, enquanto seguia a resolução num walkthrough. Assim que o viu, baixou a tampa do portátil e ergueu a cabeça da sua mão gorda e feia.

-Qué que quer? Tamos fechados, não sabe ler?
-Sim, eu sei, mas pensei que uma donzela tão graciosa e bonita como a senhora me pudesse dizer onde encontrar o King Trve. E inteligente! Já disse que parece extremamente inteligente com esses óculos?
- Ponha-se a andar. Já disse mil vezes ao seu colega que não conheço ninguém aqui na zona que queira vender casa! Mandarem cá outro gajo não vai mudar nada!
- Mas eu...
- Pire-se antes que eu chame a segurança! – gritou a ogre.
- Permita-me que eu esclareça, – disse Flahur, interrompendo – eu e o meu colega somos da TvCabo. Estamos aqui para arranjar a SportTv.
- Ah, já podia ter dito. Sua alteza anda de mau humor por não ter andado a ver as goleadas do benfica. Façam favor. – disse a ogre levantando a cancela - Hey, o que é que levam aí no saco?
-Ahm… Pastilhas elásticas!
-Ah, desde que não seja uma arma mortífera para matar o Rei, tudo bem.
- Não, isso está aqui na minha mão. – disse Varg apontando para a cenoura de borracha.
- Ah, vocês vocês! Vá, pirem-se. - disse a ogre, rindo-se.

Para subirem as escadas da entrada, decidiram abrir o saco e deixar neo sair, até porque já estavam cansados. Quando chegaram ao átrio principal do enorme palácio, começaram a ouvir o barulho de um rugido feroz vindo de um corredor por trás deles. Ao virarem-se, deram de caras com um coentro gigante a conduzir um tractor de brincar. No topo das suas folhas estava uma coroa reluzente.

- Encontramo-nos, finalmente! – disse Cohen Trve desligando o tractor e saindo de lá de cima.
- Então ele é só... um coentro? – perguntou neo.
- Só um coentro? SÓ um coentro? – perguntou Cohen Trve escandalizado – Sabias que a minha espécie é cultivada há mais de 3000 anos? Sabias? Sabias? Sabias que vimos mencionados nos textos sânscritos, em papiros egípcios e até na Bíblia? Algum de vocês vem mencionado na Bíblia? Huh? Huh?
- Bem, eu...
- Não! – berrou numa voz demasiado aguda e nasalada - Já para não falar que os chineses acreditavam que eu proporcionava imortalidade! Ah, e os celtas usavam-me como afrodisíaco! Até os romanos me usavam para temperar a carne! Algum de vocês foi usado para temperar carne pelos romanos? Huh? Huh?
- Este serzinho irritante já me começa a chatear... – murmurou neo.
- Vamos terminar isto? – perguntou Varg enquanto Cohen Trve falava algo sobre os coentros conseguirem curar o reumatismo e a automatonofobia – Quem faz as honras?
- Força! – encorajou Flahur.

Varg ajoelhou-se, elevando a cenoura de borracha com ambas as mãos acima da cabeça. Em seguida, disse algumas palavras praticamente imperceptíveis. Finalmente, arremessou a cenoura de borracha à cabeça de Cohen Trve. A coroa deste saltou da sua cabeça, partindo-se em centenas de pedaços de vidro contra o chão. Cohen Trve caiu também ao chão, começando a arder.
- Coriandum........ Sativum........ solum........ principium........ est. – foram as suas últimas palavras, antes de ficar reduzido a um punhado de cinzas.
- “Coentros é só o princípio”? Isso nem sequer fez sentido... Enfim.

Assim que Cohen desapareceu, emergiu do chão uma arca. Os três heróis abriram-na e de lá de dentro saltaram três bollycaos, cada um deles designado a cada um dos heróis. Neo foi o mais rápido a apanhar e comer o seu.

-A profecia foi completa, - disse uma voz pujante vinda do céu – apesar de não ter sido muito bem da forma que eu profetizara. Mas adiante... Ainda assim, as recompensas são devidas. Como neo fora o primeiro a comer o seu bollycao, a sua pena escreverá a realidade durante dez mil anos, conforme profetizado. Em seguida, a pena de Flahur escreverá a realidade durante dez mil anos, conforme profetizado. Finalmente, a pena de Varg escreverá a realidade durante dez mil anos, conforme profetizado. Depois disso, juntar-nos-emos todos aqui e comeremos fritos. Todavia não vos esqueceis, quando vos fartardes, do erudito vocábulo que apagará toda a realidade que criastes. Esse vocábulo é..... Todomé!


Coiso, peço desculpa por ter perdido a paciência para o post a meio dele, quando já não lhe estava a achar piada. Infelizmente a inspiração já não aparece tantas vezes como antes e é preciso aproveitar para postar tudo o que calha, senão assim é que não há posts para ninguém. Era só isto. Boa noite e até amanhã.

domingo, junho 21, 2009

Pescada Sombria grelhada com nozes

Bem vindos à primeira edição de Cozinhados do Outro mundo. Eu sou a vossa anfitriã e possível futura tirana: Lapsus.

Nesta primeira edição irei ensinar-vos a preparar umas belas e saborosas pescadas sombrias grelhadas com nozes. Que é um belo prato para servir no meio do verão, pois o atributo de sombra das pescadas é refrescante.
A primeira coisa que temos de arranjar é: as pescadas sombrias. Não são difíceis de encontrar e até podemos pedir a um feiticeiro negro para transformar pescadas normais em pescadas sombrias. Eu prefiro pescadas sombrias frescas, apesar de também poder usar postas de pescada sombria, mas não é a mesma coisa.
Portanto vamos trabalhar com pescadas sombrias frescas. O que temos de fazer é cortar a cabeça pois não vamos usar e não é muito bonita. Depois temos de retirar a tripa, há quem não tire a tripa mas eu prefiro pois é muito mais prático para comer. Ora bem para isto podemos usar uma faca de prata que não haverá problema, mas se quiser realmente não ter muito trabalho a cortar deverá arranjar uma faca sagrada que dê dano extra a sombra, assim cortará a pescada como manteiga.
Falando em manteiga, agora pegamos na pescada sombria e barramos com uma camada fina de manteiga. Em seguida iremos cozer umas batatas, depois de estarem cozidas podemos passar à próxima parte.

*Uma cozedura depois.*

Chegou a altura da nozes. As melhores nozes para este prato são nozes da ravina vermelha. Também podemos usar nozes normais, mas estas têm um sabor mais intenso, apesar de serem claramente mais complicada de arranjar pois apenas nascem na ravina vermelha, que é território orc. Pois bem, nem todos nós temos boas relações com as criaturas de verde e o outro único sitio onde se podem arranjar é em Lazindur apesar de ai terem o preço elevado. Ora bem primeiro trituraremos algumas das nozes e vamos encher a barriga das pescadas com elas. Depois, cortamos as batatas ao meio e metemos uma noz inteira no centro, juntamos as duas e temos as nossas batatas prontas. Se tiverem um clérigo especialista em herbalismo à mão sempre podem usa-lo para fundir a batata com a noz lá dentro. Neste caso como não invadi nenhuma cidade recentemente com essa qualidade de clérigos, não vou poder proceder dessa maneira, mas se tiverem um em casa experimentem e verão que o sabor será muito mais natural.

Agora é a altura de grelhar as nossas meninas. Agora que já foram cortadas e recheadas, vamos barrar com uma camada fina de manteiga. Polvilhar com um pouco de sal e estão prontas.
Para grelhar estas senhoras temos duas opções um simples grelhador ou uma grelha no carvão. Eu prefiro carvão, fica com um sabor bem mais interessante e portanto vou meter estas duas pescadas numa grelha em carvão já aquecido. Não se esqueçam de as virar também.

Enquanto as pescadas sombrias estão grelhar vou atender a um pedido pessoal e preparar um jarro fresco de vingança com limão.
Refrigerantes de essências são sempre complicados de arranjar, se tentarmos retirar a essência do sangue, normalmente fica impura pois antes da remoção da essência, medo e desespero tocam ligeiramente na mente da pessoa e contamina a extracção. Claro que também serve, mas não é o mesmo sabor como o de uma essência pura.
Portanto vamos mudar de abordagem. A Lua de Arana é um artefacto que absorve a essência da pessoa que tiver em contacto e de todas as essências que absorveu, a mais intensa e abundante será a que a jóia escolherá para a habitar. Através de uma trágica coincidência do destino consegui adquirir uma perfeita Lua de Arana cheia de vingança. O que precisamos de ter cuidado é a discernir se estamos realmente na presença de uma Lua de Arana cheia de vingança. Normalmente as pessoas não reparam nisto quando fazem estes refrigerantes e confundem um cristal de ódio que é puro vermelho e brilhante com o cristal de vingança que é vermelho sim, mas tem esta bela dança de amarelo dentro de si. Então lembrem-se, se o cristal for vermelho e com vagos traços de amarelo a percorrerem-no horizontalmente, então encontraram o jackpot.
Portanto, isto é simples. Pegamos num jarro e colocamos o cristal no fundo, lembro que para manusear uma Lua de Arana saturada é recomendado o uso de luvas para não contamina-la . Rodeamos-lo com gelo e em seguida enchemos com água. Quando a água absorver a essência da pedra irá assumir a sua cor e será ai que poderemos meter o toque final, que é nada mais, nada menos que, limão. Há quem prefira meter só sumo de limão mas eu não me contento com isso e prefiro colocar umas poucas rodelas, três ou quatro são suficientes. E pronto, vingança com limão servida fria, a melhor maneira de servir vingança.

Assim que as pescadas terminarem de grelhar teremos uma bela refeição de pescadas sombrias.

Esperamos que tenha desfrutado desta sessão de culinária. Depois do intervalo voltaremos para apreciar o prato e para fazer uma entrevista a um convidado especial.
De mim e da equipa o resto de um bom dia e bons cozinhados.

sábado, junho 20, 2009

A trilogia das aventuras dos Todomés



Havia uma vez, num reino chamado Bolachinhas, longínquo em distância e tempo, três heróis que viviam numa estalagem de madeira a cair aos bocados. Para grande infelicidade desses três guerreiros, o chefe dessa estalagem todos os dias servia tomate assado com tomate para o jantar.
- O que temos para o jantar? - perguntou o guerreiro número Um.
- O mesmo que temos todas as noites... - respondeu o guerreiro Alfa.
- Tomate. - sorriu o guerreiro A.
- Raios. - Respondeu Um.

A vida era pacata naquele reino.

- Oh Um! - disse A assim do nada - Já fazias era umas panquecazitas para nós. Estou farto de comer a treta do tomate todos os dias.
- Eu é que me devia queixar! Sabes bem que se tivesses acabado a treta do post a tempo, agora andávamos a comer que nem uns lordes. - respondeu Um.
- Não se peguem. Ninguém tem culpa, - interveio Alfa enquanto A e Um entreolhavam-se grunhindo. Fez um compasso de espera enquanto observava a expressão de cada um deles e depois prosseguiu - excepto o A. O Um tem razão.
- Não te metas, senão faço aparecer aqui um Urso para lhe arrancar a cabeça. - ameaçou A levantando-se da mesa.
- Pessoal, ainda vamos ser expulsos daqui novamente e vocês têm de reescrever isto tudo.
- Está calado Alfa. - disse Um levantando-se também da mesa. - Para escreveres Ursos a fazer-me mal já estás pronto não é? Preguiçoso!
- Queres levar isto lá para fora? Queres?
- Oh não, que mal fiz eu às Cáries? - murmurou Alfa - Bem, se precisarem de mim estou a saquear o castelo, a matar o Rei e a violar a Princesa...... Novamente. Vejam se desta vez me dão tempo para tudo! Aliás, desta vez grito eu Todomé.

Todos concordaram e Alfa saiu da estalagem. Um e A seguiram-no após uns momentos, empurrando-se um ao outro repetidamente até à saída. Vários habitantes de Bolachinhas apinharam-se em redor da estalagem na esperança de ver um bom espectáculo de machado contra mosquete, mas, para sua grande surpresa, quando lá chegaram viram A estender uma folha a Um.

- Toma lá, não gastes isso tudo. - entregou A.
- Hey, eu tenho menos! - queixou-se Um.
- Que lata, sou eu sempre a dar o papel! Além do mais da última vez eu fiquei com uma folha quadriculada!
- Ok, ok vamos lá despachar isto. Vais sofrer seu cretino!............. Tens uma caneta que me emprestes?
- Grr... Outra vez? - disse A estendendo a mão. - Toma.
- Agradecido. Estás pronto?
- Força.


Um e A começaram a escrever maniacamente nos seus pedaços de folha. O céu tornou-se negro e relâmpagos começaram-se a ver ao longe nas montanhas. Perante o assombro dos Bolachinenses espectadores, Um transformou-se numa sardinha e do lado contrário ao da estalagem apareceu um exército de pinguins esfomeados que marchavam na direcção dele.
De entre as nuvens negras apareceram centenas de succubus que, em voo picado, começaram a açoitar os pinguins com chicotes de cabedal, obrigando-os a parar para recuperar. Em seguida, um herói a cavalo com um turbante negro na cabeça dirigia-se de adaga em punho pronto a desferir golpes para eliminar os restantes pinguins, no entanto, assim que chegou perto daquele aparato todo, desceu do cavalo e começou a tirar maçãs de um saco que trazia às costas. Além do mais, o seu punhal era larilas e tinha uma imagem da hello kitty.

- Hey, tinha nada! - protestou Um.
- Hahah, cala-te e escreve mas é.

Enquanto o cavaleiro do turbante usava o punhal para descascar as maçãs, os aldeões do reino de Bolachinhas começaram a tornar-se todos cinzentos e verdes e mal cheirosos e lentamente começaram a dirigir-se para A gemendo «Braaaaaaains.........». A começou a ficar lentamente rodeado e a entrar em pânico, mas vindos do chão e fazendo barulhos como «pop» e «flop» e «plim» começaram a aparecer couves e maçarocas de milho que choviam fogo e manteiga quente para cima dos zombies que se dirigiam para A, que recuperou a calma. O restante dos habitantes de Bolachinhas, que consistia agora em alguns membros podres dilacerados pelo chão, foi devorado por trepadeiras que emergiram do chão de entre as couves e voltavam a mergulhar novamente como golfinhos a um ritmo alucinante. Cada cadáver que cada trepadeira comia dava mais energia a cada um dos lobos, que, a ritmo acelerado, apareceram do meio da floresta e desenhavam no chão um rasto de saliva que apontava para o sítio onde A estava.

- Sempre os malditos lobos... - disse A subconscientemente enquanto escrevia.
- Safa-te lá dessa, quero ver... - respondeu Um.

Uma nave espacial em forma de disco desceu do céu a uma velocidade espantosa e aterrou sobre os lobos deixando-os atordoados. De lá de dentro saiu um extraterrestre vermelho com um DVD na mão e, usando-o como arma, começou a esquartejar as gargantas dos lobos sem dó nem piedade. Os lobos estavam todos a cair por terra quando, de repente, aparece um agente da PJ que intercepta o extraterrestre e lhe pede a licença de porte daquela arma de destruição maciça. O extraterrestre vendo-se encalacrado, tira uma sardinha voadora das suas costas e voa para longe. O agente da PJ em seguida ajusta o seu farto bigode com os seus dedos gordos e dirige-se a A para o algemar.

- Bolas, tu és bom... - disse A.
- Ainda não viste tu nada!
- Imagino que esteja na hora do golpe de despero...
- Sim, já cá faltavam os meteoros - disse Um metendo um balde na cabeça - manda-os vir.

O chão começou a tremer e o céu ficou vermelho da cor do fogo. Milhares de enormes cometas e meteoros irromperam do céu e começaram a correr furiosamente em direcção ao solo. Quando os primeiros encontraram o chão, apareceu por trás de A, sem que este visse, uma imponente figura negra com um capuz que lhe cobria algo que nunca ninguém vira. Um pequeno toque da sua gélida foice foi mais que suficiente para fazer A cair morto no meio do chão, hirto como a pedra da sua lápide que surgiu imediatamente.

- YEAH! - gritou Um feliz - Ganhei de novo! Obrigado por me vires ajudar, Morte.
- Sempre às ordens. Quero dizer, não... Foi a última vez enquanto não me pagares. Ainda estou em greve.
- Ah, sim... Sobre isso....

Um rabiscou qualquer coisa no seu papel, fazendo o Morte desaparecer.

- Chato. - olhou em volta observando a impressionante chuva de fogo e consultou o relógio - Pois é, pois é, cá estamos....... Porra, o Alfa está demorado desta vez... Bem, vou-me divertir enquanto...

Montando o cavalo de Midsat, que ainda estava a brincar com a sua adaga da hello kitty, Um lançou-se para o meio da floresta em chamas, tentando desviar-se ao máximo das rochas ardentes que caíam dos céus. Eventualmente foi apanhado por uma da qual não se conseguiu desviar e, sem tentar sequer fugir, morreu ali incinerado.



Algumas horas depois, no topo da mais alta torre do castelo, Alfa levantou-se da cama ainda de boxers e olhou os campos e florestas do castelo, negros da cor do carvão. Do céu choviam os últimos rochedos e havia fumo e cinzas por todo o lado. «Que putos estes gajos...» - pensou - «Será que grito?»


- TODOMÉ!!!!!!!! - gritou ele do varandim com toda a força que os seus pulmões lhe permitiram.







- Então, que querem jantar desta vez? - perguntou Um.
- Quem ganhou afinal? - perguntou Alfa.
- Foi ele, para variar. - respondeu Um apontando para A - Que se come?
- Eu voto nas panquecas. - disse A - Comida de vencedores!






Havia uma vez, num reino chamado Bolachinhas, longínquo em distância e tempo, três heróis que viviam numa estalagem de madeira a cair aos bocados. Para grande infelicidade desses três guerreiros, o chefe dessa estalagem todos os dias servia panquecas para o jantar.
- O que temos para o jantar? - perguntou o guerreiro A.
- O mesmo que temos todas as noites... - respondeu o guerreiro Alfa.
- Panquecas... - sorriu o guerreiro Um - com tomate.
- Raios. - respondeu A.

A vida era pacata naquele reino.