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terça-feira, abril 22, 2008

Lunático Enfrenta Monstros da Nª Dimensão

Sonho de 15 para 16 de Abril

As coisas não estavam a correr nada bem neste primeiro dia de aulas, no que parecia ser um regresso à secundária.

Primeiro, a professora tinha ficado com má impressão minha. Uma colega contou-me que ela tinha-me feito umas perguntas sem que eu respondesse. Não a estava a ignorar! Estava simplesmente distraído a montar uma caneta que se tinha desmanchado, ao cair ao chão.

Depois, toca o alarme de incêndio. Não era, porém, de fogo que se tratava. Assim que saímos do pavilhão, seguindo o plano de evacuação ordeiramente, fomos atacados por cobras gigantes! Aqueles verdadeiros leviatãs saltavam de um lago, que estava no centro do átrio, e abocanhavam alunos, professores e funcionários arrastando-os para dentro de água.

Tal como aos outros, a minha primeira reacção foi entrar em pânico. Mas comecei-me a sentir um cobarde por nada fazer para ajudar. Fui, então, tentar puxar da água os pobres coitados que tinham sido apanhados pelos enormes répteis. Muitos já tinham sido levados para as profundezas, mas os que resistiam aos puxões, à superfície, podiam ainda ser salvos!

Consegui arrastar para terra uns três ou quatro, entre eles a colega que referi anteriormente. As cobras ainda os tentaram recuperar, saltando cá para fora e atirando-se à gente, mas conseguimos-lhes escapar!
Fechámo-nos no pavilhão de onde tínhamos saído inicialmente e onde toda a escola, ou os sobreviventes digamos, agora se encontravam.

Não foi com espanto que reparei que o seu interior estava totalmente mudado (este tipo de coisas acontece habitualmente nos meus sonhos). Portanto, em vez de uma divisão cuja única mobília era uma mesa e uma cadeirinha para a contínua, estava um celeiro com montes de palha e tudo. Mais adiante, no que antes seria o bar, devia estar um estábulo pois ouvia-se, de vez em quando, o relinchar de cavalos vindo de lá.

Entre toda aquela gente, um careca vestido de branco, como um cientista, chamou-me à atenção. Ele andava de um lado para o outro e parecia estar a chorar. A dado momento, solta um grito:
- Aaaaaaaai! A culpa foi minha!

Ficámos todos a olhar para ele, à espera que se descosesse.

- Se não tives-- Agora não interessa! Temos de fazer algo! Tu! – diz, apontando para mim.
- Eu?
- Sim, tu! Vem comigo! Com a tua ajuda conseguirei avisar a velha das cabras!

Avisar a velha das cabras? Não entendi o que ele queria dizer com aquilo, mas tive a certeza que envolvia destruir aquelas cobras demoníacas. Portanto, alinhei.
Fomos ao estábulo e, depois de cada um de nós ter montado num cavalo, saímos dali a galope. Os monstros marinhos nem nos tentaram atacar. Àquela velocidade também não teriam grandes hipóteses de o conseguir. Fora da escola, em vez de estrada, carros etc., estava uma densa floresta.

Vi lá alguns colegas do secundário, entre eles membros da BAU, a combaterem ferozmente basiliscos e outros monstros. Nos céus voavam enormes pterodáctilos. De vez em quando, um descia a pique apanhando uma vaca de uma manada que ali pastava.

Chegámos a uma casa cujos muros não estavam rebocados, vendo-se os tijolos.
- Oh velha!! – chama o mal-educado do careca.
Mas, em vez da velha, aparece o *TAN-TUN-TAN-NUN-NAAAAAAN* Barata montado num caracol gigante (eu sei, para quem já jogou Golden Axe isto não é nada de novo)!

Travou-se um imenso combate! O Barata ataca-nos com o seu caracol, que disparava raios eléctricos das antenas. O cavalo do careca leva logo com um e cai inanimado no chão. Mas o “dono” levanta-se de imediato e, agora com uma espada nas mãos, ataca o gigante molusco!
Tudo isto enquanto que o nosso velho conhecido Barata cantava a plenos pulmões:
- Caracol é um bicho! Que desliza no orvalho!...

Por entre a cantilena do nosso adversário, o careca grita-me:
- Vai chamar a velha das cabras! Despacha-te antes que seja tarde demais!

Obedeci, mas não se encontrava ninguém dentro de casa. E devo dizer que, por dentro, até que era bastante luxuosa. Um verdadeiro palacete, quem diria! Havia um estranho pormenor, porém. De dentro de uma porta fechada à chave emanava uma luz branca. Estava decidido a abrir aquela porta e descobrir o que era aquilo! Talvez a mulher lá estivesse.

Fui à janela para avisar o cientista, mas já lá não se encontrava. Nem ele, nem o B. e nem as montadas! Que estranho… O céu escurecia rapidamente. Uma sinistra nuvem negra aproximava-se cada vez mais… Esperem! Não era uma nuvem… Mas sim…
Milhões de cobras aladas com cara de poucos amigos!! E pareciam ser aquelas que nos tinham atormentado na escola!

Compreendi que a minha única hipótese era abrir aquela porta! Mas como? Da janela reparei que a espada, com que o carecovsky lutava, tinha ali ficado. Fui lá buscá-la e regressei rapidamente! Após umas quantas cacetadas, consegui quebrar a maçaneta. Com a porta aberta, sai da tal divisão um exército de cabras bípedes armadas com variados tipos de machados!

Uma grande batalha se sucede entre os lagartos voadores e os caprinos! Os últimos saem vencedores e regressam a casa visivelmente contentes, cantarolando o Hino da Alegria em vários tons de “beeé” e “baaaá”.
Nem um único monstro tinha sobrevivido naquele combate final! Missão cumprida! Tinha salvo o Mundo de Slumberland! O final perfeito para este sonho seria eu regressar à escola e pregar um beijo na miúda mais gira que me aparecesse à frente!

Pena não se ter passado assim… Fui corrido pela dona da tal casa à vassourada, que entretanto tinha chegado das compras.

sábado, abril 12, 2008

Onde estará Wang?

Sonho de 9 para 10 de Abril

Estou a conduzir numa estrada deserta enquanto que, ao longe, o Sol se levanta para um novo dia na Slumberland. Farto do som monótono do motor, ligo o rádio e uma música em sintetizador, digna de um filme de suspense, ecoa dando ritmo a esta cena e às que se seguem.

A dado momento a estrada deixa de estar deserta pois, à minha direita, umas 20 pessoas acompanham o andamento do meu carro, umas correndo, outras rebolando.
Na faixa à esquerda aparece o Sonic a tentar me ultrapassar, mas não o deixei!

Competimos, ainda durante um bocado, a uma vertiginosa velocidade. E o malandro do ouriço-cacheiro azul, a certa altura, teria me ultrapassado porque apanhou aquele power up dos sapatos. Mas o azar bate-lhe à porta! Um camião aparece, a poucos metros, em sentido contrário. O seu condutor? Robotnik, é claro! A mascote da Sega teria perecido por baixo dos pneus daquela juguernauta mecânica (ou perdido os seus anéis), mas!

Mas! Vindo dos céus, o Barata, com uma hélice de helicóptero montada nas costas, agarra o Sonic e eleva-se no ar mesmo a tempo, salvando-o!
Robotnik ejecta-se do camião, numa cápsula voadora, e persegue os outros dois.

Trava-se uma batalha espectacular no céu! Batalha a que não pude assistir com atenção, porque, como sou bom condutor, nunca tiro os olhos da estrada!
Raramente. Houve aquela vez em que deixei uma velha esticada na passadeira…
Mas tirando isso!... Hum. Também já dei cabo de outras duas, entretanto… quatro aliás! Eram duas grávidas. Cinco mortes, em várias horas de viagem, até que nem é assim muito mau!
Se bem que também, numa vez, quando as crianças daquele infantário de Vale de Nespereira… A culpa não foi minha! Foi das encarregadas, caramba!

Bem, já chega de humor negro neste post. Continuando:
Durante alguns instantes, viajei calmamente. Reparei que o Sol parecia estar a ser descascado por uma faca invisível, como uma laranja. Depois da casca cair, o Sol torna-se na Lua e, de repente, anoitece.

A música em sintetizador acaba e dá lugar a uma orquestra maluca e desafinada. O carro acelera desenfreadamente, sem que eu tivesse algo a ver com isso! Aqui apercebo-me que estou num sonho e sei que irei acordar antes de me despistar ou bater. Mas não acordei! O carro despista-se mesmo, mas vai dar a outra estrada, entretanto. A música acaba e dá, novamente, lugar ao sintetizador do John Carpenter. Tudo tinha acalmado.

À minha frente, não muito longe, estava um cruzamento de estradas. No meio encontrava-se um homem, que parecia estar em trajes tradicionais chineses.
- É ele! – exclama um chinês, que estava sentado no banco de trás.
- Hei! D’onde é que tu vieste?! – perguntei, assustado.
- Olha mas é para a frente, para não te despistares outra vez.
Segui o seu conselho. Mas, o tipo que estava lá fora desapareceu e deu lugar a um polvo gigante! Ou isso ou transformou-se ele próprio no cefalópode!
Ponho-me então a subir, com o carro, por um dos tentáculos do invertebrado em questão e ele, chateado com isso suponho, atira-nos ao ar.

Não nos chegou a pôr em órbita, isto porque ultrapassámos a zona de maior influência gravitacional da Terra e seguimos em frente, pelo espaço fora.
Man! O espaço sucka! É uma seca, porque não se pode acelerar e temos de andar sempre naquele ritmo pachorrento. Para além do mais, só passa pimbalhada na rádio. Sigam este meu conselho: não saiam da Terra! Nem estações de serviço parece ter!

Irritado desliguei o rádio. O chinesola, lá atrás, abre a janela e começa a chamar pelo seu amigo ilusionista: “Wang! Wang! Onde estás?”.
Em resposta, começa-se a ouvir algo… Seria o tal de Wang? Hum. Não. Não parece uma voz humana. Parece mais… um baixo eléctrico? Sim. E interrompido de vez em quando por uma guitarra e pratos de choque. Afinal há Rock no espaço? Ou virá isto da Terra?

É da Terra que vem, sem dúvida. Mais especificamente do meu quarto. A aparelhagem toca, transportando-me para mais uma manhã no Mundo Real.


Não tenho sonhado desde então, portanto vou fazer uma pausa nesta série.
Vou ver se consigo arranjar qualquer coisinha para postar segunda, vamos ver.


P.S.: Kin-Fo, se é que lês o Imperialium, acho que vi o Wang para aqueles lados de Oríon.

P.P.S.: Já me esquecia: o Robotnik é derrotado com a ajuda de Francisco Louçã, que aparece numa Estrela da Morte e atira-lhe com as peças do Tetris em tamanho gigante.

quinta-feira, abril 10, 2008

Homem-Aranha VS Sócrates

Sonho de 5 para 6 de Abril

Quem já não viu cenas de um debate na Assembleia da República? Pois bem, sonhei exactamente com isso neste fim-de-semana. E até foi bastante fiel ao que costuma acontecer nesses debates, tirando um pormenor ou outro. Como o cabelo do nosso Primeiro-Ministro: uma afro de fazer inveja ao próprio Jimi Hendrix.

Vou, então, relatar o que se sucedeu, nomeadamente os diálogos entre os líderes da oposição e do governo:

Peter Parker (Presidente da Assembleia, assistindo a tudo de cima, pendurado numa teia): Senhor deputado Santana Lopes.

Santana Lopes (Líder do PSD): Senhor primeiro-ministro, senhores deputados, senhores funcionários, senhores seguranças, senhores jovens estudantes que estão cá a assistir, senhores professores que trouxeram os jovens senhores, senhoras deputadas, senhoras contínuas, senhoras, senhora ministra Maria de Lurdes, senhor Barata, …

Peter Parker: Seja breve, senhor deputado!

Santana Lopes: Com certeza, senhor Presidente Homem-Aranha. Senhor Presidente Homem-Aranha, senhores alienígenas que estão a raptar o deputado Francisco Louçã, senho-*TWIP!*

(Twip: teia lançada para a boca de um deputado)

Peter Parker: Senhor deputado Paulo Portas.

Paulo Portas (Líder do PP): Senhor primeiro-ministro, permita-me dizer que, para além de ser uma verdadeira besta; uma sanguessuga arrogante e abixanada; um defensor de barbas e sacos azuis; e um diabólico servo do mal…!, o senhor é uma pessoa extremamente elegante, com um fantástico gosto e sempre na moda.

José Sócrates (Primeiro-Ministro): Senhor deputado, vejo que reparou no meu novo penteado. Estou-lhe agradecido pelo seu comentário apreciativo. Pena que, nos dois anos que esteve no governo, não tenha conseguido tal feito.

Ouvem-se risos na bancada do PS e alguns “Ah, pois!”.

José Sócrates: Mas digo-lhe mais, senhor deputado! Daqui a 15 dias, todos os elementos do nosso governo usarão afro! E, daqui a um ano, (começando a fazer gestos à Hitler) todos os portugueses terão este penteado!!

Eis que explode um enorme aplauso nas bancadas do Governo e do PS, perante o ar assombrado da oposição.
PP, líder do PP, sem saber mais que fazer, acena com uma bandeira branca e senta-se, entristecido.

PP (Peter Parker): Senhor deputado Francisco Louçã.

Deputado qualquer do BE: Ele não está cá agora… Foi raptado por dois alienígenas.

Peter Parker: Hum… Senhor deputado Jerónimo de Sousa.

Jerónimo de Sousa (Líder do PCP): Senhor primeiro-ministro, dói-me a alma ao ver um partido de esquerda governar Portugal ditatorialmente!
Fazer da GNR uma Gestapo? Usar propaganda para demover as massas? Desrespeitar o direito à manifestação? Reprimir a oposição, enviando os ministros Luís Amado e Mário Lino, vestidos de homenzinhos verdes, para simular que os marcianos nos raptam? Onde é que já se viu isto numa República Democrática?!
E isto sem referir a ASAE, que fecha tudo por onde vai, só por causa de um ratinho ou dois! O seu autoritarismo…

Subitamente, uma mão eleva-se de debaixo da bancada do PCP e agarra, ferozmente, Jerónimo pelo pescoço.

JdS: *Cough!* Mas o que é isto?!

Dono da mão: Ah! Ah! Ah! Etc.

JdS: *Gulp!* Tal como dizia, o seu autoritarismo, senhor primeiro-ministro, provocará a sua queda. O povo insurgir-se-á, tal como o fez antes! *Cough!* (sendo puxado para baixo da mesa pela tal mão) Para além do mais, esse penteado fá-lo parecer um totó… *TUM!*

(Tum!: deputado a ser posto KO, com uma cacetada, sem que ninguém repare)

Santana Lopes (arrancando a teia que tinha colada na boca): Destruir!

E dito isto, começa a estrangular o colega do lado, ao mesmo tempo que faíscas saltam do seu nariz e boca.
Enquanto que muitos tentam socorrer o deputado atacado, o Presidente da Assembleia confessa estar entediado.

Peter Parker: Bah! Ainda falta uma hora e tal… (no entanto, ocorre-lhe uma ideia) Oh, pê éme, que tal jogarmos aos matu-tazos?

José Sócrates: Ná. Já ‘tou farto disso, senhor Presidente.

Peter Parker: Pois, pois. Tens é medo que use o meu mega tazo e que tos vire todos!

José Sócrates: Eu? Medo?! ‘Bora lá, então!

Homem-Aranha contra Sócrates! Quem ganhou neste duelo de discos de plástico que saíam nas batatas fritas, há mais de 10 anos atrás?
O trepador de paredes, super-forte, super-ágil e super-coiso?
Ou o político mega-arrogante, ultra-vaidoso e com hiper-mau feitio?

Na realidade nenhum dos dois pois, antes de começarem, o Louçã aparece com um light saber e grita: “Debandada!”. Após isto, uma manada de Louçãs e alguns animais selvagens irrompe pelo Parlamento a dentro, atropelando tudo e todos.


“Onde estará Wang?”: Sábado, 12 de Abril

terça-feira, abril 08, 2008

O site oficial da Fula demora muito tempo a carregar

Sonho de 1 para 2 de Abril

Estava a jogar MKII contra o Barata (na realidade, não me lembro de quem era, portanto vamos supor que se tratava dele), quando, inesperadamente, sou sugado para dentro do jogo. Fugi da zona de combate o mais rápido que pude, para não acabar por levar com uma bola de fogo do Shang Tsung (era a personagem do B.). Mas, depois de atravessar aquela ponte azul, o sonho torna-se num verdadeiro pesadelo!

Todas as personagens do jogo estavam a ser massacradas por onigiris, que voavam contra elas, provocando uma confusa explosão de pixeis e arroz. Nem o Kintaro parecia estar a resistir a este grotesco ataque!

Tentei passar despercebido para o seguinte cenário, talvez por lá as coisas estivessem mais calmas. Qual quê! Sou visto, de imediato, por um dos bolos kamikazes que devia estar a guardar a zona. Tive, ainda, força nas pernas para conseguir fugir e chegar ao cenário do portal inter-dimensional, guardado por dois monges.

E eles bem que estavam entretidos… a destruírem onigiris! Um deles disparava óleo Fula, directamente das mãos, e o outro incendiava-os. Por entre gritos agudos, à la aranha rainha do filme Aracnophobia, as bolas de arroz japonocas iam perecendo fritas, sob os poderosos ataques dos monges.

Com que bom aspecto ficavam! Estava a pensar em dar uma trinca numa, quando um deles exclama:
- Atravessa o portal! Rápido!

Aqui hesitei. Estive mesmo vai-não-vai para voltar atrás e apalpar a Mileena (sempre o quis fazer!), antes de seguir o conselho dos monges. Mas eles eram telepatas! E, na minha mente, mostraram-me como ela é sem máscara.

Do outro lado do portal, o exército americano guerreava com uma tribo de índios, no que parecia ser o pico da Serra da Estrela. Sim, o exército contemporâneo dos EUA contra índios do século XIX. Mas, as armas usadas eram os braços e as munições bolas de neve (ou de arroz, disfarçadas).
Os amerikansky estavam chateados. Deviam estar a perder. Queixavam-se muito que os seus adversários metiam pedras nas suas bolas de neve e, por isso, causavam mais baixas.

- Querem jogo sujo, é? – gritou, então, o chefe dos americoviques para os índios (estranhamente, em português).
Mal acabou a frase, assobiou e, logo de seguida, uma quadriga com cavalos alados atravessa os céus. A determinada altura, deixou cair um bidão onde estava escrito “Little Boy”.

Compreendi o que ia acontecer e teria, imediatamente, atravessado o portal de novo, para me pisgar. Mas ele já lá não estava! Vi, então, com terror o bidão a cair. Assim que tocou no chão, um clarão enorme me fez cerrar as pálpebras e… acordei.
Mas, estava paralisado! Apenas conseguia mover os olhos! Quando olho para baixo, vejo uma xamã índia, sentada a meus pés, a comer um onigiri. Ao reparar que olhava para ela, a velha cessa o mastigar e solta uma gargalhada tão estridente como malévola:
- AH! AH! AH! Etc.

A seguir a isto, acordei de facto. Ainda não eram 6 da manhã, portanto voltei a adormecer. Não sonhei mais nessa noite.


Quinta-feira, dia 10 de Abril: Homem-Aranha VS Sócrates

sexta-feira, abril 04, 2008

Oito Ases e Boom, Head Sh--

Sonho de 30 para 31 de Março

- Oh Barata! Despacha-te que a gente vai começar!

Um alçapão abre-se e, de dentro, sobe um homem como que vindo num elevador.

- Já vai, já vai. – responde ele, com um ar carrancudo.

Em seguida, senta-se a uma mesa onde estavam mais três pessoas, incluindo eu.
Íamos jogar à bisca, mas com umas regras algo diferentes. Um cesto encontrava-se no centro da mesa e, dentro deste, estavam as 40 cartas espalhadas e voltadas para baixo.
De lá tirávamos o nosso jogo, um de cada vez. Depois de se começar, era do mesmo cesto donde se biscava, obviamente.

Os meus companheiros de cartas, tirando o Barata, eram diferentes a cada momento que olhava para eles. A mulher que o tinha chamado ora era uma morena e jovem adulta, ora uma “setentona” de cabelos brancos.
O outro indivíduo, à primeira vista, era um membro dos KKK, com fato de fantasma e tudo; a segunda vez um pirata; e, quando tirei os óculos para os limpar, ele tinha o aspecto de uma centopeia gigante.

Agora vou-vos narrar o jogo, ou pelo menos o que aconteceu de mais interessante, nele.

Ah não! Falta descrever o Barata!
Afinal ele é o herói do sonho, merece ser descrito! Senão louvado, recordado, homenageado com odes, hinos, cantando os seus feitos heróicos e fantásticos! Como fazer batota e sair ileso! Pois bem, foi exactamente isso que aconteceu.

A dada altura caem dois ases de ouros na mesma jogada: um da mão do B. e outro da M/I. Ambos começam a discutir e o outro indivíduo, que agora estava transformado num brócolo de 1,7 m, mete-se entre eles para evitar pancadaria.
Naquele reboliço todo, o nosso amigo Barata deixa cair da manga os 3 ases dos restantes naipes. É claro que, depois disto, só se poderia resolver esta situação de uma maneira: Paintball!

A casa onde estávamos, uma antiga e luxuosa mansão, depressa se tornou num campo de batalha.
Aqui é que as peripécias se apresentam um pouco vagas na minha memória. Sei que o “Transformer” desapareceu. Isso ou então transformou-se numa parede, para não ser apanhado no fogo cruzado.
Quanto à Morena/Idosa levou um tiro à queima-roupa do B.
Eu lá me safei de uma granada de tinta e até tive a hipótese de ganhar, depois de uma longa perseguição. Suspenso num candelabro e sem ser visto, cheguei a ter a cabeça do batoteiro mesmo no centro da mira da minha Riffle.

Estava a um dedilhar de ouvir aquela voz grave, vinda do firmamento, a exclamar “Head Shot!”, quando sou acordado pelo despertador da aparelhagem para mais um dia de aulas.

Lunático has left the dream.
Barata was victorious!


O próximo “Sonho de Um Lunático” será publicado terça-feira, dia 8 de Abril. É provável que comece uma série de posts diferente, neste fim-de-semana. Vou tentar, mas não prometo nada.

quarta-feira, abril 02, 2008

Pelo Tibete!

Sonho de 26 para 27 de Março

Tenho-vos reservado um par de sonhos ainda mais estranhos, desta vez.
Alguns dos meus vizinhos estavam a subir um escadote e, de lá de cima, atiravam-se de maneira a aterrarem sentados numa poltrona que lá estava.
Eu tenho a impressão que também o fiz uma vez, mas depois fui me sentar noutro sítio, a construir um engenho explosivo para fazer um atentado terrorista (a favor do Tibete, claaaaaro!).

E, de facto, explodi com qualquer coisa, agora o quê… Acho que era uma casota de um cão. Mas, antes que os direitos dos animais me venham chatear, a casota devia estar vazia, porque não me lembro de ver algum cão ou restos mortais do que quer que fosse.
Também é possível que eu tenha telefonado ao bicho a avisá-lo do atentado, como fazem os membros da ETA.


Sonho de 27 para 28 de Março

Estava a dar um jogo de futebol na televisão e, numa determinada jogada, dois adversários pegam-se e começam a lutar boxe. Literalmente!
Eles não estavam só à tareia, estavam mesmo a lutar como dois pugilistas num ringue.

Um deles, então, faz uma combinação de socos, que o adversário não consegue defender, acabando por recebê-los todos na cara. E acaba com um cruzado, deitando o jogador da equipa adversária por terra.

Quanto ao árbitro e aos outros jogadores, deviam estar estupefactos com a situação, pois ninguém interveio. Só após o K.O. é que foi mostrado um cartão vermelho ao vencedor.
O jogador em questão ainda refilou, como se tivesse alguma razão, mas depois lá abandonou o campo.

Curioso que, antes de sair, ainda foi cumprimentado por um dos seus adversários.

Mudou-se então de canal e, não é que aí também estava a ser transmitida uma cena de pancadaria em directo?
Era um dos meus vizinhos que estava a levar porrada da grossa dos seus irmãos mais novos. Mas mesmo da grossa! Neste combate tudo valia, menos arrancar olhos. Viam-se pontapés, murros, joelhadas, arrastar a cara do “adversário” no alcatrão (sim, eles bulhavam na rua) e mais um grande número de técnicas vindas de diversas artes marciais.

O mais caricato de tudo, é que todos se riam como se fosse uma simples e alegre brincadeira. Principalmente quem estava a levá-las!

Bem, após tanta violência, espero que o próximo sonho seja mais pacífico.


"Oito Ases e Boom, Head Sh--" será postado sexta-feira, dia 4 de Abril.

segunda-feira, março 31, 2008

Barcos, Pés e Nespereiras

“I get the sense of it, I just don’t understand it”, Nigel Tufnel

Eu sou preguiçoso. Muito preguiçoso. Vou me aproveitar do facto de ter sonhos absurdos para fazer uma série de posts.
E eles não vão ser cómicos, antes pelo contrário, serão dramáticos! Pois, é dramático ver o quão cheché eu sou para a minha mente criar coisas destas, mesmo que seja durante o sono.

Fica aqui já o aviso, se quiserem algo com lógica, nem que seja muito pouca, não encontrarão neste post. Senão, sejam bem-vindos aos Sonhos de Um Lunático!


Sonho de 25 para 26 de Março

Não me lembro de como este começou exactamente, mas sei que a dada altura fui dar comigo num cais, pois lembro me de estarem lá barcos atracados.
Depois, por um motivo qualquer, comecei a afastar-me dali com a companhia de duas personagens estranhas.

Uma, que caminhava uns dois passos mais à frente, era uma mulher de meia-idade. Não a consigo descrever muito bem, pois também não lhe prestei grande atenção, com a excepção dos seus pés e já vou explicar porquê.

A outra personagem, que caminhava a meu lado, era nem mais nem menos que o Clint Eastwood! Este tinha uma caçadeira em sua posse e, quando já nos tínhamos afastado do cais e entrado numa espécie de deserto, começou a disparar em direcção dos pés da tal mulher.
Não me pareceu que ele quisesse que ela andasse mais depressa, (se assim fosse, também não o teria conseguido) mas sim testar a sua pontaria ao tentar rasar o mais possível os pés da mulher, sem a ferir.

Quanto à reacção dela, parecia estar a ignorar o que se passava, ou então a não dar importância alguma, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Houve, porém, o curioso pormenor de ela hesitar dar um passo, a dado momento.

Após isto, não sei o que aconteceu. Imaginem que se sucederam batalhas épicas contra Ursos Sioux em Álcacer-Quibir, pronto.

Para o fim, recordo-me de estar envolvido num tipo de ritual estranho, que envolvia uma refeição… Ou isso ou uma pausa a meio para o lanche.
Seja como for, era um tipo de ritual diário, e tenho a impressão que metia soldados de brincar (daqueles pequeninos) com tanques e tudo.

Quem também fazia parte desse ritual era uma mulher de meia-idade, outra que não a dos pés quase-alvejados. É ela a protagonista do final deste sonho (e daí...).
Tudo começou numa conversa, a qual não me ficou gravada na memória. Mas lembro-me que, de repente, ela compara o assunto de que falávamos a um episódio da vida do seu pai, em que ele tinha sido alvo de inveja dos vizinhos.

E porquê? Porque todos os outros não conseguiram arranjar um meio de evitar com que as suas nespereiras caíssem (devido a um problema gravitacional na zona, ou assim...), excepto o pai da dita mulher, que a tinha mantido erecta com o auxílio de uns arames fixados aos muros de casa.

- Ele conseguiu-o com a ajuda de 4 ou 5 homens e, mesmo assim, demorou um dia inteiro! – diz o meu pai, entrando no sonho, de repente, e atropelando todas as suas personagens, pondo-se em fuga logo de seguida.

E assim acabou o meu primeiro sonho.


O próximo post “Pelo Tibete!” será publicado quarta-feira, dia 2 de Abril, a menos que o Universo imploda.