quarta-feira, junho 23, 2004

Manual de Sobrevivência para a Humanidade

O título diz tudo. Neste post, o qual se tornará certamente num dos mais úteis da história dos Web-Logs, indicarei quais as medidas mais eficazes a tomar, para cada um dos potenciais cataclismos que se seguem, no caso de o Super-Homem não vir a existir nunca:

Invasão extra-terrestre
Toda a gente sabe que a primeira coisa que o extra-terrestre-mor pede quando chega a um soon-to-be-conquered-planet é que o levem ao líder desse planeta.. ora bem, se
a) mascararmos o líder do nosso planeta, seja ele o George Bush, a Angelina Jolie vestida de Lara Croft, ou até mesmo o Pinto da Costa, de Urso e
b) o ensinemos a falar extre-terrestrês, de modo a que possa ameaçar os homenzinhos verdes de serem devorados por nós, uma raça de "seres-ursanos", certamente conseguiremos afastar qualquer ameaça alienígena.

Vulcões
a) Estão a ver a fábrica de cortiça no Alentejo, ali junto a Santiago de Cacém? Lá fazem umas rolhas gigantes, preparadas para qualquer familiar do Etna! Por falar em Etna, os italianos na altura abominavam tudo o que é Made In Portugal, e por essa razão acabaram churrascados! Esperemos que tenham aprendido a lição.

Guerra Mundial
a) Mais vale prevenir que remediar, ou seja, é mais fácil evitar a guerra do que terminá-la depois de começada. Para evitar o começo de uma guerra mundial, umas quantas manifestações hippie e uns cravos ou rosas nos lança-mísseis resolverão o assunto.
b) No provável caso de a guerra ser começada, como consequência do seguimento das medidas da alínea a), basta arranjar uma Rita para sacar uma imperial ao presidente maldisposto. Depois da imperial sacada, o presidente perguntaria quanto tinha de pagar e a Rita, como sagrada zelosa da Paz, cobraria pelo bico um tratado de Paz para com o resto do mundo. Se o presidente tentasse fugir ao pagamento, a Rita invocaria o contrato por ele assinado antes da imperial, que certificava que o presidente teria de aceitar o pagamento, qualquer que este fosse.

Tsunamis, ondas gigantes, tempestades, cheias, chuvadas, derretimento do gelo dos pólos, banheiras grandes, chuveiros estragados, e outras coisas que envolvam muita água
a) Isto é tão simples que nem valia a pena estar aqui, mas como manual profissional que isto é, cá vai: Guarda-chuvas! Para que a humanidade sobreviva a uma catástrofe das acima mencionadas, basta que cada individuo saia à rua com o seu guarda-chuva aberto! Para isso será necessário um guarda-chuva para cada pessoa, solução somente possível se reabrirem a fábrica de chapéus-de-chuva do Funchal, encerrada depois de ser julgada como um local de tráfico de dicionários.
É claro que nesse caso, a sobrevivência da humanidade estaria dependente da língua portuguesa e dos tribunais, o que seria péssimo, pois não poderemos contar com nenhum destes.
b) No caso da medida acima falhar, podemos sempre recorrer a uma campânula ou uma muralha de esponja inteligente, que absorveria a água quando esta nos ameaçasse. Para isso basta-nos ir buscar a grande esponja perdida de Antlantida. Simples não?

Avalanches
Indícios de uma avalanche: “Ai a neve tãããããããão fofinha.. ai que neve tããããããão branquinha.. ai que eu gosto taaaaaaaanto de neve.. ‘peeeera lá………… ai que calhaus de gelo tão graaaaaaaandes a cair em cima de mim não tarda, fdx deixa cá fugir!! aaarrggghhh!!”
a) Colocar um aquecedor gigante em cada montanha. Com a neve derretida não há maneira de cair pedregulhos de gelo cá abaixo.. Como muita neve derretida gera muita água fria, a solução é construir viadutos gigantes para cada montanha, em direcção ao deserto do Sarah. O sol evaporaria a água. Depois havia muitas nuvens e choveria muito, portanto voltava tudo ao mesmo.. hmmm.. deixem-me pensar.. errr.. metia-se a água toda num foguetão-piscina e atirávamo-lo pilotado pelo Saddam contra o Sol. Víamo-nos livres da água e do terrorista.

Era Glaciar
Anos e anos de temperaturas geladas? Muito simples:
a) Assim que esta época gelada começar, toda a gente deverá correr à worten comprar uma torre igual à do meu computador e uma motherboard e fonte de alimentação idênticas também. Têm de ser o mais parecido possível devido à capacidade de ventilação desta máquina. Se toda a gente comprar pelo menos um conjunto desses, ficamos com pelo menos 6,4 biliões de aquecedores potentíssimos, que gerariam cerca de 25.600.000.000º C, o suficiente para aquecer qualquer tipo de planeta. É possível que existisse falta de electricidade a nível mundial. Mas não tenho nada a ver com isso, a culpa é deste mundo mal preparado!!

Seca ou Incêndios em massa
a) Vede as “Avalanches”. No sítio onde se lê “em direcção ao deserto do Sarah.”, deverá ler-se “em direcção ao local onde existe seca/incêndio.”. Caguem no que diz a seguir.
b) Se por acaso já gastaram o gelo como prevenção das avalanches, podem sempre viajar a Neptuno e fanar alguma água de lá, não se esqueçam é dos garrafões cá na Terra!
c) Caso se esqueçam mesmo dos garrafões, podem sempre usar um foguetão-piscina..

Tornados
a1) Pegar numa das irritantes carrinhas amarelas ao serviço da vigilância das praias em época balnear e percorrer toda a costa portuguesa com um mandato de captura de pára-ventos.
a2) Quando todos os pára-ventos forem reunidos, deverão ser colocados na formação táctica de aproximação ao distúrbio ventoso. Por outras palavras, façam um círculo à volta do dito tornado com eles.

Meteorito em rota de colisão com a Terra
Em todos os filmes em que vai haver um grande impacto de meteoro, a solução ideal é disparar um míssil contra este. Ou então, ainda mais audacioso, viajar até ao calhau em causa, e enterrar lá uma bomba catastrófica como maneira de dizer que nós cá na terra não gostamos de lixo espacial. Se acham que isto resolveria o assunto, enganam-se.
a) Quem iria fornecer o dito míssil ou a dita bomba.. hein?? ah pois.. devem pensar que os EUA têm muito material de guerra.. bem.. por acaso até têm.. mas há um pequeno senão.. se por acaso a.. Coreia sobrevivesse ao impacto do asteróide, que míssil é que os States mandavam para lá? Ah.. pois!! Está claro! Já não tinham míssil, porque foram idiotas ao ponto de desperdiçá-lo contra um calhau voador! O que é que os outros países diriam de tal atitude irreflectida??? Hein??
Ainda se fosse contra o gato da vizinha! Aquela velha irritante possuidora de árvores cujos ramos invadem a propriedade alheia sem dó nem piedade! Um deles inclusivamente entrou-me pela janela do quarto adentro, partindo-a, e ia-me acertando no olho. A sorte é que eu consegui utilizar um cd como escudo. Sorte é como quem diz, um ninho de pássaros que se encontrava pendurado numa folha da árvore conseguiu atravessar o cd pelo furo no centro e foi-me bater no braço, deixando-me uma marca.
Bem, pode ser que agora fique inteligente como o Pitágoras, basta que os meus pés cresçam um pouco. Seja como for, a porcaria do ninho doeu. Não há para aí um míssil guardado? O meteoro pode esperar.. para ver se o raio dos pardais aprendem!
b) (*afinal são duas alíneas) Estou mesmo a imaginar a discussão entre os EUA e a Coreia do Norte sobre quem disparava o míssil. Estava o meteoro a cair, prestes a transformar o planeta num lago de lava, a aniquilar toda a vida existente na Terra, enquanto os EUA e a Coreia debatiam sobre quem deveria atirar o míssil. Faltariam 2 minutos para o impacto e ainda estavam lá eles: "Pois, tu queres que eu destrua o cometa para não te poder atirar com o míssil depois!!!"; "É mentira! Tu queres é o petróleo transportado pelo rochedo!! Seus...... eunucos...... americanos!!!"
c) (*três, peço desculpa) É aqui que entra Portugal!! Faltariam cerca de 40 segundos para o impacto quando o governo decidira que era melhor mandar o nosso homem melhor qualificado num foguetão espacial para meter uma bomba no meteorito. Assim, foi dada uma fisga ao vizinho do Rumba e este foi posto num avião de papel em direcção ao rochedo. O rochedo ia em direcção do puto, que estava lixado, pois esquecera-se de trazer pedras para a fisga. No entanto, o meteorito acabava por bater no aviãozito que o desvia, fazendo-o bater contra Marte. A Terra ficaria salva, mas o puto morreria (YEAH! É o meu manual, eu é que sei!! Muahahah!..) e o impacto do meteoro em Marte destruiria as sondas dos EUA e também a Europeia, fazendo com que vários países por todo o mundo começassem uma guerra mundial contra Portugal! Aquelas máquinas fotográficas evoluídas foram caras!
d) (*quatro) (Hmmm… eu nunca disse quantas alíneas eram…) Com isto esqueci-me do que ia a escrever..

Terramotos
Já se questionaram por que razão o chão não tem tremido cá em Portugal nos últimos tempos? Porque temos a Michelle!! O chão quando vai pensar em tremer, vê o semáforo vermelho e PÁRA TUDO!, esquecendo-se daquilo que planeara fazer. O plano é o seguinte:
a1) O Nerzhul come o nariz à Michelle;
a2) Mascara-se a Michelle de ovelha;
a3) Coloca-se à volta do pescoço da Michelle uma placa a dizer Dolly II;
a4) Manda-se a “Micholly” para a Escócia;
a5) Espera-se uma semana;
a6) Captura-se e envia-se um Urso para a Escócia com um sinal colado na testa a dizer: “Se não clonam umas centenas de Micholly’s, e enviam um clone para cada país, eu ataco-vos a todos. Não se esqueçam de enviar a original para a Sobreda. E de comer muita sopa.”
a7) Espera-se um mês;
a8) Quando a Micholly chegar à Sobreda novamente, tira-se-lhe a máscara e a placa;
a9) O Nerzhul come o nariz à Michelle original várias vezes ininterruptamente;
Depois disto, cada país terá o seu semáforo ambulante, supressor profissional de terramotos.

Ataque de Ursos
a) Mandar um e-mail para aqui a pedir ajuda aos Brigada Anti-Ursos o mais depressa possível. No entanto, devido à burocracia, os BAU poderão tardar em chegar, pelo que enquanto estes chegam e não chegam, o melhor é tomar algumas precauções:

Ataque de Ursos por terra
a) Deverão ser vedadas todas as comunicações do chão natural com espaços verdes, tais como jardins, florestas, canteiros, etc.
b) Deverão ser minados e plantadas armadilhas para Ursos em todos os terrenos circundantes das zonas referidas em a).
c) Se não os conseguirmos vencer, juntemo-nos a eles. Toda a população humana deverá mascarar-se de Urso, para que os atacantes não nos consigam distinguir deles próprios. Contudo, no final das hostilidades, haverá um problema.. nós próprios não saberemos quem é quem. Se calhar o melhor é esquecerem esta alínea.

Ataque de Ursos por mar
a) Se vierem de navio-de-guerra, basta construir uma fisga gigante, colocar um iceberg em posição de disparo, e dispará-lo contra o navio de modo a afundá-lo. Quando este for ao fundo, os Ursos saltarão do barco e nadarão até à costa. Ver alíneas c).
b) Se vierem de submarino, contactem o jardim zoológico mais próximo e apelem pela MD: Máfia dos Delfins. Atenção: Os golfinhos só aceitam dólares americanos.
Em seguida, indiquem aos golfinhos o local da ameaça ursista e deixem-nos trabalhar!! Os golfinhos desactivarão o submarino com as suas mandíbulas, mas não conseguirão derrotar os Ursos por causa da sua retórica e dos seus invariáveis insultos: “Gó-ti-cós!”, de modo que estes sairão do inutilizável submarino e prosseguirão a nado. Ver alíneas c).
c1) Se vieram a nado, deverão ser colocadas metralhadoras em toda a costa do país em causa. As metralhadoras deverão ser disparadas assim que estes começarem a subir pela costa. Sabe-se que os Ursos usam capacetes e armaduras, portanto o melhor é apontar as armas às rótulas das bestas ferozes.
c2) Armadilhas para Ursos, MUITAS armadilhas para Ursos por todo o lado.
c3) Minas anti-pessoais enterradas nas praias também ajudarão. A ETA espanhola deverá ser contactada para esse efeito.
c4) No caso dos Ursos conseguirem entrar nas cidades, a melhor arma contra eles é não ligar nenhum ao que eles insinuam. Mas mesmo utilizando essa técnica, os Ursos são extremamente perigosos, pelo que a ajuda dos BAU será imprescindível.

Todas as catástrofes acima mencionadas, ao mesmo tempo
a1) Arranjar um bunker bem equipado.
a2) Não perder a calma.
b) Rezar.

O autor, aquele que espera que o manual seja de utilidade no futuro,
NZL

P.S.:
Apocalipse
a1) Tiro de Sniper na cabeça do Cristo.
a2) Tiro de Sniper na cabeça do Anti-Cristo.

terça-feira, junho 22, 2004

Pizzaria Filemon

Tiroteio Inicial

Estava eu, numa linda noite de sexta-feira, a vender Bíblias Satanistas de Lavei, quando vejo um tiroteio entre uns indivíduos, por detrás de um Onda preto, e um empregado de uma pizzaria. Assisti ao conflito com alguma precaução. Inclusivamente, pedi ao meu mordomo para comprar um colete à prova de bala à Mercearia do Zé. Dei-lhe uns trocos a mais para me trazer uns fritos e um sumo de laranja. Tirei da minha mala uma cadeira montável e sentei-me a assistir, mas com muito cuidado, sem fazer movimentos bruscos.
Atrás do Onda estavam três asiáticos, um tinha uma carabina, o segundo um lança-chamas e o terceiro uma bazuca. O entregador de pizas estava terrivelmente armado com uma caneta sem carga e papel. Bolas pequenas eram disparadas perigosamente contra os pobres dos asiáticos. Um deles dizia para o outro: “Eu bem te disse para trazermos mais armas, que isto ia ser difícil. Ninguém me dá ouvidos!”. Mas isto em inglês, claro! Toda a gente sabe que os asiáticos falam inglês uns com os outros, ou pelo menos é o que se aprende nos filmes.
E então, o que se mais esperava, aconteceu. O entregador de pizas dispara uma bola que acerta mesmo em cheio no olho do gajo da carabina. Este, aflito, dispara ao acaso e acerta no pé do companheiro, que deixa cair o lança-chamas. O lança-chamas ao cair dispara e sai uma labareda contra o indivíduo armado com a bazuca. Este, surpreso pelo ataque dos amigos, dispara a bazuca contra eles. A explosão matou os três e destruiu o carro.

Entrada na Máfia

Admirado, perante a técnica de combate do entregador de pizas, congratulei-o e perguntei-lhe se ele queria comprar uma Bíblia. Ele olhou para mim repugnado e disse “Bah! Se achas que ao vender Bíblias de Lavei és mau, é porque és um cromo do caraças!”. Eu, insultado, respondi: “Hey! Não me julgues mal! Eu costumo riscar os carros da bófia, espancar pedintes à porta do Incontinente, roubar carros na zona do Feijó, vender Cocaine Glue ao Ferro Rodrigo, violar freiras e matar Filisteus!”. Desta vez o “Piza Boy” olhou me com respeito. “Ah, sendo assim, peço desculpa. Quanto é que custa cada exemplar?”. “Vinte e cinco Euros, mas ainda levas um CD do Alice Cupa”.
E então, devido a esta pechincha, o “Piza Boy”, cujo nome era Luigi, achou que eu tinha jeito para o negócio e quis que eu fosse falar com o seu patrão, o sr. Filemon. Este, para além de ser o dono da pizzaria onde Luigi trabalhava, fazendo as suas entregas, era também cabecilha de um gang (se “gang” não for masculino, a culpa é do Word) denominado Filemon’s Gang. Este gang organizava-se nos estabelecimentos da pizzaria.
O Luigi falou da minha técnica para o tentar convencer a comprar a Bíblia de Lavei ao Filemon. Este não se mostrou muito impressionado, mas quando lhe contei que o suposto CD de Alice Cupa era de Tony Carteira, ele apreciou o meu jeito para negócios. O Luigi é que fez cara de poucos amigos…
E foi assim que entrei para a Máfia Italiana em Portugal, como Filemon’s Gangster. O chefe contratou-me de imediato para negociador e, mais tarde, para assassino, pois apercebeu-se que eu tinha jeito para disparar bolas de papel com caneta sem carga.

Primeira Missão

Como primeira missão, para testar as minhas qualidades como assassino, o chefe mandou-me verificar se um tal de Lin Chung estava mesmo morto, no seu funeral, ou se era fictício.
“Aquele gajo é um chato! Já fingiu ter morrido, pelo menos, umas 7 vezes nestes últimos 20 anos. Mas só que eu não sou parvo e desta vez quero ter a certeza”, disse Filemon. “Por acaso ele tem alguma coisa a ver com os asiáticos que disparavam contra o Luigi no outro dia?”, perguntei eu. “Claro! Eles pertencem à Máfia Chinesa em Portugal. E não reparaste no carro? Eles só usam Ondas. Eles só usam marcas do país deles”. “Mas a marca Onda não é japonesa?”, disse eu. “Então devem ser japoneses… Bah! Japoneses, chineses, tailandeses, dinamarqueses, é tudo farinha do mesmo saco!”. “Dinamarqueses? Mas a Dinamarca é um país Euro…”. “Vá! Cala-te e vai lá ao funeral ver se o chinês está morto!”, disse Filemon num modo autoritário.
A viagem foi rápida. Mas enquanto estávamos no carro, o Salvatore (mestre de assassinatos, que ia avaliar as minhas qualidades) reparou que tinha de se abastecer o carro. Jorge, o condutor, revoltado, disse: “Este país é uma vergonha! Agora vou ter que encher o depósito, gastando o meu dinheiro num carro que nem é meu! Os ladrões de automóveis são muito injustiçados. Mas eu vou lutar pelos meus direitos! Ah, se não vou! Vou lutar para que o governo dê um subsídio aos ladrões de automóveis, de modo a que possam pagar os abastecimentos necessários nas viaturas acabadas de furtar”. Um homem com ideias fortes, este Jorge.
Chegámos ao funeral do japonês mafioso e encontrámos, como seria de esperar, uma multidão de asiáticas “boazudas” a chorarem. O padre, pouco depois, iniciou o discurso em memória do suposto defunto.

Padre: Lin Chung era, como todos sabemos, um homem humilde e um pai e marido dedicado, nunca esquecendo a sua família…
Salvatore: Era um homem “humilde” com mais dinheiro que os descendentes do Champô Limão.
Jorge: Pois! E um pai que mandou matar o filho primogénito por este escolher ser polícia, mas que lá por isso não deixa de ser dedicado, claro!
Padre: (fingindo não ter ouvido) Um homem com grande coração, amigo dos seus amigos…
Salvatore: Sim, sim. Como prova da amizade dele pelo irmão, Tsu Zu Chung, mandou cortar lhe o polegar a sangue frio, só por que este lhe devia dinheiro.
Padre: (ignorando) Lin Chung fica eternamente no coração de todos nós como o bom homem que foi. Sem dúvida um bom exemplo da Sociedade Dinamarquesa em Portugal…
Salvatore: Ele não era Dinamarquês, mas sim Japonês…
Padre: Ok, já chega! Vocês têm estado a contrariar tudo o que eu digo desde que comecei e a ofender a alma do pobre defunto! Guardas, levem estes senhores daqui para fora.

Depois de a ordem ter sido dada, iniciou-se uma enorme confusão. Envolvemo-nos num tiroteio com os guardas, que não se mostravam nada importados em destruir a igreja, usando os seus canhões de plasma. No meio da confusão, o suposto defunto, “deu de frosques”, mais dois guardas, deixando-nos só com um. Esse último foi assassinado por mim, pois acertei com uma bola de papel em chamas no nariz do nosso adversário.
Quando regressámos à pizzaria e contámos ao chefe, ele despromoveu o Salvatore devido ao erro crasso deste ao corrigir a nacionalidade de Lin Chung ao padre. Promoveu me a mim para assassino principal, pelo meu desempenho satisfatório.
Mais notícias sobre o meu gang serão dadas dentro de muito em breve.

Ass.: Stupid Son of Sam

segunda-feira, junho 14, 2004

O Meu Futuro

Desde que soube que ia descer miseravelmente a Tecnologias que tenho pensado no meu futuro. Sim, aquele teste, que me correu pessimamente, traumatizou-me! Agora tenho pensado no que faria eu se tivesse de desistir dos estudos. A resposta seria: ia trabalhar. Mas no entanto permaneceria a duvida: para onde? É que se fossemos a avaliar as minhas capacidades psicotécnicas, eu acho que o resultado seria arrumador de Citro-N’s C3 no Inter ou segurança na Quinta dos Caracóis.
Como nenhuma destas profissões me agrada irei, de seguida, analisar como me correriam algumas outras profissões.

Ajudante de Jardineiro

Uma situação que poderia ocorrer nesta profissão seria a seguinte:
Jardineiro: Vai lá abrir a torneira da mangueira que eu rego.
SSS: Ok (diz, abrindo a torneira). Está bom assim?
Jardineiro: Abre mais um “niquinho”.
SSS: Certo.
Jardineiro: É muito! Fecha lá mais um bocado.
SSS: Assim…?
Jardineiro: Fecha mais!
SSS: Pronto, assim deve estar bom.
Jardineiro: Não, não está! Fecha mais.
SSS: Mais? Ok, se tu o dizes… (fecha a torneira por completo)
Jardineiro: Continua a ser muito!
SSS: Muito? Impossível!
Jardineiro: Fecha.
SSS: Mas ela está completamente fechada…
Jardineiro: Fecha mais, pah!
SSS: Ela está comp…
Jardineiro: Porra, não sabe fazer nada. Queres ver que tenho de ir aí? (diz, dirigindo-se ao ajudante) Estás a mastigar alguma coisa?
SSS: Eu não.
Jardineiro: Estás sim! Não me digas que tiraste uma ameixa… Abre a boca! Hmmm… Seu filho da mãe! Tens o caroço debaixo da língua! Peraí… Qué isso entre os dentes? Uma laranja? Andas me a roubar a fruta, ah, seu cabrão! Entre a bochecha esquerda e os molares está o que eu estou a pensar, não é? Pois! Bem me parecia! Uma pêra abacate! E do outro lado tens alguma coisa? Uma abóbora!! Tu sabes o prejuízo que eu vou ter por causa disso?
SSS: Não… Mas sinto-me realmente arrependido.
Jardineiro: Tens mais alguma coisa na boca? Seu… seu… (aplica um golpe seco no estômago do ajudante) Ahah! Um caixo de uvas que já devias estar prestes a engolir! Vou reduzir o teu salário 50 por cento! E agora passa-me já a enxada antes que eu te ponha na rua, seu larápio!
SSS: Mas a enxada está mesmo ao teu lado…
Jardineiro: Queres ser despedido?!

Algo me diz que esta profissão não iria dar certo.

Cantor

Bem, para seguir esta carreira teria de saber cantar. Ok, talvez não fosse preciso saber cantar, toda a gente grava um disco hoje em dia. Mas nos concertos iria desafinar… a menos que fizesse playback. Nah! Duvido que me deixassem fazer playback num concerto. Só se eu satisfizesse os prazeres sexuais das organizadoras do espectáculo tal como fez a Britna, para “não esforçar a voz em vão”. Ou sempre podia dar a desculpa da amigdalite, como fez a Emy Li dos Heaven’s Jencia.
Bem, podia nem actuar ao vivo, mas uma coisa é certa, teria de arranjar bons músicos, porque eu não quero cantar Hip Hop (perdão, o Hip Hop tem bons músicos, como o DJ Alicio). Pensando nos LP, nem era preciso me preocupar com os músicos. Bastava que eles soubessem arranhar a guitarra, dar traulitadas no baixo e pancadas nos pratos da bateria.
Mas o mais importante é o visual. Já sei que se nós nos vestirmos de preto, os videoclips só passam no Hatebangers Wall, portanto teremos de usar roupa com várias cores. Quanto ao penteado, tem que ser algo fora do comum. Ora, algo fora do comum hoje em dia é as pessoas estarem bem penteadas, portanto vou seguir esse exemplo.
Outro factor importante é a capa do CD. Está muito na moda o pessoal pôr pentagramas, portanto seguirei esse exemplo. Outra coisa que ele deverá ter é o nome do álbum, que será “Eu não comprava!”. O carácter anti-comercial do título exigirá um slogan bem mais apelativo. “Regresso às origens” fará com que as pessoas me olhem com respeito. Estou mesmo a ver:
Pessoa1: Olha o SSS editou um novo álbum em que se diz que ele voltou às origens.
Pessoa2: Quem é esse?
Pessoa1: Também não sei. Mas como voltou às origens deve ter um som bacano.
Depois precisaria de um boato estúpido para me tornar famoso e ser considerado uma estrela chocante. Algo como “o SSS arrancou o rim direito para chupar o dedo mindinho do pé esquerdo” resolverá este assunto.

Mas, pensando bem, desisto desta ideia, porque sei que depois do 3º CD, os meus fãs convertiam-se para uma banda recente de Nu Metal e esqueciam-se de mim, indo eu à falência.

Comentador de Futebol

SSS: (durante uma simulação para saber se fica com o emprego) E aí vai Tó Zé, passa directamente a Tonanha. Este varia do flanco esquerdo para o direito com uma passe a rasgar. A bola vai para Roberto António, mas atenção! A Letónia recupera! Sveinz inicia o contra ataque.
Analisador: Não, não, não! Está tudo mal! Não te enganaste no nome de nenhum jogador e nem sequer hesitaste. Isto não pode ser assim, jovem.
SSS: Mas quer que eu me engane?
Analisador: Claro! Que pergunta…
SSS: Ok, ok. Sveinz passa a Leinz e o mesmo passa a João Pito… err… Perdão, passa a Yeinz.
Analisador: Jovem, assim as pessoas vão pensar que és amador.
SSS: Eu sei. Exagerei um bocado, não devia ter dito um nome português…
Analisador: Não é isso! Até podias lhe chamar “Assobio” (palavras sábias). Devias era ter demonstrado hesitação e engasgares-te ao dizer o nome!
SSS: Como?
Analisador: Ah, esta juventude desinteressada. Vá, continua lá o relato.
SSS: Certo. Pteinz rouba a bola ao colega e começa uma jogada individual. Mas, Idealonso corta a bola. O esférico vai parar a Limão, que faz a diagonal e…
Analisador: Jovem… E o “aaaahhhhh” que é como que uma pausa para pensar?
SSS: Mas eu tenho que dizer “aaaahhhh”?
Analisador: Se tu tens? Já viste algum comentador do desporto rei que não o dissesse?
SSS: Mas nunca pensei que fosse de propósito…
Analisador: Cala a boca e relata lá isso como deve ser!
SSS: Limão simula, faz uma finta, protege a bola e, aaaahhhh, varia surpreendentemente de velocidade deixando, aaahhhh, Keinz para trás.
Analisador: Não!! O “aaaahhhh” devia demorar, pelo menos, um quarto de hora!
SSS: Um quarto de hora??! Deve estar a brincar… Ninguém diz “aaaahhh’s” de um quarto de hora!
Analisador: O António Sem Medo disse vinte e seis quando relatava na Rádio Renascente! E se não te aguentas dizer “aaahhhh” durante um quarto de hora, jamais conseguirás gritar “Gooooooooo…” durante vinte minutos!!
SSS: Mas eu nunca pensei que fosse preciso fazer isso. Além do mais, estou aqui para comentar os jogos da selecção. Porque me havia eu de preocupar em gritar “Goooo…” se sei que durante os jogos não vou ter oportunidade de o fazer? A menos que queira que eu o faça quando são os nossos adversários a marcarem…
Analisador: Sacrilégio!! Blasfémia!! Põe te já fora daqui, seu pecador! Não queremos anti-patriotas como tu! Além do mais não nasceste para isto! Topei te logo quando entraste!

Não… Não fui feito para isto. Nem vou perder mais tempo a analisar esta profissão.

Messias

Para exercer esta carreira, com sucesso, é necessário ser crucificado no fim, o que é uma chatice. Mas fora isso, nem tudo é muito mau. Dá se umas quecas com uma prostituta, proíbe se o pessoal de apedrejar alguém. E como actualmente não existem apedrejamentos, terei menos trabalho neste ponto, eheh!
Também terei que curar um ou dois leprosos. Conto, claro está, com a ajuda do Antilepral, mas peço ao Sô Doutor Carlos de Almada para me passar antes o genérico, que eu não sou rico!
Terei também de andar sobre a água, portanto começo a treinar Surf já amanhã pela madrugada, que eu não quero fazer figura de parvo em frente aos meus apóstolos. Por falar disso, tenho de arranjar apóstolos, ou seja, onze palhaços que acreditem cegamente em mim. Para isso tenho de começar a pregar por aí. Claro que me vou inspirar no livro de Cyril, tentando explicar ao mundo que tempos difíceis virão e que nós não conseguíramos encontrar aquelas coisas pequenas com uma espécie de palha e um encaixe e teremos de… Raios! Esqueci-me da outra! Tenho de ver mais vezes o Life of Brian para ver se decoro isto.
Também tenho de ter postura de líder e dizer coisas bonitas, como “Respeita o próximo”, “Perdoa e serás perdoado”, “Não julgues se não quiseres ser julgado” e “O que é isso Rita? No outro dia só me pediste 25 cêntimos pelo serviço!”.
Fora a crucificação, ser Messias é canja! Hmmm, pensando bem, talvez não seja bem assim. Os Cristãos defensores que o verdadeiro Messias foi Jesus, os Judeus crentes na vinda de um outro Messias (que tarda em aparecer) e os crentes em Brian de Nazaré vão me cair em cima! Posso até ser julgado herege e acusado de ser o Anti-Cristo, o que seria chato, pois o Mançom processava-me por plágio e tinha de lhe pagar rios de dinheiro. Na realidade, ser Messias hoje em dia deve ser complicado. Agora começo a perceber porque deus mandou o seu filho para cá naquela altura. Não quis que o puto fosse processado pelo Mançom, pois não deve ter dinheiro para a indemnização. Deus é esperto!
Bem, como não estou para ser perseguido por Cristãos Fanáticos e deixar dívidas aos meus netos, não me vou meter nisto.


Depois de estas análises, deduzi que não tenho jeito para nada, ou pelo menos para as profissões aqui apresentadas. Vou, mas é, seguir os estudos, mas com muita mais dedicação e empenho da minha parte, pois não quero chumbar para me meter em profissões que não “condizem comigo”.

Ass.: Stupid Son of Sam

sexta-feira, junho 11, 2004

O Post que foi "postado" por mim mas que nao é de minha autoria

O jovem, quase universitário, Rui escreveu um belo poema, mas como não tinha tempo para o "postar" devido aos exames nacionais, pediu-me para o fazer.
Trata-se de um texto em verso dedicado a uma amiga dele chamada Sara. Cá vai:

O Sonho dos Meus Sonhos

Tocam 5 badaladas
E é hora de pra vida acordar
Mas sinto-me meio atordoada
Pois no candeeiro
Uma cabeçada acabei de dar

Nem sei porque daqui
Me estou a tentar levantar
Volta e meia
Dou por mim no chão deitada
E parece que a qualquer momento
A minha cabeça vai rebentar

Pareço uma dorminhoca
Como uma velhota que ao fim demora a chegar
Nem quero saber daquilo que está escrito na minha testa
Mas fala, porque enquanto falas
Eu estou a sonhar

Enquanto durmo o corpo aquece,
A alma arrefece
E o pensamento se esquece
Não durmo para te apagar dentro de mim
Durmo sim, porque gosto de sonhar
Sonhar que até em sonhos tu podes estar aqui!

A dormida não é como o álcool
Que por horas te deixa sem a realidade ver
Não é como os dias drogados
Que te elucidam e a vida fazem perder
Muito menos é o cigarro
Que consome a sabedoria da verdade entender
É sim, como se nadasse num lago
Mesmo quando na realidade não o sabes fazer!

E digam lá meus amigos,
Se não é melhor dormir
Para erros não cometer
Pois em sonhos
Os dias são coloridos
E nem os problemas estão cá
Para a tua paciência encher

Abismos, tubarões
Sangue, ou até mesmo eu aos trambolhões
São tudo canções
Que podes viver numa outra vida
Uma outra vida disfarçada
Eu sei que enquanto se dorme
Não se vê que se está enganada
Mas calma, não passa tudo de emoções atrapalhadas
Isto não é nada, de nada!
Irás acordar de repente
E verás que nos sonhos
A minha verdade não está assim tão errada
Mas será que sou eu que estou enganada?
Não acordes,
A vida lá fora é complicada

Mas porque estou eu aqui
Se nem um pé arredei da cama
E já estou a divagar tanto assim
Mor, escrevo esta letra todinha só para ti
Pois és um dos únicos
Que até fora dos meus sonhos
Eu lutaria até ao fim!

A tv tento ligar
Mas sempre que o faço
Logo se vê a imagem de todos os dias
A passar!
Ou são bonecos que caiem no chão
E que estão sempre a ressuscitar
Ou é a Maria do pé descalço
que viu o marido a pôr-lhe os cornos
E quando reparou a grana já estava a bazar
Mesmo antes de se desculpar!

Até poderia ir à janela
Para ver um novo dia
Com luzes e carros a apitar
Sente-se o stress, ouves a D.Maria?
Da poluição ela se está a queixar
Mas o aroma dos teus lábios
É o único poluente que me polui
Mas que nem gosto de limpar!

Acidentes há aos molhos
Ninguém tem calma,
Passam a vida a guerrear
Se não é do dinheiro perdido
É porque a pizza já não está a validar
Mas desde quando
Alguma coisa neste ambiente
Em bom estado pode ficar?!

Realmente parece
Que ando aqui, só por andar
Não é bem assim,
Porque mesmo que na morte
Os sonhos venham a acabar
Tu me irás acordar!
Pois acredita que até nesta vida de merda
Matar-me por ti
Era o sonho que mais queria concretizar
Mas como a tua vida foi ao ar
Mato-me por ti a duplicar
Xiuuuu, apaga luz…
Vamos dormir..
Quero sonhar!

Ass: Ruy

segunda-feira, maio 31, 2004

Angels and Demons

A historia que se passa a seguir foi uma discussão que eu presenciei de um anjo e um demónio(lá por o nome ser bonito não quer dizer que seja serio) e então tudo começou quando eu estava a andar por a rua e estava um jovem deitado no chão, provávelmente morto e os dois seres discutiam sobre quem teria soberania pela alma:
Demónio: já de disse ele vem comigo, já viste a quantidade de pecados que ele cometeu
Anjo: mas não de esqueças, Deus perdoa tudo em toda a sua gloria.
Demónio: pois mas não nos perdoou a nós.
Anjo: porque vocês cometeram um pecado muito maior
Demónio: DEVES TAR A GOZAR... ELE VIOLOU A PROPRIA IRMÃ.
Anjo: ele deixou-se levar pelas forças negras da tentação
(é nestes momentos em que eu olhos para a minha roupa e ponho-me a pensar)
Demónio: não... ele fez isso porque andava a tomar drogas
Anjo: não, não estava!
Demónio: estava sim!
Anjo: não, não estava!
Demónio: estava sim!
Anjo: não, não estava!
Demónio: estava sim!
Anjo: porque é que uma criança tão inocente faria uma coisa como essas, é impensável, só pode ter sido corrompida por forças malignas.
Demónio: ele estava completamente pedrado, ele acreditava que tinha visto Deus, ele acreditava que “deus” tinha-lhe dito para violar a irmã, mas o deus que ele viu era SÓ um gato a miar.
Anjo: isso só pode ter sido culpa do teu mestre.
Nesse momento o demónio, vai para perto do poste mais próximo e começa a dar cabeçadas no poste dobrando-o ligeiramente.
Anjo: estas a ver como tu não tens controlo sobre ti próprio.
Demónio: CHAVALO CALA-TE QUE SÓ DIZES É DEJECTOS
Anjo: não é preciso insultar.
Demónio: CALA-TE CARALHO SÓ TAZ A DIZER MERDA.
Anjo: olha que assim eu vou chorar.
Conforme o anjo começa a deitar lagrimas o demónio arrepende-se e abraça-o começando a dar-lhe uma pancadinhas nas costas diz:
Demónio: vá calma rapaz, não é preciso começares a chorar.
Anjo: mas..(snif) mas... tu dissestes.. (snif)
Demónio (abanando o anjo): calma rapaz, se um homem, não te ponhas com essa lamechices, não dizes mesmo só merda.
Anjo (enxugando as lagrimas): estas a falar a serio??
Demónio (voltando a abraçar anjo): yah yah
E é ai que o demónio vê-me a olhar para aquele espectáculo e afastando rápida e embaraçadamente o anjo diz-me:
Demónio: Eih não é o que tu estas a pensar hmmm... eu sou muito homem, não fiques a pensar coisas.
Goth: eu não tou a achar nada.. calma não fiques assim
Anjo (tentando continuar a abraçar o demónio): abraça-me, eu preciso de um abraço
Demónio (em panico): NÃO... LARGA-ME... FICA TU COM O CORPO, eu não vou ser motivo de gozo por causa disso. – E num movimento o demónio evapora-se.
O anjo repondo a compostura e ficando com um ar serio pega na alma do morto e olhando para mim diz:
Anjo: Rapaz, isto foi tudo teatro, mas o que queres, estamos com falta de almas, isto tem de ser em de qualquer meio.
Goth: mesmo que seja parecer um gay, todo ranhoso em frente de um mortal e de outro demónio.
Anjo (surpreso): Foda-se, agora lixaste-me.
O anjo consciente da figura que fez para conseguir aquela alma fica a pensar por uns instantes, e depois diz-me com uma voz aguda:
Anjo: NI!
Eu sou logo projectado para o chão na pronuncia daquela palavra e enquanto o anjo começa a aparecer eu ainda tenho tempo de gritar : “nnnnneeeeeeeeeeeeeeeeeewong” em que vejo o anjo a agarrar-se ao coração enquanto desaparece.
No entanto eu não acredito que aquilo fosse um anjo, se fosse um anjo não se tinha agoniado com a palavra sagrada, mas agora não posso fazer nada, sendo aquele ser um anjo ou um servidor dos ursos eu não sei e... tenho medo de alguma vez saber...

segunda-feira, maio 17, 2004

A Ambiguidade do Verbo "Comer"

Estava eu numa missão de actualização ao pesquisar todos os blogs que costumo ler, quando vi algo que me chocou. Num blog onde eu ( LINK ) sou confundido com o João Pedro ( LINK ), chamado de Barraca da Skydiver e do E.T. ( LINK ) (ou algo assim parecido) encontrei o seguinte excerto:

"Rita: (...) não sei, mas acho que ele me anda a trair. O que é que eu faço se o encontrar na cama com outra ???

Eyeliner: Duuuuh, atira-o pela janela fora e come a gaja !"


Ora a questão é: O que é que ela quis dizer com “come a gaja”? Para responder melhor a esta pergunta, irei transcrever os sinónimos da palavra comer que se podem encontrar no mais comum dos dicionários: Mastigar e engolir qualquer alimento sólido; Devorar; Engolir; Meter ou esconder dentro de si.
Maior parte dos sinónimos transcritos remetem para o sentido de comer – alimentar. Porém, quero chamar a atenção do leitor para o ultimo significado dado: Meter ou esconder dentro de si. Isto faz me, sem dúvida, considerar que ou ela queria praticar actos canibalescos com a adúltera, ou então ela queria metê-la, ou escondê-la, dentro de si, o que deve ser custoso, mas ia trazer, com certeza, vantagens:
- O namorado nunca mais veria a sua amante;
- Jamais precisaria de vibrador;
- Ninguém encontraria o corpo, a menos que ela permitisse, claro;
- Entre outras…
Agora, depois de esta pesquisa, passei a perceber certas expressões com o verbo “comer”, como:
- “Sou o Papão, vou te comer!”, que significa: “Sou o Bi-bi e vou te meter dentro de mim, para poder passar a fronteira e levar te para a pedofilia em Suíça”;
- “Olha-me aquela gaja… Mesmo boa! Apetecia-me comer aquele naco…!”, que, pela mesma lógica, induz-nos a “(...) Apetecia-me meter dentro de mim aquele naco, para mais tarde chegar ao quarto, tirá-la para fora e dar lhe tudo o que tenho para lhe dar!”;
- (no caso de ser uma rapariga) “Oh-me para aquele… Que pão! Eu comia-o!”, isto significa, simplesmente, que ela o quer dentro dela.

Conclusão

Em suma, o verbo “comer” tem muito que se lhe diga. É uma palavra ambígua, cujo significado varia entre alimentar-se e esconder dentro de si. É tão certo dizer que este verbo só assume estes dois significados, como dizer que eu sou o João Pedro… BAH!

Ass.: Stupid Son of Sam

domingo, maio 16, 2004

Tiny, o meteorito sádico

Cá está a teoria criada sexta-feira, 7 de Maio de 2004 pelos BAU, convertida em flash.











Está fraco, mas é o melhor possível com a minha reduzida experiência de flash.
Como foi feito numa "altura reservada ao Imperialium", resolvi postar este nojo.

NZL

P.S.:Para fazer download deste filme, façam right-click aqui e cliquem "Guardar destino como..." ou "Save target as..."

Contos de Terror do Mordomo Stuart (5º Conto)

"E se no Mundo existissem criaturas ferozes, com força física colossal, inteligência sobrehumana e com pior feitio que o Zé Mortinho?", começou Suart, a narrativa do seu conto mais polémico, ontem à noite. "E se existissem criaturas gigantescas, com garras e presas descomunais, capazes de furar rocha? E se existissem criaturas com patas tão grandes, capazes de derrubar a maior das árvores? E se todas estas capacidades se juntassem só numa única besta, juntando o facto de o seu ronco ser mais brutal e assustador que a voz do Shagráfo dos Deemhu?". Fiquei tão assustado com esta introdução ao conto, que até perdi a capacidade de raciocinar. "Ok, traz me lá uma lata de Cocaine Glue que estou com sede". Stuart ignorou o pedido e continuou a narrativa. "Essas bestas descomunais, titânicas e com grande sentido de camuflagem são, obviamente, ... os Ursos!". "Brrr! Que medo! A minha bebida, quando é que a trazes?". Stuart, indignado, deu me uma canelada e mandou-me calar. Depois iniciou a sua narrativa, mas de um modo parateatral. E devo confessar que era aterrador, mas a merda da canelada tinha me aleijado. "Dasse"! Antes era o fiambre demoníaco, agora até o marreco do mordomo me dá porrada... Onde é que isto irá parar?!

Lenda dos Cavaleiros BAU (Brigada Anti-Ursos)

Os BAU eram seis cavaleiros destemidos, escolhidos pelo Rei Malaquias, para enfrentar as bestas que aterrorizavam as suas terras. De arbusto em arbusto, os Ursos iam ganhando cada vez mais avanço sobre os humanos e nada os conseguia deter. Os Cruzados Negros, mas que de vez em quando se vestiam de azul, branco e castanho, tinham perdido contra aquelas criaturas infernais. Os BAU eram a única esperança para aquele inteiro povo. Eles, em 23 de Março de 932 Depois da Era Comum, cinco anos depois de se unirem, seguiam uma pista, pista essa que acreditavam que os ia levar ao covil dos Ursos.


Filipe, el Parvo: Aqui está um bom local para acamparmos.
Rumba: Também acho, irmãos. Fiquemos por aqui. (diz, enquanto se senta a ler a Bíblia)
Abutre: Será que há por aqui comida...?
Goth: Ali estão umas árvores, talvez umas tenham frutos.
Abutre: Não é isso... Eu referia-me a gajas!
Rumba: Sempre a pensar nisso, pah! Tu até enervas um santo!
Nerzhul: Por acaso umas pitas davam jeito para rituais...
Abutre: Tu deves ser uma testemunha de Jeovah, oh Rumba!
Nerzhul: E então se viessem com vestes cor-de-rosa, ui...!
Rumba: Não é nada disso! É que tu, Abutre, és um depravado do caraças! Dizes ser crente em deus, mas pergunto-te eu, já pediste a deus para te ajudar nesse ponto? Para te livrar da tentação?
Abutre: Eh pá, um homem não é feito de ferro. Eu não consigo resistir à tentação...
Goth: (divagando) A tentação a que todos somos sujeitos, mas que nenhum de nós é capaz de resistir. A tentação à noite, à lua, à escuridão. Pelo menos falo por mim, pois eu, como criatura das trevas, abraço este momento e entrego-me a ti, noite, minha companheira, protege-me sobre o teu manto negro.
Rumba: Pois, pois, Abutre...! Nunca pediste auxílio a deus para suportar a tentação!
Filipe, el Parvo: Paremos com isto! Vamos fazer algo de útil como...
Nerzhul: Roubar as vestes cor-de-rosa a uma pita, para mais tarde fazer rituais com elas?
Filipe, el Parvo: Não! Bora ao E?
Goth: ...
Rumba: Bora aonde?!
Filipe, el Parvo: Ao E...
Abutre: Oh, seu estúpido, nós estamos no século X! Como é que queres ir ao pavilhão E, se ainda nem existe?
Filipe, el Parvo: Eh... Deixem-se de desculpas. Bora lá...
Goth: Depois diz que não gosta da MdFritos... Mentiroso!
Filipe, el Parvo: Não, não gosto! (diz de um modo pouco convicto)
Nerzhul: Ok, vamos todos ao E procurar a MdFritos para o Filipe, mas primeiro terminemos a nossa missão.

E então ouve-se inesperadamente "Bluaaaaaaaahhhhhrrrrrr!". Um Urso ataca os nossos heróis. Estes depois de uma batalha sangrenta vencem-no, ficando só ligeiramente feridos.

Abutre: Malvado bicho! Ia me decepando um braço!
Rumba: Yá! E a mim, que me ia arrancando uma página da Bíblia...!
Goth: Calma! Não estamos todos! Falta um! Nós devíamos ser seis!
Nerzhul: Não! Nós somos seis! Seríamos quatro se não estivesse cá o Abutre, mas como está cá somos seis.
Goth: Ah, sim. Tens razão.
Filipe, el Parvo: Meu deus! Ele tem um pico na meia!
Abutre: Não te preocupes. Não me está a aleijar.
Filipe, el Parvo: Não é isso, cromo! É que pode estar aí um Urso escondido...
Nerzhul: Um Urso de 2 metros e meio escondido num pico de 1 centímetro?
Filipe, el Parvo: Nada é impossível para estas criaturas...
Rumba: Mas...
Filipe, el Parvo: Shhh. Silêncio.

Filipe dirige-se, cautelosamente, para ao pé do Abutre, com a espada na mão esquerda e a adaga de lâmina negra na mão esquerda. É que este não tem mão direita, mas em compensação tem duas mãos no braço esquerdo... pronto! Ok! Eu confesso! Enganei-me! *adaga de lâmina negra na mão direita. Estão satisfeitos!? Enfim, continuando: Filipe eleva a sua enorme espada no ar.

Abutre: Mas... é só um pico...
Filipe, el Parvo: Eu salvo-te, não te preocupes.

E então Filipe, de um movimeto só, corta a perna do Abutre. Cuidadosamente, retira o pico da meia que cubria o pé mutilado.

Filipe, el Parvo: Ufa! Foi falso alarme.
Abutre: Aghhhhh! Seu filho da mãe! Cortas-me a perna só por causa de um pico e dizes que foi falso alarme!? Seu animal! Aggghhhh! Malditas dores!

Surpreendentemente, sai um enorme Urso da perna mutilada. Goth, Nerzhul e Filipe atacam-no, enquanto Rumba trata do ferido. O Urso quebra o cabo do machado do Goth, com um murro e a lâmina salta, girando em direcção do Rumba e do Abutre. Rumba desvia-se a tempo e a lâmina decepa a cabeça do Abutre, matando-o de vez. Nerzhul aproveita este momento de distracção e ataca a cabeça da besta com o seu ceptro, fazendo a perder os seus sentidos.

Rumba: Maldito monstro assassino! Matou o Abutre!
Nerzhul: E agora? Sem ele seremos apenas quatro e não seis!
Goth: Eu ainda não percebi bem essa conta...
Filipe, el Parvo: Vinguemos o nobre Abutre! Matemos a besta!
Rumba: Não. Esperem. Eu tenho um plano melhor...

E então, Rumba, o Evangélico, conta o seu plano, que consistia em esconderem-se e esperarem que o Urso recuperásse os sentidos, para o perseguirem até ao seu covil e exterminarem a raça de vez. Quanto ao cadáver do Abutre, decidiram deixá-lo onde estava, para poder alimentar as aves necrófagas, pois era com certeza o desejo dele.
E assim se sucedeu. O Urso acordou e, sempre se camuflando através da vegetação, foi se dirigindo para o seu covil. Os nossos heróis seguiram-no até se encontrarem numa área desconhecida. Andaram meses e meses, sem saberem em que país estavam. Mas uma coisa era certa: iriam continuar a perseguir a besta, para darem por concluída a sua missão. Nem que tivessem de morrer por isso! Bem, não iremos tão longe... Mas eram capazes de resistir a tortura, com o fim de concluir o seu dever! Tortura também é um bocado exagerado... Pronto, mas uma coisa é certa, dariam a vida do Abutre para ver os Ursos exterminados. Mas o Abutre já estava morto... Não interessa, vocês entenderam o que eu quis dizer...


Estavam eles vagueando por uma floresta, quando encontram dois cavaleiros carregando um canteiro, seguidos de seus escudeiros.

Nerzhul: Boas tardes, nobres e atarefados cavaleiros. Por acaso podiam nos dizer se conhecem por aí, quem sabe, um covil com Ursos?
Cavaleiro da coroa: Boa tarde. Sim, existe um desses covis a nordeste daqui. Mas acautelem-se, pois os Cavaleiros que dizem "Ni!" andam por aí...
Rumba: Isso vemos nós. (diz ironicamente, a apontar para o canteiro)
Cavaleiro do capacete esquisito: Por acaso estás a gozar connosco?
Rumba: E se estivesse?
Cavaleiro da coroa: Pode parecer que não, mas a nossa missão é sagrada! Não andamos aí a caçar Ursos...!
Filipe, el Parvo: Pois, pois, mas pelo menos não parecemos uns idiotas a carregar canteiros... Isso é ridículo, mesmo que tenha sido ordenado pelos Cavaleiros que dizem "Ni!"!
Cavaleiro do capacete esquisito: É isso e a tua mãe!
Goth: O que é que chamaste à minha mãe?
Cavaleiro do capacete esquisito: Não era à tua...
Goth: Pois não! Mas é como se fosse! Nós todos somos como irmãos!
Filipe, el Parvo: Não, não somos...
Goth: Pois não, mas faz de conta.

Enquanto discutiam, passa por eles um jovem com os seus 14 anos, tocando gaita de beiços.

Nerzhul: Olha o puto da gaita!!!
Rumba: Porque é que disseste isso?
Nerzhul: Não sei... Veio-me à cabeça. Mas bora dar lhe porrada?
Goth: Por mim...
Filipe, el Parvo: Eu alinho nisso! Venham vocês também. (disse aos outros cavaleiros com quem anteriormente discutiam)

E então foram todos espancar o pobre moço que, por sinal, devia ser Filisteu. Os nossos heróis demoraram demasiado e perderam de vez o rasto do Urso. Quando chegaram ao covil indicado pelos cavaleiros que tinham encontrado na floresta, notaram que os malditos seres deviam ter sido avisados da sua presença e bateram em retirada. Nunca mais conseguiram descobrir o seu paradeiro.
Mas, actualmente, o futuro do Mundo está depositado nas mãos de outros seis valentes jovens. Descendentes de estes guerreiros lendários (e curiosamente com nomes ou "nicks" iguais), neles estão depositadas as esperanças de todo o Mundo. Eles, sim, darão tudo por tudo, farão o que estiver ao seu alcance, para eliminar as bestas! A BAU está de novo no activo!

terça-feira, maio 11, 2004

Contos de Terror do Mordomo Stuart (4º Conto)

The Evil Dréde

Cinco jovens foram passar as férias da Páscoa a uma antiga casa situada no meio de uma imensa floresta da Serra de Sintra. Eram dois rapazes e três raparigas. Achas, o qual estava ao volante, Scotex, que estava ao lado do amigo, Cheia, a namorada de Scotex, Lídia, a namorada de Achas e, finalmente, Estéril, a quase-futura-cunhada de Lídia e, consecutivamente, irmã de Achas.
Durante a condução, Achas teve um pequeno precauço no volante e quase que morriam todos debaixo de um camião. Ele disse de seguida: "Porra, viram aquilo! Malditos camionistas! Pensam que a estrada é toda deles!". "Mas tu é que foste para a faixa contrária...", disse Lídia. "Hmm? Pois, mas foi para... para me desviar de uma árvore que se atravessou à minha frente! Não viram? Maldita ávore! Devem estar amaldiçoadas e o camandro...!". Nem Achas sabia o quanto tinha razão. "De certeza que não foram as cervejinhas a mais?", perguntou, ironicamente Scotex. A resposta de Achas foi um pontapé certeiro no pé do amigo, o que fez com que este desse um murro em cheio no queixo do outro. Começaram os dois à tareia e esqueceram-se por completo que não estava ninguém ao volante. O carro caiu numa falésia e morreram os cinco.
Mas assim a história não ia fazer sentido algum, portanto faz de conta que não houve a tal desavença no carro.
Chegaram finalmente a casa. A chave estava em cima da ombreira da porta. Puderam observar que a casa era toda feita de madeira e tinha um aspecto assustador. Ou talvez fosse do aspecto que o pôr do sol e o início de uma nova noite lhe dava. Entraram para dentro desta. Enquanto as raparigas iam arrumando a casa, Achas e Scotex foram pesquisar a cave. Em cima de uma mesa estava um gravador antigo. Scotex trouxe-o para cima e chamou o pessoal todo para ver. Pôs o gravador a trabalhar e começaram a ser ouvidos, por todos, sons característicos de duas pessoas, durante o acto sexual.
Passemos esta parte que não interessa nada para a história.
Depois de os gritos orgásmicos ouvidos, veio o "Pré-Ateus: A Disciplina do Vai-te à Denise", o ultimo álbum dos Empregador.
Esta também é dispensável.
Não é não! Essa é necessária para a compreensão da história.
Cala-te!
Mas a "Depravadeited" até é uma boa música...
Schht!
Mas...
SHHHTTTT!!!
Maldita repressão...! Continuando: a música brutal dos Empregador veio dar lugar a uma voz cavernosa masculina. Dizia algo como: "E então peguei no livro, cuja capa preta tinha desenhada uma cara monstruosamente assustadora. O seu título era... "Receitas da TV Guida"...
Mentira! Era Necronomicon, o Livro dos Mortos!
Ou isso... "... e nele reparei que todos os textos eram escritos a tinta vermelha."...
A sangue! Eram escritos a sangue!
Uáreva! "Pude então ler distinta e claramente as seguintes palavras:... Tinga, marius nicolae aviodumo, odgário tomo bem sokota querença! snitram arieróm, atsoc seraos, ogait oaoj, arievilo, avlis ad, élib élirt éliz... e mais umas merdas assim que já não me lembro."
Os cinco amigos escutavam com atenção o que aquele indivíduo dizia. Mas ficaram de respiração cortada, quando ouviram o seguinte: "Estas palavras, depois de proferidas alto, irão despertar uma carrada de espíritos, portanto é só para saberem que são uns cromos do caraças ao ligarem este gravador! Muahahahahahah!". Estéril, não se contendo desmaiou. Mas a gravação não tinha ainda terminado: "Kidding. Ih!Ih!Ih!". Toda a gente suspirou de alívio. Estéril até recuperou os sentidos. "Para dizer a verdade, vocês só vão ser todos violados por uma árvore ou duas". E então, naquele momento entram duas árvores e levam consigo todos os adolescentes para saciarem os seus apetites sexuais (não me perguntem como). Porém a gravação não pára: "Mas o pior de tudo, é que o dréde João Amarelo passou a ser um "Evil Dréde". Estes seres têm como características repelir tudo o que é sagrado ou tudo o que serve o bem, como por exemplo: Padres, Ninfas Celestiais, Anjos, Deuses, Cromos-que-espreitam-por-detrás-dos-jornalistas-para-aparecerem-na-televisão, Excêntricas-boazudas-que-comem-fritos-mas-que-são-desejadas-serem-comidas-por-compradores-de-fritos, Professores de Português-que-têm-a-mania-serem-testemunhas-de-Jeovah e por aí fora... O seu rival será o ser praticante do bem, a cartilagem sagrada, a parte do corpo mais desejada por todos mortais, o Nariz! Ou seja, o cromo que escreveu esta história toda quiz apenas dizer que a portadora do Nariz, a Michelle e o Evil Dréde, o Amarelo não podem estar ambos no mesmo sítio. Estas duas criaturas entrariam em conflito, se tal acontecesse, isso destruiria o Mundo tal como o conhecemos hoje...!".

Se é a primeira vez que estão neste blog e que lêem um texto, dêem o link do mesmo a todos os vossos contactos! Se não cumprirem isto dentro de 15 minutos, uma gaivota-arremessadora-de girassóis-mecânicos-dessepadores-de-cabeças-humanas subirá pela vossa sanita acima e roubar-vos-á as bolachas oreo. Se não 'tiverem bolachas oreo, serão obrigados a pagar uma indemnização de 400€ aos serviços sem-fronteira da Artiach. Isto não é uma brincadeira (e eu sou primo em 3º grau do Oscar Wilde).

Agradecimentos: Quero agradecer ao Rui por me ter recordado bastantes partes do filme Evil Dead, que serviu de fonte inspiradora a esta "desgraça". Também quero agradecer ao Nerzhul por me ter deixado debater o assunto da Incompatibilidade entre o Amarelo e a Michelle.

Ass.: Stupid Son of Sam

sábado, maio 08, 2004

A vida de Miguel Mortilho

Neste post contarei a história de alguém que nasceu desobediente, cresceu indisciplinado e morreu rebelde.
Em exclusivo para o Imperialium, a história de Miguel Mortilho:


Era a véspera de Natal de 1989, quando Filomena Mortilho fez nascer o seu rebento, num táxi que se deslocava na direcção do Hospital de Santa Maria. Como se pode imaginar, o taxista não era um excepcional parteiro, mas acabou por fazer um bom curativo na cabeça do bebé, após tê-lo deixado cair acidentalmente no chão do seu Mercedes.. A gasolina sobressalente que se encontrava no porta-bagagens do táxi serviu perfeitamente como desinfectante da ferida. Talvez se deva a este incidente o comportamento de Miguel para o resto da sua vida.
Miguel era um rapaz enérgico, um autêntico reguila, como lhe chamava a sua mãe.
Quando chegou à primária, a primeira coisa que fez foi apalpar a sua professora, que não se mostrou muito chateada com o acontecido. No segundo dia de aulas, baixou-lhe a saia à frente de todos os seus colegas e dessa vez notou-se algum incómodo na cara dela. No terceiro dia de aulas, colocou uma bolinha verde desconhecida na sopa da sua instrutora, não se sabendo se ficou ou não irritada, pois acabou por falecer horas mais tarde, num centro Anti-Venenos, por razões desconhecidas.
A sua mãe, D. Filomena, resolveu iniciá-lo à doutrina cristã, mas desistiu quando, ao assistir à santa Eucaristia com Miguel, este puxou a toalha da mesa da capela, atirando ao chão não só um livro, um prato com pão e um copo com vinho, mas também dois candelabros com quatro velas acesas, que pegaram fogo à capela, provocando um incêndio que vitimou o padre e três acólitos deste.
Após um mês inteiro sem aulas, chegou uma professora substituta, mas nem por isso Miguel acalmou. D. Ernestina era uma experiente professora anciã, perita nas leis da vida, mas segundo Miguel, não passava de uma “Velha feia e chata com um rabo grande como o caraças”, e era assim que este lhe chamava nas ameaças mortais que rabiscava no quadro, com giz vermelho, acompanhadas de hediondos desenhos que envolviam nudez com bisturis de meio metro e violência com extintores.
Miguel tornou-se num jovem sociável respeitado pelo seu grupo de amigos. Basta dizer que quem o não respeitasse, era apelidado de narcisista pedante e se protestasse muito, era infamado de ser seu próprio pai. Se, mesmo assim, continuasse a protestar, era arremessado com patinhos de borracha. No improvável caso de sobreviver aos patos guinchadores, era denunciado aos ursos e aos pardais, e estes persegui-lo-iam até ao campo de volley. Chegado ao campo de volley, no caso de gostar de lá estar, seria também ele respeitado e juntar-se-ia ao grupo de Miguel.
Miguel tinha 11 anos quando recebeu o seu primeiro computador e 13 anos quando se ligou à Internet. Facilmente se adaptou a este meio de comunicação. Nas duas primeiras semanas, o seu passatempo favorito foi conhecer pessoas novas. A certa altura, chegou à conclusão que o que fazia era uma estupidez e insultou quem conhecera de pseudo-intelectuais da treta, e ameaçou-os de dizer mal deles num Blog. O blog foi feito, e as expectativas eram altas, mas após o primeiro Post entendeu que “Bloggar” não era Fát e por isso parou. O resultado foi o seguinte: LINK!
Chegou ao 8º ano e foi traído pela sua namorada. Rapidamente descobriu com quem ela o tinha enganado e arrastou o miserável pelos colarinhos até ao Pinhal Novo, onde o pendurou num pinheiro e o empalou pelo ânus até à caixa torácica. De seguida cortou-o em vários pedaços e regou-os com gasolina. Depois acrescentou azeite, vinagre e umas rodelinhas de pepino e tomate. Acrescentou mostarda e molho bechamel que trouxera de casa. Quando tudo ficava com um aspecto delicioso, pegou fogo ao pirex e admirou o espectáculo pirotécnico.
Chegou a casa e contou à ex-namorada o sucedido. Como seria de esperar, ela ficou bastante impressionada com Miguel e perguntou-lhe se tinha ponderado em seguir uma carreira de cozinheiro. Este respondeu-lhe negativamente, mandando-a para a P*** que a pariu e desligando-lhe o telefone na cara. Dois anos depois, foi visto a trabalhar num restaurante do Bairro Alto como cozinheiro.
Foi nesse mesmo local que Miguel conhecera a mulher da sua vida. Era uma fascinante ruiva de olhos azuis, empregada de mesa no restaurante, que lhe fazia lembrar a sua primeira professora da primária. Apaixonaram-se um pelo outro, mas infelizmente acabaram por ser os dois despedidos quando foram vistos pelo gerente a fazer-meninos na dispensa do restaurante. Continuaram-se a ver, e dois dias depois da morte do gerente que apareceu crucificado na parede da casa-de-banho do restaurante, cortado e espetado com bisturis e coberto de espuma de extintor, Miguel e Diana casaram-se.
Diana recuperou o seu trabalho no restaurante, mas Miguel foi à procura de algo diferente. Após ter sido colocado e despedido em sete profissões diferentes, acabou por se fixar numa morgue em Lisboa, cujos primeiros clientes foram seis dos sete patrões que tivera, que morreram todos com uma espinha entalada na garganta, segundo as certidões de óbito.
Diana, que nunca concordara com a nova profissão de Miguel, fugiu para fora do país, levando com ela todas as suas posses e as de Miguel, e também o seu filho que transportava no ventre, deixando Miguel frustrado com a sua própria vida. Por diversas vezes ocorreu-lhe terminar com a sua vida, mas como não confiava em ninguém de lá da morgue, optou por planos menos radicais. E foi assim que pegou fogo à sua casa.
Os anos passaram e Miguel, agora chamado de Sr.Mortilho, arrependeu-se de pegar fogo à casa irreflectidamente, e foi viver para casa de seus pais. Meses depois, o seu pai falece de leucemia crónica e dois dias depois a mãe morre de mágoa.
Após estas duas mortes, Mortilho conseguiu manter a calma, mas quando foi despedido perdeu a cabeça. Pegou por isso fogo à casa de sua mãe. Mais uma vez se arrependeu, como foi possível reparar por expressões como: “Fdx! Ca ganda besta quadrada que eu sou!!” ou “Porra, que eu sou muita parvo.. agora onde é que vou desenvolver os meus planos para acabar com o mundo?!”. A resposta estava numa paragem da Carris no Bairro Alto, que sem dúvida oferecia uma forte resistência contra uma possível Era Glaciar ou um impacto de meteoro, mas nunca contra um ataque bem coordenado de ursos sofistas vendedores de seguros de porta em porta. A paragem em causa é uma de vidro que até tem um banco, situada numa rua grande, ao pé de um caixote do lixo.
Era no fundo desse caixote do lixo que Mortilho guardava os seus dois únicos pertences: um cobertor bolorento e uma cadeira de rodas de bolso. Quando, um dia, acordou e viu o aviso de evicção colado no vidro da paragem ficou fulo e começou a agredir as pessoas que estavam em pé à espera da camioneta. Toda a gente ficou no chão a sangrar, gemendo e contorcendo-se enquanto Mortilho os mandava calar, esperando pacientemente a camioneta. Quando esta chegou, entrou nela e desancou o motorista, com a cadeira de rodas que tirou do bolso.
Fez passar o seu bilhete pela máquina e tomou conta da camioneta, ameaçando todos os passageiros de morte à cadeirada caso tugissem, e conduziu-a até a Assembleia da República, pois queria perguntar aos ministros por que o expulsavam da sua paragem. A caminho da Assembleia, não parou num semáforo que se encontrava vermelho e, como consequência disso, um polícia sinaleiro arremessou o seu apito em direcção ao pára-brisas da camioneta. O vidro partiu-se com o impacto do apito e diversos vidros voaram desenfreadamente na direcção de Mortilho, que acabou por morrer de fome, ao ver que tinha um fragmento de vidro espetado na testa.

Descansa em Paz, caro Miguel.

NZL

sexta-feira, maio 07, 2004

“Compacto escolar semanal” da hebdómada 19!

Estava eu a remexer na arrecadação deste nosso blog quando me lembrei de fazer, também eu, um “Compacto escolar semanal”. Vou aproveitar esta ideia original do Gothicstuff, mais tarde adoptada e adaptada pelo SSS, de quem roubei o título, e vou-me pôr a escrever aqui sobre as porcarias que acontecem ao longo desta primeira semana de Maio. Agradeço desde já a ideia a estes dois Imperialistas..
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Segunda-Feira, 3 de Maio de 2004
Um dia que não ficou marcado por nenhuma alteração extraordinária.
Ficou mais uma vez patente na nossa turma, a presença de gente cujo objectivo na vida é marcar presença. Em vez de anular a matrícula e ir para casa fazer o mesmo que fazem nas aulas.. ou ir procurar um emprego para ganhar algum, não estão ali a fazer nada, senão a estragar a vida aos outros. Eles é que sabem.. sejam eles inteligentes à sua maneira.
Noutras notícias, soube-se hoje que não teremos TI provisoriamente. Podemos então contar com a ausência do nosso professor favorito até ao dia 15 do corrente mês. Vai ser bonito subir as notas com duas semanas e meia de aulas. Se não as subirmos, subíssemos: “a culpa é nossa!”.
Noutras notícias ainda, o SSS continua apanhado do clima.. frases como: “Vamos ao E!” deixam poucas dúvidas sobre o que vai na cabeça desta personagem.
Quanto ao Gothicstuff, continua obcecado pela sua Moça e as saudades torturam-no. Hoje deu a entender que pensa que arranjar telemóvel lhe vai reduzir as saudades..
O Rumba, já vai no “Números 19”, ou pelo menos é isso que parece. Está neste momento obcecado pela Sílvia, após ter feito uma digressão de amores pela Susana e pela Suse.
O Abutre continua.........................................................abutre..
Ao que parece está toda a gente a precisar de férias..
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Terça-Feira, 4 de Maio de 2004
As aulas parecem passar mais rápido que os furos.
Hoje, como seria de esperar, não tivemos TI.. o resultado foram 90 minutos mais secantes do que a aula prometia ser.
Alguém se espetou contra o carro da Já-Não-Vens. Felizmente para esta, infelizmente para outros, a acidentada foi esperta e descobriu quem foi que falhou com a estrada. Na realidade não foi um acto de esperteza, teve a sorte de ter uma testemunha.. mas não digam a ninguém..
Para além de hoje ter sido o dia de ir de branco para a escola, assim como a minha amiga Ana (Kanuca por empréstimo), hoje foi também o dia das Ciências. Por outras palavras, hoje, desde há muito tempo, fizemos algo em TLP. Não foi algo propriamente agradável visto que andámos de sala em sala a observar experiências envolvendo pouca luz ou muita espuma. Com o primeiro tipo, aprendi que o fenómeno de Quimioluminiscência serve para ajudar os predadores dos desenhos animados a jantar peixinhos vermelhos ou azuis, consoante a altura do dia.. Com o último, aprendi algo espectacular: o Word® tem como sinónimo de “espuma” a palavra “excita-se”!!! E depois havia qualquer coisa que envolvia clubes futebolísticos, vulcões e magia.. tudo ao mesmo tempo.. “Hmmm”.. já esqueci..
De resto, parece estar tudo na mesma.. pelos vistos uns, *cough*GothicStuff*cough* esperam a Quinta-Feira, outros a Quarta-Feira, outros não esperam nada..
O Gothicstuff faz chamadas de 2 horas, matando saudades..
O que se passa na cabeça do SSS é uma incógnita..
O Rumba prefere neste momento “Os Maias” à Bíblia..
E eu calho sempre de olhar para o sítio errado na hora errada..
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Quarta-Feira, 5 de Maio de 2004
As aulas continuam a passar bem rápido..
Descobri que estou perdidamente apaixonado pela Ana (Kanuca por empréstimo). Na realidade não estou, mas como este post está a ser enfadonho, temos de trazer algo de novo, apesar de falso. Falsos não são os monólogos do Gothicstuff que dão muito que escrever nas aulas de físico-química.. Falsos são os olhares vagos lançados às manchas que se deveriam assemelhar a janelas, que na realidade se assemelham ao cabelo denominado de “giro”. Falsos serão..? os olhares dessas manchas retribuídos.
Mais uma vez, e para grande desgosto de todos, não tivemos TI. Nesse furo, o Rumba contagiou-me a vontade de ler “Os Maias” e foi a ler que os 45 minutos foram passados na biblioteca. É triste termos de perder tanto tempo da nossa vida a ler um medicamento para insónias fora do prazo escrito por gente que critica a sua própria posição social.
Este dia ficou marcado pela grande descoberta científica: Cientistas de alto gabarito concluíram após anos de pesquisa e experimentação que João “Amarelo” e Cátia Michelle ou são a mesma pessoa ou são incompatíveis numa relação espaço-tempo, por outras palavras, eles não podem aparecer ao mesmo tempo no mesmo sítio, nem podem pronunciar ambos os seus nomes na mesma frase sem começarem a sangrar pelo canal lacrimal, contorcendo-se com violentas compulsões no tórax direito e no central. Este problema de Coexistência ou de Incompatibilidade Social “será debatido mais adiante”..
Noutras notícias (isto está-se a tornar repetitivo), o GothicStuff anseia agora pela sexta-feira, o Rumba quer ler até ao capítulo IX daquele livro secante, inspirador deste post que escrevo, o SSS quer a “rechonchuda de cabelo castanho” e anseia agora pela visita de estudo, perdão, a *ida ao teatro de terça-feira, que envolverá todos os 11ºs anos. Eu keRo a KaNuCa.
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Quinta-Feira, 6 de Maio de 2004
Outro dia que passou rápido o suficiente..
O dia começou com uma dentada autofagista, dada por mim, na minha própria língua. Este dia foi por isso apelidado de “Brigada Anti-Ursos (aka Clan do Folhado Misto) and the Quest for The Holy Female Vampire (aka Uma Vamp Toda Boa)”. Visto que a língua do Nerzhul estava a jorrar sangue a 3 litros de cada vez.. na realidade foram só umas pinguinhas.. mas doeu o suficiente.. Como alguém disse.. “[Vamp,] chupa-me a língua enquanto te mordo o pescoço”.. Ass: Abutre!!
Por falar nele, descobrimos hoje que “O Gajo que Gosta da Inês” está chateado consigo mesmo por ter deixado fugir a sua pita.. err.. *namorada.. sem a ter levado para a cama.. por outras palavras.. “O Marco deixou queimar o estrugido.”.. um estrugido que custou 60 contos, por causa de um telemóvel de 40 mil escudos, que acabou por custar 150 euros.. esse telemóvel e o seu custo não passam de uma memória infeliz..
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Sexta-Feira, 7 de Maio de 2004
Na minha modesta ideia, o dia desmedidamente distinto desta hebdómada. Porra!, que fazer aliterações custa!!
Este dia será para sempre recordado como a renúncia do GothicStuff face à tecnologia.. Meus amigos.. o Criminoso-Discriminado arranjou telemóvel! Segundo o Muito-Recentemente-Criminoso-Discriminado, a culpa da existência do telemóvel baseia-se numa pessoa com quem passará a tarde do dia de hoje, num momento pelo qual ansiou a semana toda e que foi por diversas vezes adiado..
Hoje criou-se uma teoria, célebre a seu devido tempo, sobre as explosões dos planetas "Cocó", que necessitarão de barquinhos para navegar na lava. Mais tarde descobrimos que esses barquinhos podem ser "Catamarãs" ou, se preferirem, "Camarões com uma vela, que se parecem com Hamburgers".
No mesmo dia em que a KaNuCa foi vista novamente, descobriu-se também que o João “Amarelo” (cf. Dia 5) é também incompatível numa relação espaço-tempo com o professor de português, a quem alguém chamou de “Gi-Gi” (Fdx!). Algo me diz que o “xOaO”-“Amarelo” está a um passo de ser chamado de “O Ser Anti-Ser”.
Também hoje houve “Apresentações de trabalhos”, ou melhor, “Apresentações de desportos sobre as quais os referidos trabalhos incidem”. A apresentação foi tão boa que toda a gente se sentiu mal, e todos fomos até lá fora apanhar ar.. por outras palavras, a stôra mandou-nos ir para o campo a 2 minutos do final da aula e toda a gente acreditou que não era para nos pôr porta fora..
Foi bom termos vindo cá para fora.. o Abutre estava a ficar um pouco irritante pois só falava na Inês.. foi da maneira que trocou os piropos a ela dirigidos, para insultos caluniosos e insolentes na direcção da nossa tão respeitada professora de educação física.
Finalmente, este dia ficará anotado no meu diário como o dia em que toda a turma e a Baldas-Nos-Primeiros-Quarenta-e-Cinco-Minutos-Da-Manhã (aka a senhora professora de matemática que se queixa de falta de tempo de aulas) ficaram a saber da existência de uma PiPoCa, também chamada de KaNuCa, produto da amabilidade do Mirras que se chibou do que ele sabia.. está na hora de o queimar do aldrabão que ele é ao sair uns 10 minutos antes da hora da camioneta passar.. Acabei por ser o queimado e não o queimador do SSS, que descobriu hoje que o nome da Excêntrica dos Fritos, é Ana.
Para acabar este dia, quero desejar boa sorte ao GothicStuff e confessar a todos que me faz falta uma tábua de passar a ferro cá em casa.. Ana, Pita Satânica, Mais Alta Delas Todas, Kanuca por empréstimo, queres casar comigo??
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Cá está o resumo desta semana.. apesar de não querer tirar conclusões sobre esta semana, essa tarefa deixo-vos a vós, leitores, posso seguramente dizer que foi uma semana que passou, e já não falta para a nossa morte..
Numa perspectiva mais optimista, menos realista, falta menos uma semana para a nossa “possível-próxima-vida”..

NZL

P.S.:Este resumo não pretende ser hilariante. Pretende sim, ser um relato dos acontecimentos desta semana.. se acharam maçador, queixem-se a Deus.
P.P.S.:Com isto tudo, descobri que hebdómada quer dizer semana..

quarta-feira, maio 05, 2004

Contos de Terror do Mordomo Stuart (3º Conto)

Sites Que Não Devem Ser Vistos

"Existem sites que não devem ser vistos pelos demais, pois podem ser prejudicias para as pessoas que os visitam", foi a frase com que Stuart iniciou o conto mais aterrador que já ouvi até agora. Stuart, que naquele momento estava a servir me um copo de Cocaine Glue, sentou se no sofá e deu início à história que se segue (que não é bem um conto, uma história nem nada que se aproxime de um texto em prosa. Contudo, também não é em verso... Na realidade nem existe, portanto, o melhor era mesmo parar por aqui).





















Arrependi-me e vou vos contar o que ele me contou, pois afinal sempre é o (não-)conto mais aterrador de sempre! (Imaginem a parte que se segue dita em voz "cavernosa"! Se não conseguirem imaginar uma voz cavernosa, então imaginem a Luisa Camelo Branco a sussurrar-vos ao ouvido... BRRR! Até eu me arrepio só de pensar nisso!) Dizem que existem sites na Internet capazes de vos matar, de vos fracturar os ossos, de vos obrigar a ler os Zaias, de vos obrigar a ler um post meu até ao fim, de vos obrigar a beijar o chão, de vos obrigar a andar com a MdF (não confudir com a MdFritos, que essa até que eu não me imp..., continuando) e por fim capazes de vos obrigar a ouvir "My Monkey". Esses sites devem ser evitados a todo o custo. Jamais deverão visitar qualquer um dos sites que irei referir de seguida, pois podem ser prejudiciais à vossa saúde ou ao vosso computador.

1º Site:
Link: http://www.google.com
Nome: Google
Grau de Perigo: Relativamente perigoso, mas um pouco "choninhas"
Mitos: Dizem que um adolescente, depois de fazer uma pesquisa no Google, ficou traumatizado, afirmando, inclusivamente, que ele era um virus canino e que tinha sido defecado por um cão chamado de "Infected". Mais tarde, esse jovem tornou-se num cromo que anseia por visítas de estudo. Enfim, que deus o tenha em descanso, pois nós no Inferno não queremos palhaços desses!

2º Site:
Link: http://www.professorkaramba.eol.pt
Nome: Prof. Karamba's Website
Grau de Perigo: Perigoso
Mitos: Existem boatos que afirmam que um céptico, ao visitar este site, ficou repentinamente doente e viu-se obrigado a contactar os serviços do Prof. Karamba, perito em Bruxaria Eclesiástica Africana, em Magia Branca e em Filetes de Pescada. É considerado, portanto, um site amaldiçoado, feito unicamente para o homem ganhar dinheiro.

3º Site:
Link: http://geocities.yahoo.com
Nome: Geocities
Grau de Perigo: Um pouco mais perigoso que o anterior
Mitos: Dizem que quem visitar esse site é lhes roubado as passwords e é lhes inserido um virus chamado Anti-Chisto. O Anti-Chisto elimina o vosso anti-virus, destrói a placa gráfica, explode o monitor, faz desaparecer a bola do rato, tira a tecla "Caps Lock" dos teclados das pitas e substitui-a pela tecla power, tira o papel da impressora e gasta os seus tinteiros, altera a pass da bios para "Making Enemies Is Good", mata o familiar mais próximo da sua vitíma e causa cólicas à mesma de 7 em 7 minutos. Também dizem algo parecido a quem adicionar o individuo_15@hotmail.com, mas acho que neste caso é "peta"...

4º Site:
Link: http://www.10d.pt.vu
Nome: Site da Turma da Portadora
Grau de Perigo: Um pouco mais perigoso que o anterior ao anterior, mas não tão perigoso como o posterior, sendo mesmo assim superior ao anterior
Mitos: Existem boatos que afirmam a existência de uma Portadora Sagrada, cujo nariz é esbelto, formoso, aprezível estéticamente e gótico. Esse nariz é conhecido por todos como o Nariz. Mas, o Nariz, apesar de ser belo como uma Ninfa, é terrivel como uma Medusa, pois se for olhado directamente nas narinas, o seu observador transforma-se numa estátua de sal! Portanto não carreguem aqui AQUI e muito menos aqui AQUI !

5º Site:
Link: http://imperialium.blogspot.com
Nome: Imperialium, o Blog que parece uma Bonsai
Grau de Perigo: Perigosíssimo e muito cuidado ao pronunciar o nome muito alto, pois nunca se sabe o que deus pode nos atirar de lá de cima... da outra vez ía-me acertando com um chinelo...
Mitos: Informadores dizem que quem ler algum texto deste Blog será amaldiçoado e será penalizado quando chegar a sua hora. São Pedro, o Justiceiro, estará lá no alto e perguntará: "Tu por acaso leste algum post do Imperialium?". Se a resposta for "Não" e dita de modo sincero, a pessoa em questão irá para o Paraíso, onde reina a Paz e onde se joga bilhar às sextas e volley aos domingos. Se a resposta for "Não" mas se a pessoa em questão não estiver a ser sincera, é torturada durante uma semana nos calabouços da PJ. Depois dessa semana, se for demonstrado arrependimento, essa pessoa será conduzida para o Paraíso. Mas se, porém, a pessoa admitir que foi deliberadamente ao Imperialium, é considerada herege e é obrigada a ir para o Inferno, e aqui pagará pelos seus pecados, jogando futebol às terças, ouvindo Dimmu e Cradle todos os dias, fornicando com uma Rita aos sábados e jogando paintball aos domingos.
Caso não tenha reparado, caro leitor, neste momento está no Imperialium, o que significa que não irá, pelo menos de imediato para o Paraíso. Deus já não gostará mais de si, será impuro aos olhos dele e merecerá castigo eterno se não mostrar arrependimento! (Fim do Conto)

Portanto, aproveitando o facto de ter um contracto com o Cardeal Nuno Cobiça, demonstre arrependimento e a Igreja o perdoará, irmão. Basta entregar um cheque de 500€ à Igreja da Próxima Esquina, cujo contacto telefónico é 212537700. Mas espere... Telefone nos próximos 15 minutos e habilitar-se-á a um sorteio fantástico, onde, se saír vencedor, ganhará um luxuoso iate espiritual, para levar para o paraíso depois do seu falecimento. Não é que a Igreja queira puxar a brasa para a sua sardinha, mas, quer sim, ajudar os outros, pois é para isso que deus nos divulgou a sua palavra.

Ass.: SSS (aka O Gajo que Escreve Muito Mas que Não Diz Nada de Jeito)

segunda-feira, maio 03, 2004

Predições a acontecer após a primeira morte de Smoothie

Eis que o escolhido morreu. Um Dragão-Gato licenciado em cibernética, cuja morte abalará e sensibilizará toda a Humanidade por esse Universo fora, isto por ter sido atravessado a laser em sete zonas do corpo, na Nova Lituânia, após a 2ª Grande Peste.
Devido aos imigrantes gerados por esse evento, a Nova Lituânia e a Mandalânia passaram a ser os principais exportadores de carne de gafanhoto-urâniano para todo o mundo, uma indústria cujos lucros serão somente comparáveis às receitas do tributo de todo o Império Neo-Católico, ou às importações de resíduos hidrogénico-atómicos, vindos da galáxia de Antling para a Lua. A Nova Lituânia tornar-se-á na maior potência a nível mundial e segunda maior a nível universal, após invadir a Mandalânia com o seu exército de andorinhas bígamas com diarreia.

Da galáxia de Antling provirá uma terceira peste que vitimará um dos quatro líderes do Neo-catolicismo marciano e ferirá gravemente o terceiro Messias desta religião. Os inquéritos feitos nos planetas Japeto e Clémine revelar-se-ão inconclusivos e ninguém suspeitará que a praga tivera origem informática, a partir de um dos terminais inteligentes de um membro dos aliados intergalácticos, que sabotou o sistema informático de Andromeda. Esta peste extinguirá definitivamente a raça Crelsïng, devido ao incómodo a estes causado pelos Autoclismos-avariados-que-voam-baixinho. Também vítima da Peste dos Autoclismos será parte dos arrumadores de naves espaciais da família real das Figueiras, perdendo assim a independência tão arduamente obtida pelos esquilos incendiários, na sua luta contra a Neo-Pide, renomeada de Antropokeróides por volta do segundo kronos.

Algumas semanas após a destruição do cometa Halley, ocorrerá um terramoto que dará origem a um derrame numa central termoelectrónica no Perú que vitimará apenas os trabalhadores robot que lá se encontravam. Este cataclismo evitado serviu para testar o sistema de segurança dos URUE, que utilizaram os seus HL70 para isolar hermeticamente o local. Escaparão, no entanto, radiações hidrogénico-electrónicas através de uma falha tectónica que contaminarão os lençóis de água naquele local e consecutivamente a central de tratamento bio-aquática, só se restabelecendo no final da segunda fase de terraformação de Europa.

O início do quarto kronos será marcado pelo nascimento do Neo-Satanicismo, construído nos alicerces do Satanismo, cujo líder será conhecido por ter assaltado os tesouros do Neo-Catolicismo. Este marciano, filho de pais terráqueos, será aclamado por muitos como aquele que vem em nome do Neo-Demónio, e por isso denominado de Neo-Zé. Contudo, Neo-Zé morrerá sem assassinar o quarto Messias e será só o seu filho, Neo-Iscas que triunfará sobre o exército de Arcanjos do quarto Messias e todos os seguidores deste.
Neo-Iscas conseguirá aprisionar grande parte dos chefes de estado da Terra e o seu filho, McIscas será no final do sexto kronos consagrado Imperador. O seu reinado de tirania será expandido ao resto da Via Láctea e prevalecerá durante três séculos, altura em que acabará o tempo de purgatório de Smoothie e este regressará do reino dos mortos, por chamamento do deus dos testemunhas do Novo-Jeová. Smoothie acabará com o Despotismo Iscano e restituirá a democracia política e religiosa a todo o domínio terráqueo.

KK

sexta-feira, abril 30, 2004

Contos de Terror do Mordomo Stuart (2º Conto)

A Localidade dos Malignos

Os Zaias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, numa casa que era conhecida na vizinhança como a Casa do Toalhete. A casa era verde, tinha um telhado azul-clarinho e as portas eram rosa-choque. As pessoas comentavam bastante as cores da casa. "Olha me aquela casa de paredes pretas, telhado amarelo e portas azul-turquesa... Parece um arco-íris!" exclamava uma velhinha. Ao seu lado o marido dizia: "Mas o narrador disse...". "Que se lixe o narrador! Nós é que vivemos cá, portanto nós é que sabemos as cores da casa! Oh-me essa...!", respondia ela, mas erradamente pois, eu sei o que digo! "Não, não sabes!". Cala a boca mulher! Eu tenho uma história para contar! "Por acaso, alguém que fica desnorteado por ouvir a expressão "hhhmmmmm", merece alguma credibilidade?!". Cala a boca, velha metida! "Hhhmmmm!". Mete-te na tua vida! "Hhhmm hhmm!". Ai o caraças...! "Hhhmmm?".

Mudando, vertiginosamente, de assunto (e depois de ter resolvido o problema pacificamente com a velhota, pois só a espanquei com uma costela que lhe arranquei a sangue frio), os Zaias eram o avô Idealonso da Zaia e o neto Chato da Zaia. Mas o que estes não sabiam era que a casa estava amaldiçoada por um poltergeist mau-como-as-cobras.

Numa terça-feira, Idealonso ouviu um ruído estranho na sotão. A partir daí deduziu que a casa era assombrada, pois a Brigada de Assaltantes Semanais tinha por hábito passar lá nas quintas. Era óbvio que não podiam ser eles, mas sim algo sobrenatural e incontrolável, algo que não levava umas trinta colheres de prata e bebia chá com a vítima, indo se depois embora... Era sim, um ser malicioso, sedento por sangue de mortal e por yakissoba de frango (embora preferisse estes dois, também gostava bastante de um bom arroz de tamboril).

Uma vez, o Chato trouxe consigo dez "meninas". Porque é que a palavra "meninas" está entre aspas? - devem se estar a questionar. Se eu fosse o Fernado Roxa, bastava dizer: "Porque elas são umas PUTAS!" e isso era motivo suficiente para vos pôr a rir durante meia-hora. Mas ao referir "meninas" queria simplesmente dizer que elas tinham por volta de 13/14 anos, ou seja, Chato da Zaia era mesmo pedófilo! Só não o chamo de Abutre porque ele nunca perdeu um telémovel caro com nenhuma delas.

O Chato fez sexo com todas elas na mesma noite, tendo-as engravidado todas. O poltergeist (chamemos-lhe de Zé) teve a grande ideia de possuir os filhos de Chato, tornando-os assim multi-super-hiper-ultra-e-incomparávelmente-poderosos! O plano era bom, mas Zé assim deixaria de existir. Era uma missão suicída que valeria a pena, pois fazer barulho de noite no sotão e mudar o lugar habitual dos objectos, começava a perder a piada. E assim foi. As crianças nasceram cerca de oito meses e meio depois, todas na mesma semana. Uma delas, estranhamente morreu depois do parto. Uns dizem que foi da aplicação da anestesia DCM (ver conto anterior) outros afirmam que um padre assistía ao parto e, vendo que o bebé estava possuído pelo Demo, mandou matarem-no. Boatos...

Essas crianças, 15 anos depois, vieram viver na casa do pai. Idealonso, o bisavô, tinha os seus 91 anos, mas ainda andava de bicicleta, fazia "jogging", tratava do jardim e dava umas quecas com a empregada Rita. Chato, como era um homem de negócios, passava praticamente o dia todo no trabalho, aparecendo só de noite. Então, tinha de ser Idealonso a cuidar das crianças durante o dia.

Numa sexta-feira 13, enquanto o avô lia o jornal "A Bota", as crianças fizeram a sua primeira demonstração de possessão. Dizia-se que um padre iria passar no Toalhete, para abençoar a casa. Quando chegou, os rapazes (que são 4) quiseram abrir a porta ao padre. O imprevisível aconteceu: o padre e os 4 rapazes começaram a espancar-se mutuamente. Acompanhado com o sacerdote vinham três freiras de idades entre 25 e 30 anos. Estupefactas, ficaram a ver o espancamento que os rapazes davam ao padre. Idealonso estava incapacitado fisicamente e demasiado ocupado a ler o resumo do ultimo jogo do Sporting Clube de Lamas, para se meter no assunto. "Tenham juízo!", exclamava ele para os bisnetos. As três freiras tentaram fugir, mas as raparigas (as quais são 5) conseguiram apanhá-las. Depois de serem atadas ao sofá, começou uma dose de violação feminina às "coitadas" das freiras. O avô, cuja atenção estava desviada para o jornal, só ouvia "Oh sim! Sim, irmã! Continue...! Prossiga, irmã! Vá, que eu sei que é capaz de melhor!" de um lado e "Parem! Gnahh! Eu vim aqui para purificar a casa... Ô! Em nome de deus (ouch!) parem!... Ugh!" do outro. Não desviando os olhos do jornal dizia: "Juízo! Olhem que os vizinhos podem ouvir e depois corre a fama que somos maus anfitriões...".

As "entidades clericais" só saíram do Toalhete uma hora depois e sem o Idealonso ter dado conta, pois mal acabou de ler o jornal, nem viu o que os bisnetos faziam às visítas, pois foi ao quarto da Rita, a empregada, "dar-lhe um recado" ou pelo menos foi o que ele disse que ia fazer.

E assim tem acontecido ao longo dos anos. Aquela zona toda está amaldiçoada e é considerada completamente herege. E é conhecida actualmente por... A Localidade dos Malditos!

Ass.: Stupid Son of Sam

segunda-feira, abril 26, 2004

A Odisseia de Guelsen: Uma história que faz todo o sentido

Era uma vez, um gato que odiava todos aqueles que escrevem histórias começadas por “Era uma vez”. Como esse gato cospe fogo sobre quem não gosta, vou modificar o início da história. Não quero acabar grelhado num restaurante canibal e exportado como restos de comida para o estrangeiro.

A história a sério começa aqui:
Era uma vez um gajo que andava sempre a fugir de um animal que não era senão o Smoothie. "Um" Smoothie é o que se chama ao cruzamento entre um gato persa e um dragão vermelho. Esse gajo, que estranhamente andava sempre com o cabelo chamuscado, era amigo de um outro fulano que trabalhava num frondoso circo, caracterizado pela enorme tenda que se erguia imponentemente perto das barracas reservadas para os animais. Entre esses animais estava o gatinho alado, mais conhecido por Smoothie. Entre os funcionários do circo estava um tratador, o homem que perdera os suspensórios numa explosão no Kuwait. É sobre ele que esta história incide.

Após a explosão, restava a Guelsen procurar uns suspensórios novos, só com estes poderia ele desempenhar a sua função de Anticristo na corte del Rei D. Schnek Schnek IV. Como não fica bem a um anticristo usar suspensórios com o mickey lá desenhado, Guelsen acabou por comprar uns com o Pato Donald, que era o seu ídolo (bem, ao menos esse comia a rata à pata em vez de comer a rata à rata).
Encontrados os suspensórios, Guelsen partiu em direcção a Sacavém, com o objectivo de torturar um ananás até à morte, isto porque os ananases para além de serem amarelos, têm umas verduras muita verdes em cima. Guelsen embirrava com esse género de coisas.
Guelsen não só encontrou um ananás como, para sua grande satisfação, encontrou dois ananases e uma papaia que destes se encontrava refém.
Foi para casa comer uma salada de fruta. Mandou a criada descascar os ananases lenta e sadicamente quando pegou na papaia e lhe foi mostrar um pouco da vida na cidade. Virou-se para a papaia e disse “Esta é a cidade! Deves evitar ao máximo vir aqui, pois a morte observa-te e aguarda-te de dentro dos estômagos dos polvos gigantes moradores em todo o beco sombrio, nestas ruas estreitas da capital. É isso e os graffittis nas paredes. Pode não parecer, mas isso são marcas de uma antiga civilização canibal que aqui viveu. Diz-se que quando menos se espera, saem laminas afiadas de dentro das paredes que contêm esses fantasmagóricos exemplos de vandalismo e cortam em fatias tudo o que as rodeiam.”.
Dito isto, três lâminas saem a rodar e cortam a papaia em inúmeros pedacinhos pequeninos, separando minuciosamente as sementes da parte comestível.
Guelsen ficou destroçado quando viu a sua querida papaia destruída. Chorando, preparava-se para recolher os restos mortais da sua querida, quando três possantes polvos aparecem e comem o que sobra da papaia, excepto uma única semente.
Essa semente é tudo o que existe para Guelsen hoje em dia. Colocou-a numa caixinha que transporta ao pescoço, à qual chama de “Caixinha portadora da semente de papaia que transporto ao pescoço”, e é ela que o protege do ardor das chamas de Smoothie, o gato persa que está neste momento a olhar para mim com cara de quem me quer queimaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrgghhh..

Aquele que não vai assinar por ter sido reduzido a um monte de cinzas que não consegue esticar o braço até ao teclado,

NZL

P.S.: Esqueci-me de dizer, mas subentende-se que lá o outro gajo.. o.. Guelsen! acabou por não comer os ananases naquele dia..

domingo, abril 25, 2004

Contos de Terror do Mordomo Stuart (1º Conto)

Andava eu pelas matas da Buraca à procura de aranhas-camelo para fazer criação (elas sempre dão jeito para afugentar pitas chatas), quando encontrei um indíviduo mandado pelo meu ex-mentor. Esse indivíduo chamava-se Stuart e tinha como ordens prestar me serviço e obediência durante um período de tempo definido pelas forças infernais. Stuart é estranhamente parecido com os mordomos dos grandes mestres da maldade, parecendo-se mais com Igor, o mordomo do Duckula. Psicológicamente, este era obediente e gostava sempre de praticar uma boa tortura por dia, para manter a forma.
Além destas qualidades, Stuart era um bom contador de histórias. Os seus contos de terror são absolutamente fenomenais.


Ontem pedi-lhe para me contar algo bastante assustador. Com um sorriso nos lábios Stuart disse: "Ouvi dizer que o Papa só vai morrer em 2006". Ao ouvir isto não me pude conter: "Porra pá! Ainda me matas do coração! Eu sou corajoso, mas não assim tanto! Conta algo menos assustador e não tão pessimista...". "Com certeza, mestre" respondeu Stuart, educadamente. E então, com a sua voz cavernosa que o tanto caracteriza, contou-me a seguinte história:

A Anestesia Assassina

Nas salas de operação médica portuguesas acontecem coisas que nem lembram a Baphomet. Uma delas é a aplicação de uma anestesia que corrói o organismo das pessoas durante a cirugia. A primeira vez em que a anestesia foi descoberta foi durante uma operação simples a um senhor de 47 anos, que tinha um osteocondroma na testa, ou seja um quisto benigno. A cirugia decorreu da seguinte maneira:

Cirugião 1 (C1): Então, ontem o Freichieiro ganhou ao Canaviense, pelos vistos.
Cirugião 3 (C3): Bah! Fomos robados injustamente pelo árbitro!
C1: Isso é o que todos dizem quando perdem...
Cirugião 2 (C2): Não devíamos antes estar concentrados na cirugia e deixar esses assuntos para depois?
C3 (dirigindo-se em voz baixa para C1): Não ligue, chefe. Este aqui é novato.
Cirugião 4 (C4) (chegando naquele momento à sala de operações): Desculpem o atraso. Fiquei retido no trânsito.
C1: Não faz mal. Íamos começar agora. (pausa) Oh, coisinho, passa me aí o bisturi.
C4: Olhem eu vou só ali lavar as mãos.
C1: Hhhmm. Vamos lá então circuncidar o gajo...
C2: Mas doutor, o homem tem um quisto na testa, não precisa de ser cicuncidado.
C3: Cala-te, pá! Deixa o doutor trabalhar! Ele é que sabe!
C1: Muito bem... Não me interrompam agora... Merda! Cortei demais! Tu, pára o fluxo de sangue!
C2: Com certeza.
C1: Onde está o anestesista?
C3: Foi lavar as mãos...
C1: Então é por isso que o paciente está a gritar tanto... Eu bem me parecia que algo me tinha desconcentrado... Com licença senhor Idalécio, isto é para o seu bem. (diz o médico arremessando uma cadeira à cabeça do paciente). Pronto, agora não vai sentir nada...
C2: Meu deus! Ele está a sangrar da cabeça...
C1: Cose-se no final, agora tenho de acabar a circuncisão.
C2: Mas o doutor já cortou metade do pénis ao homem...!
C3: Cala-te, pá! Deixa o doutor trabalhar! Ele é que sabe!
C1: É desta que consigo... Toma! Já está!
C2: Meu deus! Você acabou de castrar o paciente por completo.
C1: Agora que isto já está resolvido, vamos ao quisto. Onde é que era mesmo?
C3: No fémur, penso eu.
C2: Era na testa!
C3: Cala-te, pá! Deixa o doutor trabalhar! Ele é que sabe!
C4: Cá estou... Perdi alguma coisa?
C1: Nada de especial.
C4: Então vou só ali à casa de banho dar uma "mija", já volto.
C2: Eu não acredito nisto!
C3: Bah! Que seca! Alguém quer jogar uma "cartada"?
C1: Eu alinho, deixa só acabar de mutilar a perna ao paciente. Assim torna-se mais fácil arrancar o quisto...
C2: Meu deus! Que horror! O quisto era na testa!
C3: Cala-te, pá! Deixa o doutor trabalhar! Ele é que sabe!
C1: Oh, novato cromo! Se o quisto fosse na testa eu teria de decapitar o homem! Ele assim morria, não?
C2: Mas não é preciso mutilar o membro em questão, basta...
C4: Cheguei. Olhem o homem está a acordar. Rápido anestesia-o, que eu vou só ali beber um chocolate quente.
C2: Isto não está a acontecer...! (diz, enquanto aplica a anestesia).
C3: Vai uma "bisca"?
C1: "Bora"!
Enfermeira (chegando inesperadamente à sala de operações): Doutor, está um doente em paragem cardíaca na sala de espera. Ele precisa de ser reanimado urgentemente! O que fazemos?
C1: Por acaso está na vez dele?
Enfermeira: Não, mas...
C1: Então o que é que você quer que eu faça?! Se não está na vez dele, não posso fazer nada. Nós temos regras aqui! E além do mais não vê que estou ocupado numa cirugia de alto risco?!
C3: "Bisque", doutor.
C1: Com certeza. Percebeu? Nós não somos incompetentes! Ele que espere pela sua vez.
Enfermeira (visivelmente chocada): Err... com certeza, sr doutor.
C2: Meu deus! O paciente está a ter convulsões!
C4: Então, ainda estão aqui? Pensei que fosse rápido... Oh Zé, olha que o homem está a estrabuchar.
C2: Eu sei! Doutor, o paciente entrou em paragem cardíaca!
C1: Eu é que sei se ele entrou em paragem cardíaca ou não. Toma, tenho trunfo. Papei-te o ás! Ahah! Ninguém me pára!
C2: Mas doutor...
C3: Cala-te, pá! Deixa o doutor trabalhar! Ele é que sabe! Agora é a minha vez de "biscar"...
C4: Posso jogar também?
C1: Calma deixa acabar...
C2: Meu deus! Que horror! Não consigo reanimá-lo!
C1: Será que tenho que ser eu a fazer tudo? Não deixes o Tony ver o meu jogo... (dirige-se para a cama onde está o paciente) Meu deus! O que é que tu lhe fizeste, coiso?
C2: Eu nada!
C1: Nada, hein? O homem estava vivo quando saí daqui e quando volto já está morto! Seu assassino!
C2: Mas... eu só apliquei a anestesia (diz quase a chorar)!
C1: Seu filho da mãe! O que puseste tu na anestesia? Seu negligente! Seu incompetente!

Claro está que a culpa foi para o C2, pois foi ele que anestesiou o paciente. Estudos que estão a ser feitos, actualmente, provam cada vez mais que a anestesia em questão tem uma substância corrosiva, que provoca a morte quando aplicada. Essa substância tem o nome de DCM (Depois Culpam o Material).
Porém, certas pessoas defendem que os culpados são os anestesistas ou quem aplicou a anestesia durante a cirugia.


Ass.: Stupid Son of Sam